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30 Maio 2007

Estelionatário de Porto Velho que se passava por pastor é preso no Acre


Foi preso nesta manhã, 29, em Senador Guiomar, no estado do Acre um estelionatário procurado pelos policiais do Grupo de Investigação e Captura (GIC) e da Delegacia Especializada Sobre Crimes Contra o Patrimônio. Sabino Saldanha e/ ou Sidnei Saldanha eram os nomes usados pelo estelionatário, que se passava por pastor de igreja e advogado ao aplicar seus golpes.
Os policiais de Rondônia estavam procurando pelo estelionatário, quando ele fugiu para o estado vizinho. Em razão da troca de informações entre os policiais de ambos estados, a prisão do estelionatário foi realizada com sucesso.
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Egipto: Líder copta pede liberdade de culto

Egipto: Líder copta pede liberdade de culto


O líder da Igreja Ortodoxa Copta (Egipto), Shenuda III, pediu às autoridades egípcias, a aplicação dos artigos da Constituição que garantem a liberdade religiosa e a igualdade de direitos entre os cidadãos, informou a agência oficial Mena.

A mensagem, divulgada por Shenuda III no seu site oficial, foi uma reação aos distúrbios entre muçulmanos e cristãos, ocorridos no dia 12 deste mês, no distrito de Behma, 70km a Sul do Cairo. Os confrontos deixaram mais de dez feridos e várias casas foram incendiadas.

A tensão foi motivada por boatos de que alguns moradores cristãos tentariam transformar uma casa particular numa igreja, sem terem a permissão necessária para o fazer. Shenuda III disse que os coptas não cometeram nenhuma ilegalidade nesses incidentes.

Os acontecimentos de Behma são o último episódio de violência entre cristãos e muçulmanos, depois que, em Abril do ano passado, uma pessoa ter sido assassinada e vários fiéis de três igrejas em Alexandria terem sido agredidos.

A Igreja Ortodoxa Copta, de acordo com a tradição, foi estabelecida pelo Apóstolo São Marcos no Egipto em meados do século I (aproximadamente no ano 60). É a igreja nacional do Egipto. O seu líder é o Patriarca de Alexandria, Patriarca da Santa Sé de São Marcos, actualmente Shenouda III.

Em várias ocasiões, a minoria copta denunciou a discriminação social de que é vítima, em relação à maioria muçulmana do país. O número de cristãos de rito copta é superior a 40 milhões, estando distribuídos principalmente pelo Egipto (10 milhões), Etiópia (30 milhões) e Eritreia (2 milhões), e também por Israel e o Sudão.

Departamento de Informação da Ajuda à Igreja que Sofre

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Ricardo Valota

O cabo Anselmo Rangel Chagas, de 37 anos, foi morto a tiros por três criminosos no momento em que seguia ao lado de um colega para um culto evangélico. O crime, uma suposta tentativa de assalto, aconteceu ontem à noite no bairro de Del Castilho, na zona norte da capital fluminense.

Segundo a polícia, o policial rodava em seu carro nas proximidades da Favela do Guarda, quando foi abordado por três ocupantes de um outro veículo. Ao tentar reagir, Anselmo foi baleado no pescoço e morreu. A vítima ainda chegou a ser levada ao Pronto Atendimento Médico de Del Castilho. Policiais fizeram buscas na região à procura dos criminosos, mas até a madrugada de hoje, ninguém havia sido preso. O rapaz que estava ao lado do policial saiu ileso e os bandidos fugiram sem levar nada. (AE)
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Mãe deixa recém-nascida em igreja

Um dia após dar a luz a uma menina no HGU, mulher resolve largar a filha no berçário de um templo próximo com a justificativa de que pai não queria

Geraldo Tavares
Com a desculpa de que assistira a um culto na Igreja da Graça de Deus, a mulher deixou o bebê no berçário
KEITY ROMA
Da Reportagem

Uma mulher abandonou a filha recém-nascida no berçário da Igreja Internacional da Graça de Deus, em Cuiabá, na segunda-feira. A mãe do bebê de quatro dias foi localizada pelo Conselho Tutelar e prestou depoimento ontem na Promotoria da Infância e Juventude. Ela está em depressão pós-parto e afirmou que deixou a criança no local para evitar problemas conjugais, já que o marido não aceitava a gravidez.

O bebê está no Lar da Criança e passa bem, segundo o conselheiro Delvi Lins. No dia do acontecimento, a mãe, que tem 39 anos e é merendeira de uma escola municipal de Várzea Grande, recebeu alta às 18 horas, pegou a menina e foi para a igreja, que fica a cerca de 40 metros do Hospital Geral Universitário (HGU), onde estava internada.

Ao chegar ao local, deixou a filha no berçário e disse que iria assistir ao culto, que começaria às 19 horas. A funcionária que cuida do setor desconfiou do comportamento da mulher, que estaria inquieta e aparentemente perturbada. “Ela pensou até mesmo que talvez a criança tivesse sido roubada”, relatou Lins.

A menina estava sem roupas e enrolada em um lençol do HGU, pista que possibilitou encontrar a mãe do bebê pelos prontuários da unidade hospitalar, depois que ela desapareceu do templo. “No hospital, nos informaram que duas mães haviam recebido alta no dia anterior, sendo que uma delas havia se evadido do local sem que a criança fosse liberada”, disse o conselheiro.

Após obter as informações, a equipe do Conselho Tutelar foi até a casa da mulher. Ela relatou aos conselheiros que durante a gravidez, o marido, que é militar do Corpo de Bombeiros, a pressionava e a ameaçava dizendo que teria de “se virar” para cuidar do bebê, pois o casal estaria passando por pequenas dificuldades financeiras e já tinha dois filhos, um menino de nove anos e uma menina de seis.

Os pais foram encaminhados para o Conselho Tutelar. O pai do bebê admitiu que, quando ficou sabendo da gestação, o casal começou a se desentender. Contudo, ele afirmou que em momento algum disse para ela abandonar a menina. “Quem cuida de dois, cuida de três”, disse o bombeiro de 39 anos, referindo-se aos filhos. No dia do parto, no domingo, ele visitou a esposa no HGU, com quem vive há 12 anos.

Na ocasião, tirou fotos com a menina. Ao ser questionado se não achou estranho a mulher chegar em casa sem a criança, ele afirmou que fora informado que o bebê teria falecido com paradas cardíacas e que o próprio hospital se encarregaria de fazer o enterro. “A mulher se viu desemparada e possivelmente essa situação a levou a abandonar a filha”, disse o conselheiro. O pai afirmou que quer a criança.

O promotor da Infância e Juventude, José Antônio Borges, informou que até sexta-feira deverá ficar pronto o exame psicossocial dos pais e, caso o resultado seja favorável a eles, terão a guarda do bebê de volta. “Ela parece ser uma super mãe. O que parece é só que ficou sensibilizada com a gravidez”, avaliou Borges. Esse é o segundo caso de abandono este mês em Cuiabá, mas a mãe do outro bebê ainda não apareceu.
Fonte: Diário de Cuiabá
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O padre José Aparecido, pároco de Delmiro Gouveia, recitava trecho bíblico em que se referia a “Deus no céu” quando olhou para o alto e viu um buraco se abrir no forro de PVC da paróquia. Pendurado sobre a estrutura metálica estava um dos três adolescentes que atacavam a igreja naquele momento com objetivo de roubar o dinheiro arrecadado com o dízimo da missa matinal. “Pedaços do forro caíram sobre o altar, mas o padre não interrompeu a missa. E ainda pedia a Deus para que o ladrão não despencasse”, disse o policial José Ceciliano Marques, o “Zé Lobinho”. E o invasor não despencou. "Ele se segurou e conseguiu andar por dentro do forro até a torre na parte frontal da igreja, onde acabou sendo preso agarrado ao badalo do sino", completa.
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29 Maio 2007

Ultra-ortodoxos pedem proibição dos computadores em Israel

Os gerrer, seita mística, alertam para "perigos espirituais" das máquinas. Líderes rabínicos são resistentes a proibir os computadores.
Um grupo de judeus ultra-ortodoxos lançou uma campanha para proibir totalmente o uso de computadores em Israel, por considerar que são "o mal disfarçado" e o autêntico "Satã".
Os "gerrer", uma seita hassídica (corrente mística judia) fundada no século XIX, batem de porta em porta tentando convencer os membros da comunidade que possuem um computador dos "perigos espirituais" que isto representa para sua família, segundo a edição desta segunda-feira (28) do jornal "Ha'aretz".
Embora os ultra-ortodoxos sejam proibidos de ver televisão, ir ao cinema e usar o computador, muitos destes religiosos radicais têm o aparelho em suas casas.
"A inclinação ao mal e o Satã corruptor se envolveram em uma inocente fantasia em forma de computador", afirmava no domingo o editorial do jornal ultra-ortodoxo "Hamodia", controlado pela seita "Ger".
O jornal critica o "declive espiritual" da juventude "haredi" (em hebraico, os "temerosos" de Deus), exposta a imagens proibidas na internet.
No entanto, os líderes rabínicos são resistentes a proibir os computadores, conscientes da importância deste avanço tecnológico também entre os judeus mais religiosos.
Por isso, os "gerrer", que não pretendem mais convencer os "sábios de Israel" para que imponham este critério, assinam o editorial em nome dos "pais e educadores e dos que estão atentos ao mal-estar das pessoas que buscam um modo de vida fora do abismo".
Com sede em Jerusalém, a seita "Ger" é uma das mais influentes, apesar de a maioria de seus 200 mil adeptos europeus ter morrido durante o Holocausto.
Há poucos dias, o rabino Ovadia Yosef, líder espiritual do partido Shas sefardita, entrou no debate iniciado pelos ultra-religiosos asquenazes (originais do centro e leste da Europa), com a proposta de uma internet própria.
Trata-se de um sistema que permitiria apenas o acesso a uma série de sites aprovados por um comitê rabínico especial.

Fonte: G1
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Uma autoridade polonesa revelou nesta segunda-feira que pediu a psicólogos que avaliem se um popular programa infantil de TV estimula comportamentos associados a homossexuais.
O pedido, relativo ao programa Teletubbies, foi feito por Ewa Sowinska, autoridade responsável pela defesa dos direitos das crianças na Polônia.
Segundo ela, pelo menos um dos personagens do programa, Tinky Winky, mostrou um comportamento suspeito.
“Eu percebi que ele carregava uma bolsa de mulher”, disse ela em uma entrevista a uma revista. “No início, não percebi que ele era um menino.”

Críticas
O programa Teletubbies, produzido pela BBC para crianças em idade pré-escolar, mostra histórias que reúnem personagens fantasiados, aparentemente alienígenas, que vivem em um mundo de colinas verdejantes.
Cada um dos "teletubbies" têm uma cor e características próprias. Tinky Winky é roxo e tem uma espécie de antena triangular na cabeça.
Sowinska disse que espera que os psicólogos avaliem se o programa deve ou não transmitido na TV pública do país. Depois, o departamento que ela dirige pode recomendar que Teletubbies seja tirado do ar.
Mas ela esclareceu que não acredita que o programa, transmitido em vários países, é uma ameaça às crianças polonesas.
O governo polonês já foi alvo de criticas da União Européia devido à sua posição no tocante aos direitos dos homossexuais.
Recentemente, o Ministério da Educação do país anunciou planos para afastar professores que promovam a homossexualidade em suas aulas.

Fonte: BBC Brasil

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28 Maio 2007

Polícia investiga assalto a igreja batista em Candeias


A delegacia de Piedade, em Jaboatão, no Grande Recife, está investigando o assalto ocorrido na noite do último domingo (27), por volta das 21h, na Igreja Batista dos Discípulos, que fica na avenida Presidente Castelo Branco, em Candeias.
A celebração já havia terminado e cerca de 15 pessoas ainda estavam no local, quando dois homens invadiram a igreja, anunciando a investida. Segundo testemunhas, eles obrigaram todos a deitar no chão e levaram celulares, jóias, relógios e carteiras dos presentes.
As testemunhas afirmam também que os assaltantes estavam armados com uma pistola e uma espingarda. Os ladrões fugiram em direção à Estrada de Curcurana.
A polícia suspeita de que os assaltantes sejam moradores da comunidade Sovaco da Cobra, em Candeias.
da Redação do pe360graus.com
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Vaticano afirma que não reconhece ordenações nem o grupo responsável por elas


TORONTO - Cinco mulheres e um homem casado foram "ordenados" padres e diáconos em uma cerimônia em Toronto, no Canadá, por uma mulher que é um bispo católico, em um desafio à doutrina aceita pela Igreja Católica Apostólica Romana.

A cerimônia foi realizada em uma igreja protestante no subúrbio de Toronto conhecida por sua posição liberal. No prédio havia uma multidão de pessoas entusiasmadas, que assistiram ao ritual presidido por Patricia Fresen, uma das personalidades mais conhecidas do movimento por mulheres sacerdotes na Igreja Católica.

Fresen, uma cidadã sul-africana que hoje vive na Alemanha, foi "ordenada" em uma cerimônia secreta na Espanha em 2003.

A arquidiocese de Toronto disse que a organização responsável pelas ordenações não é afiliada e não tem diálogo com a Igreja Católica Romana. Segundo a instituição, a ordenação de padres é um sacramento que não pode ser mudado.

Mas os bispos do movimento pela ordenação de mulheres dizem que são parte válida do apostolado da igreja, porque bispos católicos com boa reputação as ordenaram secretamente.

Segundo Fresen, esses bispos "acreditam que é injusto e pecaminoso excluir as mulheres da ordenação".

O Vaticano diz, contudo, que não vai reconhecer nem as ordenações nem o grupo responsável por elas.

Fonte: BBC Brasil

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Zuleido Veras, dono da Gautama, chorou no sábado passado ao ver pelo "Jornal Nacional", de sua cela na Polícia Federal em Brasília, que a Operação Navalha atingira o então ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. O relato foi obtido pela Folha de uma das seis pessoas que dividiram a cela da PF com Zuleido. O entrevistado pediu para não ter o nome publicado. Na noite do dia 17, os presos viram dois homens dormindo abraçados na cama de baixo do único beliche da cela. Eram Zuleido e seu filho Rodolpho. Nas noites seguintes, os dois se abraçavam até o pai dormir. Na cama de cima, estava João Alves Neto, filho do ex-governador de Sergipe João Alves Filho (DEM), que leu mais de 200 páginas da Bíblia. A cela, com cerca de 2,5 m por 4 m, tem uma mesa e uma cadeira de concreto, um banheiro com sanitário sem assento que servia de pia para escovar os dentes e sobre o qual está o chuveiro com água fria. No corredor, havia uma televisão de 16 polegadas. Na hora do "Jornal Hoje" e do "Jornal Nacional", da Globo, a PF ligava a TV durante as notícias sobre a Operação Navalha. Foi nessa circunstância que Zuleido ouviu que o escândalo chegara ao então ministro. Segundo um companheiro da cela, o empresário disse em seguida que Rondeau é inocente. Na prisão, a comida era sempre arroz, feijão e picadinho de carne. O banho de sol durava duas horas. Eram liberadas duas celas por vez. Mas, no sábado e domingo, o benefício ficou suspenso. De passagem no corredor, quem saía para o banho de sol conversava com os outros nas celas vizinhas. Zuleido pedia desculpas, mas não admitia o esquema de fraudes. O comentário entre os presos era que a Operação Navalha surgiu para abafar a CPI do Apagão no Congresso ou foi incentivada por empreiteiras concorrentes da Gautama. Na sala de visita dos advogados, temendo grampo no telefone de comunicação, alguns presos escreviam no papel e mostravam a mensagem aos seus defensores do outro lado do vidro.
Fonte: NE Notícias
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Numa mostra de seu crescimento na Guatemala, a igreja evangélica inaugurou neste domingo (27) um templo monumental para 12.000 pessoas na capital do país, um complexo de 113.000 metros quadrados construídos que custou US$ 29 milhões.

"Queríamos que fosse majestoso, para que as pessoas dêem conta que podem fazer coisas grandes na Guatemala", disse o pastor principal da Fraternidade Cristã da Guatemala, Jorge H. López.

A inauguração do templo, o maior da América Latina, e a candidatura de um pastor à presidência do país refletem o crescimento das seitas pentecostais da Igreja Evangélica nos últimos anos na Guatemala, uma nação historicamente católica. Na década de 1970, dados oficiais indicavam que mais de 90% da população era católica.

Não existem estatísticas oficiais recentes, mas um estudo do Serviço de Evangelização para a América Latina indicou que em 2003, 25% da população era evangélica, e 50%, católica. Em algumas regiões os evangélicos seriam 35%.

As igrejas evangélicas florescem em todo o país. Algumas são muito modestas. Outras, como a que foi inaugurada hoje, são suntuosas.

A Fraternidade Cristã da Guatemala foi criada há 30 anos e vem mudando constantemente de lugar para acomodar um número cada vez maior de fiéis, que hoje são 13.000.

Além dos grandes templos, as chamadas "mega-igrejas" chegam aos fiéis através de programas de rádio e televisão, tornando seus pastores celebridades nacionais.

Foi o caso do bispo Harold Cabelleros, da igreja El Shaddai, ou Casa de Deus, que lançou em seu programa de rádio sua candidatura à presidência da Guatemala para as eleições de 9 de setembro.

Antes do terremoto de 1976, as igrejas evangélicas tinham pouca penetração entre a população, mas com o desastre as igrejas dos Estados Unidos enviaram ajuda para os desabrigados e, junto com os alimentos e materiais, missionários.

Segundo a Igreja Católica, a repressão aos padres e catequistas contribuiu em parte para a perda de fiéis na década de 1980, a época mais sangrenta da guerra civil que assolou o país durante quase quatro décadas.

Também teve influência a penetração de evangelistas pela televisão, como Jimmy Swaggart e Jim Bakker, nos anos 80. É nessa época que começaram a ser erguidos os gigantescos templos evangélicos na Guatemala.

Entretanto, para López o crescimento se deve ao fato de sua mensagem para as pessoas serem "coisas práticas que podem ser utilizadas no dia-a-dia". (AE)

Fonte:www.reporterdiario.com.br/
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25 Maio 2007

IBGE: Brasil tem mais mestiços e evangélicos

Sex, 25 Mai, 02h13
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O processo de miscigenação racial avançou no Brasil nos últimos 60 anos, apontou uma pesquisa de tendências demográficas divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. A população que se declarava parda passou de 21,2 por cento em 1940 para 38,5 por cento em 2000.
Aqueles que se autodeclaravam brancos representavam 63,4 por cento em 1940, percentual que caiu para 53,7 por cento em 2000. O número dos brasileiros que se diziam negros também caiu, de 14,6 por cento para 6,2 por cento.
"O aumento de pardos tem como fator objetivo a miscigenação entre raças. Como no Brasil não houve barreiras institucionais para misturas étnicas, isso tem um peso no aumento da população de pardos", afirmou Luís Antônio Oliveira, coordenador da pesquisa, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Oliveira reconheceu, no entanto, que em 1940, havia uma predisposição das pessoas de se declararem brancas. "As ideologias raciais eram fortes, havia ideais de embranquecimento permanentes, por isso, talvez, esse número de brancos declarado em 1940 tenha sido superestimado", afirmou.
Segundo ele, hoje em dia há um movimento de valorização de etnias, de movimentos raciais, que pode fazer com que as pessoas se identifiquem mais com a sua cor.
A comparação dos censos mostrou ainda que o número de evangélicos no país aumentou quase seis vezes em 60 anos, que a taxa de analfabetismo de pessoas com 10 anos ou mais caiu em cinco vezes e que o Brasil rural tornou-se urbano (31,3 por cento para 81,2 por cento de taxa de urbanização). O estudo citou também que o percentual de solteiros diminuiu e cresceram as uniões consensuais.
No caso do perfil religioso, os evangélicos no país passaram de 2,6 por cento para 15,4 por cento nesse período, enquanto a proporção de católicos caiu de 95 por cento para 73,62 por cento. Nesses 60 anos, as religiões pentecostais avançaram principalmente no Norte e Centro-Oeste do país. No Norte o percentual de evangélicos passou de 1,1 por cento para 19,8 por cento e no Centro-Oeste, de 1,5 por cento para 18,9 por cento.
Para Oliveira, o peso da influência da religião evangélica com novas ocupações territoriais e novas periferias foi visível.
"A maneira de se comunicar dos pentecostais com os fiéis contribuiu para isso. As pentecostais cresceram mais nessas novas áreas urbanas e periferias dos país", observou.
ANALFABETOS
No que se refere a índices de educação, o estudo mostrou que a taxa de analfabetismo de pessoas de 10 anos ou mais de idade passou de 56,8 por cento para 12,1 por cento.
"Curiosamente, em números absolutos, o país tinha, em 1940, a mesma quantidade de analfabetos que no ano 2000 -- 16,4 milhões", afirmou o estudo "Tendências Demográficas: uma análise da população com base nos resultados dos Censos Demográficos de 1940 e 2000".
Nos dois censos, persistiram as diferenças regionais. Enquanto o último censo do país (2000) revelou taxas de analfabetismo que oscilavam entre 5,3 por cento para Santa Catarina e 30,1 por cento para Alagoas, há 60 anos oscilavam entre 34,1 por cento para o Rio de Janeiro e 80,5 por cento para Tocantins. As dez maiores taxas de analfabetismo, em 1940, pertenciam a Estados das Regiões Norte e Nordeste, com exceção de Goiás (que ocupava a sétima colocação). Esse quadro persistiu no ano 2000, segundo o IBGE.
O estudo mostrou também que a população brasileira cresceu cerca de quatro vezes nesse período, passando de 41,2 milhões (1940) para 169,8 milhões (2000).
Leia mais sobre a pesquisa do IBGE:
População brasileira quadruplicou desde 1940 Censo aponta envelhecimento da população População urbana do País chegou a 81% em 2000
Fonte: Reuters
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Jesuíta analisa causas da evasão de padres

SÃO PAULO, 24 de maio (ALC) – A Igreja Católica deve dar maior atenção à seleção dos candidatos ao sacerdócio para evitar a evasão de padres, recomendou o diretor da revista “La Civittá Cattolica”, o jesuíta Gianpaolo Salvini, em entrevista que concedeu ao jornal O Estado de São Paulo, publicada no domingo, 20 de maio.

Salvini entende que a igreja pode ajudar jovens sacerdotes a viver em comunidade fraternas, mas, alertou, “é necessário insistir sobre a vida espiritual e sobre as motivações de fundo pelas quais alguém se faz sacerdote”, que, enfatizou, devem ser motivações de fé e não de realização profissional, “ainda que a gratificação no próprio trabalho ajude todos a se sentirem realizados e amados”, disse.

Na entrevista aos repórteres Marcelo Godoy e Gabriel Manzano Filho, o diretor da revista católica afirmou que não existe um motivo apenas pelo qual padres deixam o sacerdócio. As causas do abandono são variadas. Uma delas é a instabilidade afetiva, que aumenta com o tempo, o que torna a situação sacerdotal “dificilmente suportável”.

Mas Salvini arrolou ainda outros motivos, como crises de fé, conflito com os superiores eclesiásticos, dificuldades com o magistério da Igreja, situações de grande solidão, dificuldades de caráter, e, com certa freqüência, “uma profissionalizaçã o em uma especialização leiga que faz, praticamente, desaparecer o primado da dimensão sacerdotal e apostólica explícita”.

Para o entrevistado, a América Latina é o continente mais fiel à Igreja Católica, “talvez o mais criativo também nas suas manifestações de fé”. África e América Latina conseguem criar até mesmo no sofrimento, e por isso abrigam os “povos da esperança”, assinalou.

Ele vê na separação da fé e na indiferença, e não na perseguição a grupos religiosos, o grande perigo no mundo ocidental. Ele não acredita, contudo, que haja, hoje, menos necessidade de espiritualidade e de religião, também entre os jovens.

O que ocorre é que “não se adere mais a uma fé oficial e às suas formas tradicionais. Cada um cria para si antes uma religião, recolhendo tantos elementos quantos as normas de comportamento que julga oportunas das várias religiões à disposição”, arrolou.

Fonte: Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação

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A Ingreja Universal do Reino de Deus não se contenta apenas ganhar novos fiéis e ter uma poderosa rede de TV, a Record. Não se contenta também em comprar cinemas e supermercados falidos para montar seus templos país afora. Liderados pelo bispo Edir Macedo, a igreja agora se volta para outros ramos comerciais e rentaveis como postos de gasolina.
Segundo se comenta em Cuiabá, a Universal comprou pela bagatela de R$ 35 milhões 18 postos que tinham a bandeira da Petrobrás em Cuiabá. Alguns deles estavam em situação precária, quase fechados, falidos mesmo.
O foco da clientela da Universal com os novos postos é abastecer os carros de todos os seus fieis seguidores. Mas vai aproveitar também para conquistar novos fiéis. Dizem que contam com uma pesquisa que mostra que em postos de gasolina entre o abastecimento de gasolina, álcool, diesel e troca de óleos e lavagem de carros é possível convencer os usuários a mudar de religião, indo, claro, para a Universal.
A decisão da igreja em comprar os postos vai ser bom para Cuiabá. Primeiro porque pode aumentar a arrecadação municipal. E segundo pelo aumento da oferta de emprego. O problema é que para trabalhar no posto, segundo os comentários o interessado tem de ser pastor, obreiro ou fiel seguidos das idéias do Bispo Edir Macedo que está mandando para Cuiabá pastores de sua estrita confiança para administrar os postos universais e religiosos e a contratação de pessoal, todos, claro, também universais.
Fonte: Notícia Digital
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«Sementes de paz» é o título de um livro infantil hoje lançado em Israel em árabe e hebraico que pretende ensinar crianças israelitas e palestinianas a relacionarem-se sem ódio, procurando o entendimento mútuo, noticiou o jornal Haaretz.

Ao contrário de vários manuais escolares nos quais «o outro» é apresentado com desconfiança, a obra de Yael Dar apresenta desenhos e textos destinados tanto a crianças palestinianas como israelitas.

O principal protagonista do livro, Tom, tenta entender a origem do mal e da violência no mundo e, depois de falar sobre o tema com os pais, decide plantar as sementes da paz e da reconciliação.

O livro, com 31 páginas, tem textos em hebraico e em árabe.

Para se contrapor às referências abstractas e distantes do conflito israelo-palestiniano da maioria dos textos infantis, Dar representou graficamente os dois lados, de um ponto de vista positivo.

O autor pretende gerar padrões de aceitação na mente da criança antes que ela seja envolvida pelos estereótipos dos adultos numa espiral do ódio.

A editora Tzivonim decidiu distribuir gratuitamente 700 exemplares entre estudantes de língua árabe.

Fonte: Diário Digital
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Em 60 anos, Brasil ficou mais mestiço, evangélico e 'casado'
Pela primeira vez, IBGE consegue comparar dados dos censos de 1940 e 2000.
População quadruplicou no período. Japoneses estão em 9% das cidades.
Foto: DFTV
Rede Globo
Em 60 anos, Brasil deixou de ser rural para se tornar um país mais urbano (Foto: Rede Globo)
Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta quinta-feira (25) mostra que, em 60 anos, a população brasileira quadruplicou. Com os cruzamentos dos dados dos Censos feitos em 1940 e em 2000, o IBGE concluiu ainda que o país ficou mais urbano e mais mestiço. Houve aumento do número de evangélicos em todas as regiões.
De acordo com o instituto, o Brasil tinha 41,2 milhões de habitantes em 1940 e 169,8 milhões em 2000. Em 1940, o município do Rio de Janeiro era o de maior população, seguido por São Paulo, Recife, Salvador e Porto Alegre. Sessenta anos depois, São Paulo passou a liderar o ranking da cidade com mais habitantes (6,1% do total do país)
A região com maior crescimento populacional foi a Centro-Oeste. Em 60 anos, a densidade demográfica saltou de 0,7 habitante por km² para 7,2 habitantes por km². O último levantamento mostra as diferenças regionais: enquanto no Norte do Brasil a densidade demográfica é de 3,4 habitantes por km², no Sudeste esse número é de 78,3 habitantes por km².
Taxa média de crescimento anual da população de 1940 a 2000
Crescimento da pop. urbana Crescimento da pop. rural Crescimento total
Norte 5,3% 2% 3,6%
Nordeste 3,9% 0,5% 2%
Sudeste 3,8% -0,8% 2,4%
Sul 4,4% 0,2% 2,5%
Centro-Oeste 6,5% 1% 4,1%
Brasil 4,1% 0,2% 2,4
Miscigenação
De acordo com o levantamento, aumentou a miscigenação. Em 1940, 63,4% da população se auto-declarava branca. Esse número caiu para 53,7% em 2000. O número dos brasileiros que se declararam pretos também caiu, de 14,6% para 6,2%. Em contrapartida, o número de pardos pulou de 21,2% para 38,5% em 60 anos.
Imigração
Em 1940, 96,6% dos pesquisados eram brasileiros natos e, em 2000, 99,6%. Em 2000, os japoneses estavam presentes em 9% dos 5.507 municípios brasileiros, com maior concentração nos estados de São Paulo e Paraná. Os portugueses estavam em 6,1% das cidades, principalmente no Rio e em São Paulo, enquanto os italianos podiam ser encontrados em 5,1% dos municípios.
Religião
Foto: arte
Dados: IBGE, Censo demográfico 1940/2000
A comparação dos Censos de 1940 e 2000 mostrou uma expressiva redução de católicos no Brasil: de 95% para 73,6%. Nesses 60 anos, os evangélicos cresceram de 2,6% para 15,4%. O maior crescimento de evangélicos foi registrado em Rondônia, onde 27,2% da população é seguidora da religião. No estado, o número de católicos caiu 39,8% no período. O estado com maior percentual de católicos, nos dois levantamentos, foi o Piauí (99,6% em 1940 e 89,8% em 2000).
Estado civil
Na década de 40, 51,6% dos brasileiros com 10 anos ou mais eram solteiros, número que caiu para 38,5% em 2000. Já os casados cresceram de 42,2% para 49,5% da população, nessa faixa de idade. Os desquitados e divorciados pularam de 0,2% para 4,1% em 60 anos, de acordo com o IBGE. O percentual de viúvos caiu de 5,9% para 4,1% entre 1940 e 2000.
Tanto em 1940 quanto em 2000, os homens eram a maioria dos solteiros (62,6%). A maior proporção de casados, em 1940, estava no Sudeste (44,6%) da população. No levantamento mais recente, o Sul passou a ser a região com mais casados, o equivalente a 54,6%.
Alfabetização
A comparação dos números mostra que a taxa de analfabetismo de pessoas de 10 anos ou mais caiu, passando de 56,8% para 12,1%. As diferenças regionais persistiram: em 2000, 5,3% dos catarinenses eram analfabetos, índice que chegava a 30,1% em Alagoas. Em 1940, eram 34,1% de analfabetos no Rio de Janeiro e 80,5% no Tocantins. A taxa de alfabetização em todo o país cresceu de 43,2% em 1940 para 87,9% em 2000.
URL: http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUI41764-5598,00.html
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Paris Hilton vai à igreja pedir ajuda a Deus

A socialite Paris Hilton[bb] decidiu se aproximar mais de Deus, depois que foi condenada a 45 dias de prisão por dirigir sem carteira de habilitação.
Os fotógrafos que a seguem noite e dia flagraram uma cena inusitada: Paris indo à missa com sua mãe Kathy e sua irmã Nicky.
Vestida de branco, toda virginal e com as mãos unidas como em uma prece, Paris se entregou a Deus e passou vários minutos ajoelhada numa igreja católica de Beverly Hills, talvez pedindo proteção e ajuda ao Todo-Poderoso, segundo revelaram algumas testemunhas.
À saída da igreja, nem ela nem sua mãe quiseram conversar com a imprensa. A milionária herdeira parecia bastante emocionada ainda com o sermão.
Fonte: O Fuxico
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O poder paralelo gay


A Homofobia está em pauta

Paulo Cezar Soares

O Projeto de Lei da Homofobia, nº 5.003/2001, da ex-deputada Iara Bernardi (PT/SP), aprovado pela Câmara dos Deputados em novembro último em regime de urgência e enviado ao Senado Federal, pegou os senadores evangélicos de surpresa, completamente desmobilizados em relação ao assunto, que visa coibir a discriminação de homossexuais. Torna crime qualquer ato de constrangimento ou cerceamento de relações homoafetivas em locais públicos, com a punição de dois a cinco anos de cárcere para o infrator.
O projeto institui também o dia 17 de maio como o Dia Nacional de Combate à Homofobia.
Na opinião do advogado evangélico Carlos Alberto Cacau de Brito, os evangélicos são culpados pelo projeto ter avançado.
– Isso acontece porque somos desunidos e desorganizados. Cada denominação só pensa em si, acusou Cacau, membro da Igreja Batista de Itacuruçá (RJ).
Enfático nas suas colocações, o advogado afirmou que o projeto vai além da preocupação dos gays com a discriminação.
– É uma ampliação do projeto que proíbe o preconceito de raça e cor. Por que o projeto tem andado? Porque os homossexuais são organizados. Fazem passeata com mais de um milhão de pessoas. Virando lei, como ficam as igrejas evangélicas, que não aceitam homossexuais como membros oficiais? Na minha opinião, o projeto no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele não vai morrer no Congresso. Vão se levantar várias interrogações constitucionais sobre o assunto.
– A Igreja está na contramão da história. Ela precisa estar empenhada com o que ocorre no país. Tem que se mobilizar contra o desemprego, a violência, a ecologia, temas que fazem parte do nosso dia-a-dia e que atingem a todos, dispara o advogado.
Mobilização popular - O advogado Zenóbio Fonseca, chefe de gabinete do deputado estadual no Rio de Janeiro, pastor Edno Fonseca, estava ouvindo a votação do Senado quando percebeu que o projeto de lei contra a homofobia foi incluído sem nenhum posicionamento da bancada evangélica no Senado.
– O projeto não estava na pauta do dia, a Casa fez uma manobra e o incluiu para votação no último momento, sem dar chance aos evangélicos de debaterem, justifica Zenóbio.
Preocupado com o assunto em pauta, Zenóbio preparou um artigo explicando as complicações legais e morais que a igreja evangélica sofrerá, caso o projeto vire lei. Visando fazer uma mobilização popular, ele repassou esse artigo para autoridades e igrejas. Logo, o assunto tornou-se volumoso e pessoas de todos os Estados do Brasil, evangélicos e católicos, se mobilizaram contra o projeto de lei. Entre várias ações, o grupo marcou um dia de orações contra o ato político. Outro que também tem se mobilizado em favor dos evangélicos é o senador Marcelo Crivela, da Igreja Universal do Reino de Deus.
Crivela disse que irá se pronunciar a respeito no plenário e usar todos os meios que o regimento interno do Senado prevê para derrubar o projeto de lei.
– Se ainda assim não obtiver êxito, faremos uma grande mobilização popular para o dia da votação em plenário. Sou contra o projeto. Primeiro porque creio na Palavra de Deus, na Bíblia Sagrada, que ensina no livro de Levítico 20.13 que se um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável. Segundo, como legislador, entendo que o projeto é inaceitável. Há alguns equívocos jurídicos e agressões às garantias constitucionais. Caso seja aprovado o texto que veio da Câmara, passa a ser crime, por exemplo, um pai ensinar a um filho que o homossexualismo é pecado, um pastor pregar sobre isso no púlpito ou qualquer outro brasileiro expressar opinião contrária em público. O direito sagrado de liberdade religiosa, cláusula pétrea da Constituição e direito fundamental em todas as sociedades democráticas, será desrespeitado, explicou o senador.
– A liberdade religiosa não será arranhada. As religiões terão os mesmos direitos de sempre, em respeito à lei maior, ou seja: a Constituição Cidadã, discursa Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), o mais antigo do Brasil, criado em 1980.
– O projeto, na verdade, garante que menos homossexuais serão assassinados no País. O Brasil é campeão mundial de assassinatos de gays e travestis. Só existem dois países cuja constituição proíbe discriminar por orientação sexual: África do Sul e Equador, defende o ativista.
Para o fundador do GGB, o professor de antropologia da Universidade Federal da Bahia, Luiz Mott, especialista em Inquisição, é um equívoco chamar o projeto de mordaça gay.
– Para mim, os evangélicos não aprenderam ainda a conviver pacificamente com os diferentes, entende Mott.
Moralismo - Para conviver em paz com as diferenças é preciso mudar o foco teológico. É o que ensina o pastor Alexandre Cabral, da Igreja Presbiteriana Bethesda, em Copacabana.
– Acredito que esse projeto de lei nos possibilitará reeducar as nossas análises teológicas, de modo que a sexualidade seja recolocada em um lugar que perca o peso moralista excludente, que sempre a animou, assinalou Cabral.
Para o reverendo Guilhermino Cunha, presidente do Presbitério do Rio de Janeiro, da Igreja Presbiteriana do Brasil, e 1º vice-presidente da Academia Evangélica de Letras do Brasil - AELB, o projeto merece o repúdio dos evangélicos por várias razões.
– A primeira delas é que ele é discriminatório em relação à maioria moral silenciosa do País, frisou.
O reverendo ressaltou que o termo homofobia, aplicado neste contexto, pode induzir ao erro, pois seu campo semântico não se aplica à espécie.
– Verdade é que no grego homo é aplicado ao homem, exemplo do Homo sapiens, do latim. Mas aqui, no caso de homofobia, ele usa o significado grego de medo do igual, fruto da competição entre concorrentes, como se um comerciante temesse a abertura de uma loja no seu quarteirão. Queremos contrapor com teofilia (amigos de Deus), e não amigos do mundo, ou da carnalidade. O discurso religioso não é homofóbico. É teófilo. Ama a Deus e à Sua Palavra. Sou contrário a toda e qualquer violência contra gays e lésbicas e ao meio social como comportamento inconfessável. Qualquer intimidade, seja entre um homem e uma mulher, seja namorado ou casado, ou entre iguais, se feito em público é tabu, ou exibicionismo.
– O apóstolo Paulo diz em Romanos 1.24, 26 e 27: Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências do seu próprio coração, para desonrar o seu corpo entre si... Por causa disso, os entregou a paixões infames, porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos, a merecida punição do seu erro, completa Guilhermino.
O reverendo revelou que acompanha com grande preocupação o desenrolar dos acontecimentos no Congresso Nacional. Lembrou que a posição da AELB e do presbitério é contrária ao projeto da homofobia e da legalização do aborto.

Fonte: http://www.bibliaworldnet.com.br
* O ex-bisto da Universal, senador Marcelo Crivela, no programa do Jô Soares, não teve a coragem de abrir a Bíblia para citar os textos que explicariam a razão do cristianimo não concordar com o homossexualismo. Ele declarou não ser mais bispo e que realmente é parente do Macedo e RR Soares.
* A propaganda gay está em todos os lugares e agora está infiltrada nos desenhos animados, até mesmo em estórias antigas da Disney. A lavagem cerebral em nossas crianças é feita de maneira sistemática. Não percebemos, mas aos poucos as crianças vão se acostumando a idéia e assim sendo incentivadas a fazer o mesmo.
Fonte: Brasil Wiki
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24 Maio 2007

Kaká vibra com conquista e relembra derrota de 2005

Principal nome do Milan na conquista da Liga dos Campeões desta temporada, Kaká afirmou que mesmo com todos os problemas de sua equipe durante o ano, a superação foi mais forte, culminando com a taça do torneio continental. O brasileiro, que terminou como artilheiro da competição com dez gols, relembrou a partida perdida em 2005, quando o Milan vencia por 3 x 0, deixou o Liverpool empatar e perdeu na decisão por pênaltis.
“Estou muito feliz por tudo o que vem acontecendo comigo, por ter terminado a competição como artilheiro, o que é um sonho, e pelo triunfo que tivemos hoje. É muito legal ganhar a Liga dos Campeões. Em 2005 nós a perdemos, o que aconteceu naquele ano foi estranho, deixamos de jogar por apenas seis minutos e isso foi suficiente para que perdêssemos o jogo e hoje não deixamos isso acontecer. Este é o lado bonito”, disse o brasileiro.
O camisa 22 do Milan também se apoiou muito na religião. “Apesar de tudo, eu sempre me apoiei na Bíblia, nos ensinamentos que ela nos traz para superar as dificuldades e hoje a recompensa está aí. Acho que sempre precisamos ter fé para realizar aquilo que queremos e foi assim que aconteceu aqui”.
Kaká afirmou que, mesmo tendo começado com pontos a menos o Campeonato Italiano, em decorrência da punição pelo escândalo do Calciocaos, o Milan nunca jogou a toalha durante a temporada.
“Sabíamos que a Liga dos Campeões era a competição que mais tínhamos chance de conquistar por causa dos pontos que começamos a menos no Italiano. Mesmo com tudo o que aconteceu tivemos força para sermos competitivos a e conseguimos, hoje conquistamos o título”.
O artilheiro da competição foi convocado para os amistosos da seleção contra Inglaterra e Turquia , que serão realizados nos dias 1º e 5 de junho, respectivamente, e depois deverá ser dispensado da disputa da Copa América da Venezuela, que começa no dia 27.
Fonte: Gazeta Press
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23 Maio 2007

Universal acusa TV Globo de virar "igreja"

O Jornal da Igreja Universal do Reino de Deus, a “Folha Universal” desta semana faz fortes ataques à TV Globo, numa reedição reduzida da “guerra santa” travada na década passada.
“Folha Universal” agora acusa a Globo de “usar sua programação para beneficiar a Igreja Católica e prejudicar as igrejas evangélicas”. Sob a manchete “TV Globo vira igreja eletrônica”, diz que “a empresa assumiu de vez a posição de rede oficial da Igreja Católica” com a cobertura da visita do papa ao Brasil, que teria “pecado” por “exagerado sensacionalismo” e “expressões fervorosas”. Seu principal texto reclama que a repórter Ilze Scamparini se referiu às igrejas evangélicas como “seitas”. Um quadro cita “casos históricos” de “ataques aos evangélicos”, entre eles a minissérie “Decadência” (1995, em que um pastor enriquecia). O jornal declara tiragem de 2,308 milhões de exemplares. A edição foi distribuída gratuitamente em locais de circulação de classe média alta, como o Parque Villa-Lobos, em SP.
Diretor da Central Globo de Comunicação, Luís Erlanger diz que “como sempre, nossa cobertura foi proporcional à importância da notícia”. “Tanto assim que a própria Folha dedicou um espaço especial à visita do papa. Gostaríamos de destacar que, diferentemente da Igreja Universal, que tem espaços de mídia próprios, a Igreja Católica não compra espaço na TV Globo”.
Fonte: Folha Online
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3 milhões na Marcha para Jesus 2007

A organização da Marcha para Jesus espera reunir mais de 3 milhões de fiéis no evento, dia 7 de junho, feriado de Corpus Christi. Após restrição do Ministério Público que impede a realização de eventos na avenida Paulista, em São Paulo, a marcha ganhou novo endereço: sairá do Metrô Tiradentes, no Bom Retiro, rumo à Praça Heróis da FEB (Força Expedicionária Brasileira), em Santana, na zona norte.
Apenas três grandes eventos serão realizados na Paulista este ano: Réveillon, Corrida de São Silvestre e Parada Gay. A organização da marcha, feita pela Igreja Renascer em Cristo, decidiu não recorrer da decisão este ano, mas poderá fazê-lo no ano que vem, caso outros eventos sejam realizados na Paulista, sede da marcha nos últimos dois anos.
De acordo com a Renascer, os últimos detalhes ainda estão sendo acertados com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Em princípio, a saída dos fiéis ocorrerá às 10h, a partir da estação do metrô. Haverá um palco na praça, por onde passarão 24 bandas de música gospel. A Marcha para Jesus é realizada em várias cidades do mundo e reúne todas as denominações pentecostais e neopentecostais, como Renascer, Universal, Assembléia de Deus e Quadrangular.
Fonte: O Globo
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Quénia luta contra seita ilegal

Nairobi, Quénia (PANA) - O ministro queniano da Segurança Nacional, John Michuki, anunciou terça-feira em Nairobi um plano de controlo permanente dos parques de autocarros e das praças públicas no interior e no exterior da capital queniana para conter a série crescente de crimes na cidade e nos seus arredores.
Michuki afirmou igualmente que o Governo não perdeu a batalha contra a Mungiki, uma seita proibida cujos membros são acusados de ter decapitado seis pessoas segunda-feira.
Membros da seita raptaram no fim-de-semana passado as seis pessoas que decapitaram e depositaram os seus corpos perto dum Comissariado da Polícia, um acto que esta corporação considera como uma provocação.
A decisão do Governo queniano segue-se à detenção de oito suspeitos duma decapitação macabra de quatro pessoas no centro do Quénia.
Entre os acusados figura um financeiro da seita que teria transportado os corpos das vítimas.
"Vamos fazer face a esta situação com os meios de que dispomos", declarou o governante queniano.
Michuki disse em Abril último que o Governo lançará uma guerra contra os grupos que mataram três polícias e incendiaram quatro autocarros como represália.
A Polícia anunciou em Abril último a detenção de pelo menos 10 mil membros da seita.
Nairobi - 23/05/2007
Fonte: Panapress
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Movimento evangélico passa por grande mudança nos EUA

Michael Luo e Laurie Goodstein

O movimento cristão evangélico, que tem sido chave na remodelagem do cenário político dos Estados Unidos desde os anos 80, mudou de formas potencialmente momentosas nos últimos anos, tanto ampliando sua agenda quanto expondo novas rachaduras.

A morte do reverendo Jerry Falwell na semana passada acentuou o fato de que muitos da feroz velha guarda do movimento, que ajudou a convencer os cristãos conservadores a adotarem o Partido Republicano, estão envelhecendo e lentamente saindo de cena. Em seu lugar, uma nova geração de líderes, cuja maioria evita o partidarismo aberto e a abordagem confrontadora de seus antecessores, se torna cada vez mais influente.

Representados por pastores de megaigrejas como o reverendo Rick Warren, da Igreja Saddleback, em Orange County, Califórnia, e o reverendo Bill Hybels, de Igreja Comunitária de Willow Creek, nos arredores de Chicago[bb], a nova geração de líderes evangélicos -freqüentemente para desalento daqueles que os antecederam- preferem se manifestar sobre causas tradicionalmente associadas aos liberais, como Aids, Darfur, pobreza e aquecimento global, em vez de questões sociais como aborto e casamento gay.

Mas o legado conservador da direita religiosa persiste e o aborto continua sendo uma questão definidora, até mesmo um teste decisivo, para a maioria dos evangélicos, incluindo os mais jovens, segundo entrevistas e dados de pesquisas.

"A questão do aborto continuará sendo um fator unificador entre os evangélicos e católicos", disse o reverendo Leith Anderson, presidente da Associação Nacional dos Evangélicos, que freqüentemente é citado como exemplo do novo modelo de líder cristão conservador. "Isto não desaparecerá. "

A persistência do aborto como preocupação central para os eleitores evangélicos, que continuam a representar uma grande base eleitoral republicana, poderá complicar os esforços de Rudolph W. Giuliani, que lidera as pesquisas nacionais entre os pré-candidatos republicanos, para afastar desta questão os eleitores das primárias e fazê-los aceitarem seu apoio aos direitos de aborto. O impacto mais amplo que uma mudança na liderança evangélica poderá ter na política parece estar apenas começando.

Mas o movimento evangélico está claramente mudando. Os membros da geração "baby boomer", os nascidos entre 1946 e 1965, estão tomando as rédeas daqueles que amadureceram na era pós-Segunda Guerra Mundial, disse D.G. Hart, um historiador de religião. Os "boomers", disse ele, são notadamente diferentes em estilo e temperamento em comparação aos seus predecessores e muito mais animados pela justiça social e o humanitarismo. Muitos deles são pastores, diferente dos chefes dos grupos de defesa, o que os torna mais relutantes em mergulharem na política para evitar a alienação de congregações com grande diversidade.

"Eu simplesmente não vejo na próxima geração dos chamados líderes evangélicos alguém com uma mentalidade de ativismo político" como Falwell, o reverendo Pat Robertson ou James C. Dobson, ele disse.

Warren, 53 anos, que escreveu o best seller espiritual "Uma Vida Com Propósitos" e é freqüentemente identificado como um dos líderes que poderiam assumir o manto do pastor Billy Graham, dedicou grande parte dos últimos anos mobilizando os evangélicos para a erradicação da Aids na África. Mesmo assim, ele permanece teológica e socialmente bastante conservador. Ele compensa o lado mais duro de suas crenças com um estilo californiano descontraído (seu traje habitual de domingo é uma camisa havaiana).

Apesar de não falar no púlpito sobre política, ele enviou uma carta antes das eleições presidenciais de 2004 para os pastores de uma vasta rede que busca seus conselhos, pedindo para que considerassem seriamente questões "inegociáveis" como aborto, pesquisa de células-tronco embrionárias e casamento de mesmo sexo pelo ponto de vista bíblico.

Warren, juntamente com Hybels, 55 anos, e várias dezenas de outros líderes evangélicos, assinaram no ano passado um pedido de ação contra a mudança climática. A iniciativa uniu líderes cristãos populares mais conservadores com proeminentes evangélicos liberais, como o reverendo Jim Wallis, da Sojourners, e o reverendo Ronald J. Sider, da Evangélicos pela Ação Social, que há muito defendem tais causas. Notadamente ausente da lista de signatários estavam vários velhos leões da direita cristã, alguns dos quais abertamente críticos do esforço: Falwell; Robertson, 77 anos, o radiodifusor religioso; e Dobson, 71 anos, fundador da Foco na Família[bb].

Outro porta-estandarte evangélico que não assinou a declaração foi Charles W. Colson, 75 anos, fundador da Associação de Ministérios de Presídios, que disse em uma entrevista que havia muitos grupos ambientais por trás da declaração que eram hostis às causas evangélicas. Todavia, ele disse que aprecia a direção na qual os líderes evangélicos mais jovens estão conduzindo o movimento.

"O que está acontecendo hoje é que o movimento evangélico está crescendo", ele disse. "A consciência política evangélica atualmente é muito mais sofisticada do que no início dos anos 80."

Tradução: George El Khouri Andolfato

Recebido por e-mail
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MUDE PARA O FIREFOX VOCÊ TAMBÉM!

Mas por que o Firefox é melhor que o Internet Explorer?


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Navegação em abas
Abra vários sites em uma mesma janela. Abrindo os links em segundo plano eles já estarão prontos e carregados quando você for ler. Fica muito mais fácil navegar assim.

Pesquisa inteligente
O campo de pesquisa, indexado às melhores ferramentas da internet (Google, Yahoo, e muitas outras) fica a direita na barra de ferramentas e abre direto a página com os resultados. E o comando localizar na página acha o texto a medida que você digita.

Corretor ortográfico
O Firefox 2 possui um corretor ortográfico integrado. Quando você escreve um email ou mesmo um comentário em um blog, as palavras não reconhecidas são grifadas.

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Bloqueador de janelas popup
Esqueça para sempre as incômodas janelinhas. O Firefox tem um bloqueador de janelas popup.

Restauração da sessão
Agora quando a energia elétrica for interrompida ou mesmo se
o seu computador travar, todas as janelas são reabertas no ponto onde você estava assim que você reiniciar.

O Firefox é o navegador mais personalizável que existe. Coloque novos botões nas barras de ferramentas, instale extensões que criam novas funções, adicione temas que modificam o visual do Firefox e coloque mais mecanismos no campo de pesquisa. O Firefox é tão grande ou pequeno quanto você queira. Com menos de 6MB (Windows), você leva apenas alguns minutos para baixar o Firefox para o seu computador em uma conexão discada. E segundos em uma conexão banda larga. O instalador configura tudo rapidamente e copia todos os seus dados e favoritos do Internet Explorer e outros navegadores — você instala e já começa a navegar.

Baixe agora mesmo: Clique aqui e instale o FIREFOX com o Google Toolbar

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Pastor é assassinado dentro de igreja no PR

PARANÁ - Um pastor evangélico foi assassinado dentro da igreja na noite de sexta-feira (18) em Londrina (PR). O crime aconteceu durante uma vigília.
Segundo reportagem do Paraná TV, pelo menos 15 pessoas estavam no local no momento do crime. A porta principal do templo estava fechada por segurança. Um homem armado conseguiu entrar pelo corredor lateral e anunciou o assalto.
O delegado Arnaldo Peron informou que o assaltante exigiu a chave de um carro que estava estacionado no pátio da igreja. Um senhor que estava com a chave ficou nervoso e não conseguiu tirá-la do bolso. O ladrão deu um chute no dono do veículo, que caiu no chão. Em seguida, foi em direção ao pastor Erinaldo Lopes da Silva, exigiu dinheiro e um celular e disparou a arma. O único tiro atingiu a cabeça do religioso, que morreu na hora.
O pastor Silva, de 42 anos, era casado e tinha dois filhos. Ele saiu de Brasília há cerca de 10 anos para comandar a igreja na cidade paranaense. Neste sábado (19), a igreja amanheceu com as portas fechadas. A polícia procura o assassino.
Fonte: Rádio Grande FM
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Emissora de TV filmou a agressão aos cristãos

ÍNDIA (29º) - Pela segunda vez em poucas semanas, extremistas hindus agridem líderes cristãos diante de câmeras de TV. Em 7 de maio, dois evangelistas foram atacados por uma multidão de extremistas hindus após uma cerimônia de batismo na vila de Shapur, em Maharashtra.
O pastor Ajit Belavi, 35, e o pastor Ramesh Gopargode, 31, do Grupo de Oração Amigos Missionários, tinham ido à vila para conduzir uma cerimônia de batismo de sete pessoas. Os cristãos locais alegam que alguns dos que tinha pedido para ser batizados eram na verdade pessoas infiltradas pelas organizações fundamentalistas hindus, VHP e Bajrang Dal, em um plano premeditado de envolver os evangelistas em acusações falsas de conversão forçada.
Um canal de TV privado, IBN7, filmou a agressão aos dois pastores.
Depois de agredidos e abusados, eles foram levados à delegacia de Kolhapur onde supostamente os sete convertidos alegraram que não foram informados da “cerimônia de conversão” e que se sentiam “enganados” pelos evangelistas.
Em vez de fichar os agressores, a polícia prendeu e fichou os pastores por fraude e por ferir sentimentos religiosos, acusando-os sob as seções 295 A e 420 do código penal. Um advogado nomeado está tratando da fiança, e é provável que eles sejam libertados no dia 11 de maio.
A Portas Abertas está em contado com cristãos locais, incluindo o pastor Vijaykumar Philip, 49, que trabalha a 25 quilômetros do local do incidente, e está feliz por poder ajudar os dois pastores. Além disso, Abraham Mathai, vice-presidente da Comissão de Minorias do Estado de Maharashtra, agendou um visita para se encontrar com o pastor Vijaykumar e os oficiais de polícia envolvidos, a fim de ajudar a buscar justiça para os pastores presos.
O pastor Vijaykumar disse que a polícia concordou em registrar uma queixa contra os radicais hindus que atacaram os pastores Ajit e Ramesh. No dia 8 de maio, onze pessoas foram presas, no entanto, foram libertadas sob fiança logo em seguida.
Apesar do insistente questionamento, as autoridades não explicaram porque os agressores foram postos em liberdade sob fiança tão facilmente, enquanto os dois pastores permanecem presos.
O pastor Vijaykumar disse à Portas Abertas que a situação dos missionários em particular e dos cristãos em geral está ficando cada vez mais difícil. Ele vem enfrentando ameaças desde dezembro de 2003, mas se sente chamado por Deus para o ministério em Kolhapur e região e por isso decidiu ficar.
Ele também foi agredido e quase morreu, em 2003. Os agressores eram extremistas hindus que atuam junto a várias organizações como o Bajrang Dal, o Shiv Sena, o VHP eo Hindu Ekta Manch. O pastor Vijaykumar sobreviveu à agressões somente pela graça de Deus, e, embora falsas acusações tenham sido lançadas contra ele na ocasião, uma queixa apresentada contra os fundamentalistas encerrou o caso.

Pedidos de oração:

• Peça ao Senhor que dê paz ao pastor Ajir, ao pastor Ramesh e a suas famílias. Eles trabalhavam há dois anos em Kolhapur. Ore especificamente pelo pastor Ramesh, pois ele é relativamente novo no campo missionário. Ore para que eles sejam libertados sob fiança e peça também uma solução rápida para as falsas acusações feitas a eles.
• Peça sabedoria aos cristãos envolvidos em buscar ajudar para os dois evangelistas.
• Ore pelo pastor Vijaykumar, para que Deus o fortaleça enquanto ele apóia os dois irmãos. Na recente ameaça de morte que ele recebeu, os fundamentalistas prometeram matá-lo e atirar seu corpo em um lago próximo se ele não parar de evangelizar e pregar sobre Jesus. Ore para que a mão protetora de Deus permaneça sobre o pastor Vijaykumar e sua esposa.

Tradução: Cristina Ignacio

Fonte: Missão Portas Abertas
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Família exuma corpo de mexicano para ressuscitá-lo

O corpo de um jovem de 17 anos de uma comunidade indígena maia do estado mexicano de Quintana Roo, no leste do país, foi exumado ilegalmente por seus familiares, que querem tentar ressuscitá-lo mediante uma cerimônia religiosa em uma igreja pentecostal, informou nesta terça-feira a promotoria local.

"Foram familiares do falecido que fizeram a exumação", explicou por telefone o vice-procurador de Justiça da região onde ocorreram os fatos, Víctor Vivas.

O incidente, que as autoridades investigam "contra as normas de sepultamento" , ocorreu na comunidade rural maia de Divorciados.

"Uma mulher, aparentemente da religião pentecostal, lhes disse que tinham que tirar o corpo da tumba e levá-lo ao tempo, onde o reviveriam e as pessoas acreditaram. Fizeram os rituais e depois devolveram o corpo à tumba", disse Vivas.

O cadáver exumado pertence a Henry Che Silveyra, que morreu recentemente vítima de um disparo durante briga entre jovens na cidade turística de Cancún.

Vizinhos de Divorciados, comunidade pertencente ao município Othón P. Blanco, a 100 km de Chetumal (capital de Quintana Roo), informaram às autoridades que Clotilde Che, tia do adolescente, recebeu a "ordem divina" de levar seu corpo para o tempo para ressuscitá-lo.

Fonte: AFP
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Afirma o presidente da Conferência Episcopal Italiana

ROMA, terça-feira, 22 de maio de 2007 (ZENIT.org).- Durante o discurso inaugural em Roma, em 21 de maio, da 57ª Assembléia Geral dos Bispos italianos, Dom Angelo Bagnasco, presidente dos bispos italianos e arcebispo de Gênova, rejeitou as acusações de homofobia contra a Igreja Católica.
«É lamentável constatar que se levantam às vezes acusações de homofobia contra a Igreja e seus expoentes -- disse o presidente da Conferência Episcopal italiana (CEI). Digamos serenamente que a crítica é simplesmente ideológica e caluniosa, e contrasta com o espírito e a prática de total e cordial acolhida a todas as pessoas.»
A propósito de um clima cultural hostil à Igreja Católica, Dom Bagnasco recordou que o secretário vaticano das Relações com os Estados, o arcebispo Dominique Mamberti, recentemente criticava «essa intolerância prevaricadora que induziu o Parlamento Europeu a apresentar até hoje 30 reclamações de censura contra a Igreja Católica».
Sobre as críticas e as ofensas lançadas contra o Santo Padre por este motivo, o presidente da CEI disse: «Desejo expressar ao Papa Bento XVI a mais sentida e partícipe proximidade da Conferência Episcopal Italiana pelas surpreendentes manifestações -- tão superficiais como inoportunas -- com as que alguns tentaram criticar seu alto magistério».
Com relação aos ameaçadores escritos sobre as paredes da Itália e as cartas ameaçadoras recebidas, o arcebispo de Gênova afirmou: «dirijo também ao Santo Padre, com sentimentos filiais, um especial agradecimento por suas afetuosas expressões de proximidade e de ânimo após os conhecidos episódios que me implicaram diretamente».
O arcebispo neste momento tem de mover-se sob a proteção da polícia por causa das ameaças recebidas.
«Estas ameaças, por outro lado -- afirmou -- estão construídas sobre interpretações distorcidas e sobre atribuições de pensamentos nunca pensados, e que nem sequer os imediatos desmentidos e precisões serviram para declarar», acrescentou.
Dom Bagnasco explicou que com relação ao país e ao povo italiano «os bispos renovam o gesto simples e verdadeiro da amizade. Não falamos desde o alto, nem queremos fazer assumir o papel de amos. O que nos insta é Cristo e seu Evangelho, nada mais. Nós o anunciamos como medida plena do humanismo, não para sublinhar fraquezas ou marcar derrotas, mas por uma obediência que é exigente antes que nada para nós, e que é promoção de autêntica liberdade para todos».
«Quando apelamos às consciências -- acrescentou o presidente da CEI -- não é para ser intrusos, mas para recordar aqueles conteúdos substanciais sem os quais acaba a proteção última de toda pessoa, sobretudo os menos favorecidos.»
«A diferença ‘entre o que é de César e o que é de Deus’, como estrutura fundamental não só do cristianismo, mas também das democracias modernas, convence-nos de que devemos juntos, cada um no que lhe corresponde, buscar o progresso de nossas comunidades, despertando também aquelas forças espirituais e morais sem as quais um povo não pode ressurgir», acrescentou.
«Nossa palavra não tem nunca hipocrisia -- sublinhou o prelado. Com transparência, estamos ao serviço da alegria. Em nosso horizonte não há um povo triste, vazio pelo niilismo e tentado pela decadência.»
«Há um povo vivo, capaz de renovar-se graças aos próprios recursos e à própria inevitável disciplina, capaz de não trair os seus jovens, capaz de palavras críveis no consenso internacional», sublinhou.
Fonte: Zenit
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21 Maio 2007

Em Cuba, igrejas atraem novos convertidos

De Mike Williams
Em Havana, Cuba

Há 20 anos, quando o padre católico Ramón Suarez celebrava missas em uma pequena igreja na zona rural de Cuba, somente um punhado de paroquianos comparecia.
A política ateísta oficial de Cuba tinha muito a ver com o comparecimento reduzido. Da mesma forma, a intensa pressão social que fazia com que muita gente deixasse de participar de cultos religiosos por medo de se meter em encrencas ou de, no mínimo, ser denunciado às autoridades, mantinha os cubanos longe das igrejas.
Mas atualmente as igrejas cubanas ficam tipicamente lotadas aos domingos, e cresce o número de fiéis da dominante Igreja Católica Apostólica Romana, assim como o dos membros de seitas protestantes e evangélicas.
Até mesmo a 'santeria', a religião afro-caribenha de Cuba criada pelos escravos por meio da mistura de crenças africanas com as dos seus senhores espanhóis católicos, passa por um processo de revitalização em Cuba.
Os líderes religiosos daqui dizem que mudanças drásticas registradas na última década restabeleceram firmemente a igreja como uma parte importante das vidas de muitos cubanos. Ao que parece a religião desempenhará um papel cada vez maior na sociedade cubana no futuro, à medida que o antigo líder Fidel Castro, com 80 anos de idade e enfermo, for abrindo espaço para uma nova geração.
"O papel da igreja em Cuba está aumentando diariamente, e as relações com o governo também estão melhorando dia a dia", informa o reverendo Juan Ramon, pastor da Igreja Episcopal da Santíssima Trindade em Cuba.
O renascimento religioso de Cuba teve início no final da década de 1980, quando a antiga patrocinadora do regime da ilha, a União Soviética, sofreu mudanças e finalmente entrou em colapso. A perda de US$ 6 bilhões anuais em subsídios soviéticos paralisou a economia cubana e também levou a um questionamento do modelo soviético que, entre outras coisas, proibia a religião organizada.
Em 1994, o Partido Comunista de Cuba divulgou uma declaração afirmando que indivíduos praticantes de religiões poderiam ser membros do partido, uma medida que acabou com grande parte da pressão contra a participação dos cultos das igrejas.
Mas em uma nação que é predominantemente católica desde a sua fundação como colônia espanhola, o mais drástico catalisador do novo despertar espiritual foi a histórica vista do papa João Paulo 2º em 1998.
"Houve uma explosão de euforia entre a população", afirma Suarez, que atualmente é um monsenhor e chanceler do Arcebispado de Havana. "Por toda a ilha presenciou-se um intenso fenômeno religioso. Antes disso, menos de um por cento da sociedade cubana era batizada, mas desde então esse número aumentou para 50% ou mais em certos locais".
Ramon também presenciou o crescimento drástico do seu rebanho episcopal, que passou de cerca de uma dúzia de indivíduos na década de 1970 para os mais de 500 atuais, sendo que bem mais de cem comparecem às cerimônias religiosas na maioria dos domingos.
"A devoção religiosa e a espiritualidade jamais deixaram o povo", diz ele. "Era inverno e tudo parecia estar morto, mas na verdade nada tinha morrido. As flores voltam e os pássaros cantam quando chega a primavera. E isso ocorreu em Cuba. Este é um bom momento para a igreja daqui".
Mas embora a maioria dos cubanos não tenha mais medo de que o comparecimento à igreja signifique problemas, Cuba ainda é governada pelo Partido Comunista. A divergência é reprimida, e a maioria dos líderes religiosos toma cuidado para não cruzar a linha de separação entre um evangelho social centrado nas necessidades do povo e a arena política.
Embora a televisão estatal cubana tenha exibido imagens ao vivo dos funerais do papa João Paulo 2º e a seleção de um novo papa pelo Vaticano, os líderes católicos pressionam para que as suas atividades religiosas semanais sejam também transmitidas pela televisão.
"Até o momento não recebemos tal permissão, mas pouco a pouco estamos fazendo progressos", afirma o padre Suarez.
Existem também fatos que alguns alegam serem exemplos de repressão direta.
No ano passado, o crítico aberto do governo e pastor evangélico Carlos Lamela passou um período na prisão sob a acusação de ter praticado contrabando humano. Lamela acabou sendo julgado e absolvido, mas os críticos dizem que o seu caso se constitui em um exemplo da pressão que o Estado cubano exerce sobre os pastores que mergulham muito no campo da política.
Recentes notícias da imprensa também citaram o fechamento de uma revista católica regional na cidade de Pinar del Rio, na região oeste da ilha. A revista publicava ocasionalmente artigos que criticavam o governo, e o seu editor, um leigo, teria sido demitido do seu emprego em uma empresa estatal.
Suarez diz que o problema da revista foi a falta de recursos, já que freqüentemente é difícil obter material para impressão em Cuba. Ele afirma ainda que o bispo de Pinar del Rio recentemente se aposentou, e o clérigo que o substituiu prefere uma abordagem menos política que aquela adotada pelo seu predecessor. Segundo Suarez, nenhuma autoridade católica ordenou ou pediu que a publicação da revista fosse cancelada.
As igrejas de Cuba também sentiram os efeitos do endurecimento do embargo dos Estados Unidos contra a ilha. Durante o governo Clinton, grupos religiosos, educacionais e culturais norte-americanos foram encorajados a visitar Cuba, e milhares de fato visitaram a ilha, muitas vezes trazendo suprimentos e ajudando a consertar igrejas em péssimo estado de conservação.
Essas visitas foram fortemente restritas durante o governo Bush, que endureceu o embargo em uma tentativa de pressionar mais o governo cubano.
Porém, em Cuba, os líderes religiosos afirmam que as mudanças nos últimos dez anos têm sido positivas.
"Contamos com 900 sacerdotes, e entre sete e dez pessoas me visitam diariamente buscando o meu auxílio", afirma Juan Carreras, 72, um sacerdote de santeria em Havana. "Mesmo durante os anos difíceis, muita gente continuou procurando os sacerdotes da santeria de forma clandestina. Agora o acesso à religião foi novamente aberto, e o interesse vem aumentando".

Tradução: UOL
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Uma moeda de R$ 0,25 no bolso da camisa do evangélico Agenor Pinheiro da Silva Júnior, 41 anos, acabou salvando-lhe a vida. O homem passava em uma rua escura no conjunto dos Funcionários IV, rumo à igreja, quando foi abordado por um assaltante na noite de sábado.
O bandido exigiu que Agenor lhe entregasse dinheiro e o relógio, mas a vítima portava apenas o relógio e quando estendeu o braço para dar o objeto ao ladrão, ele atirou em direção ao peito de Agenor e fugiu.
Em estado de choque, Agenor caiu e foi socorrido pelo filho, que estava ali perto e correu para ver se a vítima do tiro disparado havia sido seu pai. Felizmente, a moeda no bolso do evangélico havia livrado o homem do ferimento da bala. Amassada pelo impacto da bala, ela havia feito o projétil ricochetear, evitando que Agenor fosse ferido.
Fonte: Paraiba.com.br
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Manifestantes cristãos protestantes impedem que se concretize a venda de uma igreja desativada à comunidade judaica de Bielefeld, no oeste da Alemanha

Associated Press

BIELEFELD, Alemanha - Líderes protestantes e judeus pediram que um grupo de 15 cristãos encerre um protesto de oito semanas em uma igreja da Alemanha, que deverá se converter em sinagoga.
Autoridades da igreja luterana local aprovaram a venda da igreja de Paul Gerhardt para a comunidade judaica da cidade de Bielefeld, mas os manifestantes se opõem ao fechamento do templo cristão.
O líder da Igreja Luterana de Westphalia, Alfred Buss, pediu que os manifestantes desistam.
"Em Bielefeld, há a oportunidade histórica de uma igreja luterana se tornar uma sinagoga, uma casa judaica de Deus", diz ele, em nota. "A cidade enfrenta o desafio de aproveitar a oportunidade ou viver, no futuro, com a nódoa de ter desperdiçado a possibilidade".
O rabino local, Henry Brandt, disse que os manifestantes "estão impedindo um projeto que enviaria uma mensagem extraordinária - que judeus voltam a ter um lugar na sociedade alemã". Ele lembra que a sinagoga original da cidade foi destruída na Kristallnacht, ou Noite dos Cristais, uma onda de violência contra judeus insuflada pelos nazistas em 1938.
Os manifestantes dizem que o protesto é contra o fechamento da igreja luterana, não contra a sinagoga. A venda da igreja foi viabilizada pela fusão de duas paróquias.
Fonte: Estadão
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Pastor é morto em assalto dentro de igreja

Erinaldo Lopes comandava vigília noturna na Vila Casoni; crime comoveu comunidade religiosa
O fim da violência sempre foi um dos alvos das tradicionais vigílias noturnas na Igreja Poço de Água Viva, inaugurada há oito anos na Vila Casoni (Área Central de Londrina). Na noite da última sexta-feira, nem as orações puderam impedir que um homem entrasse no templo evangélico e atirasse na cabeça do pastor Erinaldo Lopes da Silva, 42 anos.
''Ele ainda sobreviveu por oito minutos. Mas já estava desacordado'', contou a esposa e também pastora Sara, 41 anos, com a mesma precisão com que recordou o horário do crime: 23h14. Minutos antes, ela e o marido davam as mãos para um grupo de aproximadamente dez pessoas que orava ''pela cidade, pela vida, pela segurança''.
Pela porta aberta da igreja, ''um homem bem vestido, aparentando ter em torno de 40 anos'', segundo Sara, entrou armado de revólver, ordenou que todos se deitassem no chão e gritou que queria a chave de um Gol estacionado na rua.
''O homem estava desesperado. Meu esposo levantou, pediu para conversar e foi atingido'', disse a viúva. O proprietário do Gol, que também participava da vigília, teria sido chutado ao estender a chave do carro. O assaltante fugiu sem levar nada.
O presidente do Conselho de Pastores de Londrina, Joed Lamônica Crespo, lamentou profundamente a morte do colega. Nascido em Brasília, Erinaldo era pastor há 16 anos. Metade desse tempo foi dedicado à igreja da Vila Casoni, onde pregava para cerca de 60 fiéis. Ele deixou dois filhos, de 18 e 20 anos. Seu corpo seria velado na própria igreja e sepultado neste sábado, às 9 horas, no Cemitério Parque das Oliveiras (Zona Leste).
Fonte: Bondenews
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Cristã acusada de blasfêmia sai da prisão

PAQUISTÃO (17º) - A cristã Martha Bibi, acusada de blasfêmia, sem qualquer tipo de evidência, foi solta no dia 3 de maio, após pagamento de fiança. O juiz da Suprema Corte, Fazal-e-Miran, determinou sua libertação mediante pagamento de 100 mil rúpias (R$ 3.350).
Advogados da Aliança de Minorias Paquistanesas (APMA, sigla em inglês), que acompanham o caso, disseram que a mulher de 40 anos estava “fisicamente esgotada, mas alegre por sua resistência”. Ela não parou de agradecer a Deus “pela justiça e triunfo”.
Martha Bibi, que vivia na vila de Kot Nanak Singh, foi acusada no dia 22 de janeiro por fazer comentários depreciativos contra o Alcorão e por “manchar o nome santo do profeta Maomé”. Ela foi acusada com base no artigo 295 C do Código Criminal paquistanês – a controversa lei de blasfêmia – que estipula penas severas (até pena de morte) para aqueles que ofenderem o profeta ou os textos sagrados do islã.
Na verdade, de acordo com testemunhas, as acusações foram feitas por empreiteiros muçulmanos que não queriam pagar pelo material de construção de Martha e de seu marido, que é pedreiro.
O presidente da APMA, Shahbaz Bhatti declarou ao AsiaNews: “Neste caso a ordem de soltura mostra mais uma vez que a lei de blasfêmia só serve para se adaptar a disputas pessoais, sempre em detrimento das minorias. É por isso que deve ser completamente abolida.”
Tradução: Tsuli Narimatsu

Fonte: AsiaNews
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Criança sofreu graves queimaduras, mas não corre risco de morte

Joshua Royce Mauldin, de 19 anos, colocou a filha de cerca de dois meses no microondas, o que causou graves queimaduras na criança. O caso aconteceu no dia 10 de maio, em Galveston, no Texas, e foi divulgado hoje pela KHOU-TV, uma subsidiária da rede CBS em Houston.
A esposa, Eva Marie Mauldin, culpou o diabo pela ação do marido. Segundo ela, Satanás fez o seu marido colocar a menina no microondas porque ele tinha a intenção de se tornar pastor evangélico. "Satanás viu meu marido como uma ameaça", disse a mulher à KHOU-TV.
Segundo a estação de TV, a criança ficou de 10 a 20 segundos no microondas. Os policiais disseram que o pai confessou ter colocado a filha no microondas porque estava sob stress. Inicialmente, os pais haviam dito que a criança fora queimada com água quente.
O pai da criança foi indiciado por lesão corporal de menor e pode pegar de cinco a 99 anos de cadeia.
Eva Marie tem esperança de recuperar a guarda da filha, porém o serviço social pretende recorrer à Justiça para tirar dela os direitos sobre a criança.

Fonte: Bem Paraná
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17 Maio 2007

Igreja ortodoxa russa acaba com 80 anos de divisão

A Igreja ortodoxa russa no exterior e o patriarca de Moscou firmarão nesta quinta-feira uma ata de reunificação "histórica" para acabar com mais de 80 anos de cisma, gerado pela chegada dos bolcheviques ao poder na Rússia.
A cerimônia de reunificação ocorrerá na catedral do Cristo Salvador, em Moscou, com a presença do presidente Vladimir Putin, que atuou diretamente no processo.
A catedral do Cristo Salvador foi dinamitada por ordem de Stalin em 1931, mas foi reconstruída em 1990, após o fim da União Soviética.
A ata de reunificação será firmada pelo chefe da Igreja ortodoxa russa no exterior, o metropolita Lavr, e o patriarca da Igreja ortodoxa, Alexis II. A cerimônia está prevista para às 09H30 local (02H30 Brasília).
Alexis II se converterá no chefe da Igreja unificada, mas a Igreja ortodoxa russa no exterior manterá sua autonomia.

Fonte: Agência EFE

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Membros, pastores, bispos e líderes da Igreja Renascer tatuaram em si mesmos as inscrições "Renascer até Morrer".

Segundo alguns que fizeram a tatuagem, o motivo que os levaram a fazer isso foi o milagre que Deus fez na vida deles atravéz da Igreja Renascer em Cristo e também por estarem no chamado ano de Elias, onde estão em guerra para vencer.

Os dizeres "Renascer até Morrer" é baseado no versículo bíblico que está em Apocalipse 2:10, "Sê fiel até a morte".

Veja alguns dos pastore e líderes que fizeram a tatuagem e o testemunho de cada um.

Pastor Edu



"Se tem algo importante em nossa vida, é sabermos qual a vontade de Deus para nós e o nosso ministério. Em meio a uma grande luta, Deus me mostrou claramente que meu lugar era no altar, e no altar da Renascer, pois esta é a vontade de Deus para a minha vida e minha família bendita. Neste ano de Elias onde entramos em guerra para vencer, desejei externar de forma clara meu posicionamento e aliança com a Igreja através desta tatuagem e ela tem sido motivo de testemunho e oportunidade de falar do amor de Cristo a todos que me perguntam desta aliança! Ap. 2:10 - "Sê fiel até a morte." Eu sou Renascer até morrer !"


Bispo Rueda



"Nascido em lar espírita, atormentado durante anos por demônios, aos 21 depois de várias experiencias com álcool e Drogas, a única coisa que tinha em mente, e que meu futuro estava mais que comprometido, ele simplesmente não existia. Foi então assim, que o Senhor me resgatou, e me deu saúde Física, Mental e Espiritual, e passei a ter, uma palavra que norteia e transforma a minha vida todos os dias. Palavra esta que me fez um homem abençoado pai de família com 4 maravilhosos filhos, servo de Deus pronto para servir a Cristo até a morte. E é por isso que sou Renascer Até Morrer!"


Presbítero Junior



"Sou presbítero da Renascer, esta tatuagem foi feita em demonstração do meu amor ao nosso pai Apóstolo Estevam e a nossa mãe Bispa Sônia, minha família hoje é totalmente restaurada e salva em Cristo e tudo isso devo a Deus e ao meu Apóstolo e minha Bispa por terem sidos pessoas integras na presença de Deus. E é por isso que sou Renascer Até Morrer!"


Pastor Gyuliann



"Cinco anos atrás eu entrei em uma Igreja Renascer em Cristo, fui impactado pelo louvor e pelo poder de Deus,
onde recebi uma palavra que transformou a minha vida. Fui liberto das drogas, do crack, do alcoolismo, da prostituição e hoje sou um Pastor Renascer. Uma verdadeira revolução em minha vida. Eu sou Renascer até morrer !"

Fonte: Gospel +
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Londres - O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, deixará o anglicanismo e se converterá ao catolicismo após deixar o Governo em 27 de junho, segundo um padre próximo a ele.
O padre Michael Seed, que já converteu outros políticos e aristocratas ao catolicismo e que diz que reza missas semanalmente para o casal Blair na residência oficial de Downing Street, disse recentemente a um grupo de amigos que o político trabalhista adotaria a religião, afirma hoje o jornal "The Times".
Contatado pelo jornal, Seed admitiu ter feito o comentário, mas disse não saber se Blair será recebido "formalmente" pela Igreja Católica, para a qual teria que participar de uma cerimônia conhecida como rito de iniciação cristã para adultos, seguida da confirmação e da comunhão.
"Blair tem ido à missa todos os domingos. Vai sozinho quando está no exterior, e não deixa de ir quando está com a esposa e os filhos", afirmou Seed.
Outra fonte da Igreja consultada pelo jornal disse que Blair já é católico "por vontade" e não precisa de uma conversão formal.
"É um católico ecumênico. É um católico liberal e em sua vida particular, um católico romano", disse a fonte.
Um porta-voz de Downing Street preferiu não comentar as palavras do padre Seed e disse que a história da conversão de Blair ao catolicismo está há tempos "circulando de qualquer maneira".
"O Primeiro-ministro continua membro da Igreja Anglicana", acrescentou o porta-voz.
O próprio Blair se mostrou sempre reticente em discutir suas crenças religiosas, mas admitiu que vai à missa para que sua esposa e seus filhos, todos católicos, possam rezar juntos.
Blair foi criticado pela hierarquia católica por comungar na missa. Certa vez, o cardeal Basil Hume, ex-arcebispo de Westminster, enviou um comunicado pedindo que Blair parasse de comungar em Londres, mas disse que não haveria problema se o primeiro-ministro participasse do sacramento em suas férias na Toscana (Itália), já que lá não existe Igreja Anglicana.
Segundo o historiador Graham Stewart, se Blair foi reticente em se converter ao catolicismo durante seu período em Downing Street, isso pode se dever ao problema da Irlanda do Norte.
O Act of Settlement de 1701, lei que regulava a sucessão, proibiu "para sempre" os católicos, ou casados com católicos, de ocuparem o trono da Inglaterra.
No entanto, o Ato de Emancipação Católica de 1829 permitiu aos católicos ingressarem como deputados no Parlamento e ocupar qualquer cargo político exceto o de monarca, lorde-chanceler, regente e lorde-tenente da Irlanda, entre outros.
Fonte: Agência EFE
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16 Maio 2007

Febre dos vídeos online chega à Igreja

Um site de vídeos de música gospel, pregações sobre trechos bíblicos e ensinamentos cristãos é a nova mania. O GodTube (www.godtube.com), uma espécie de You Tube religioso, já tem disponibilizados mais de 4,8 mil vídeos e também utiliza a tecnologia web para disseminar a palavra de Deus e conectar cristãos em todo o mundo. Entre os posts mais vistos e com melhor aprovação dos usuários do GodTube está o clip “Baby Got Book”, paródia de apimentado rap.

O site foi fundado em janeiro de 2007, por Chris Wyatt, um estudante do Seminário Teológico de Dallas. Desde então, os acessos ao GodTube têm crescido em progressão geométrica e vem sendo comparado ao Conservapedia, a enciclopédia cristã elaborada com base no Wikipedia, e ao MyChurch, a versão cristã do MySpace.

Fonte: AcheiUsa
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Os israelenses comemoram nesta quarta-feira o Dia de Jerusalém, quando o Exército do país capturou a parte oriental da cidade, em 1967, mas a composição populacional de Jerusalém também está deixando o governo de Israel preocupado com a soberania sobre a região no futuro.

Apesar de dois terços dos habitantes de Jerusalém serem judeus, a população árabe na cidade vem crescendo rapidamente. Se a tendência continuar, em 2035 o número de habitantes árabes e judeus em Jerusalém será o mesmo, de acordo com o Instituto Jerusalém para Estudos de Israel.

Uma pesquisa divulgada pelo instituto diz que atualmente a população de 720 mil pessoas é composta por 66% de judeus e 34% de árabes, mas indica que a quantidade de árabes em Jerusalém vem crescendo duas vezes mais rapidamente do que a de judeus.

Para tentar reverter a tendência, o governo israelense aprovou no último domingo um orçamento de 5,75 bilhões de shekels (cerca de R$ 2,9 bilhões) para desenvolver áreas israelenses em Jerusalém.

A medida segue um anúncio da Prefeitura de Jerusalém, na semana passada, de planos de construir três novos assentamentos na parte oriental da cidade, o que desrespeitaria leis internacionais.

Natalidade e custo de vida

Nos últimos 40 anos, a população árabe em Jerusalém aumentou 257% - de 68 mil para 245 mil -, enquanto o número de judeus cresceu 140% - de 200 mil para 475 mil.

O Instituto Jerusalém para Estudos de Israel explica a tendência por dois fenômenos.

Por um lado, a taxa de natalidade dos árabes tem ficado entre 3% e 4%, mais do que o dobro da dos judeus.

Além disso, milhares de famílias judias estão deixando Jerusalém para morar nos subúrbios e assentamentos na Cisjordânia, porque o custo de vida nestes lugares é mais baixo.

Cidade sagrada

O status de Jerusalém é uma das questões mais sensíveis e complexas do conflito entre israelenses e palestinos, já que a cidade é considerada sagrada por judeus, muçulmanos e cristãos.

O Monte do Templo, situado na Cidade Antiga, em Jerusalém Oriental, abriga locais sagrados tanto para judeus como para muçulmanos.

Os judeus acreditam que o Primeiro e o Segundo Templo foram construídos ali, e o Muro das Lamentações, o último resquício do Segundo Templo Judaico, é o local mais importante para orações e peregrinações.

No topo do Haram al-Sharif, como o monte é chamado pelos árabes muçulmanos, ficam localizados a Cúpula da Rocha e a mesquita de al-Aqsa, sendo este último o terceiro local mais sagrado no Islã.

As negociações de Camp David, realizadas nos Estados Unidos em 2000, fracassaram quando negociadores israelenses e palestinos não conseguiram chegar a um consenso político para satisfazer as reivindicações dos dois lados sobre estes locais, e um futuro acordo de paz não será alcançado sem impasse a respeito do destino de Jerusalém.

Captura de Jerusalém Oriental

Em 1947, antes da formação do Estado de Israel, a Organização das Nações Unidas (ONU) propôs que Jerusalém permanecesse unida e ficasse sob sua administração.

No entanto, a cidade foi dividida após a guerra de 1948-49, quando a parte ocidental ficou com o recém-formado Estado de Israel e a oriental, incluindo a Cidade Antiga, passou a ser controlada pela Jordânia.

Na Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel capturou Jerusalém Oriental da Jordânia e em 1980 a anexou de forma oficial.

A reivindicação israelense de soberania sobre toda a cidade não é reconhecida pela comunidade internacional, que considera Jerusalém Oriental território ocupado, assim como a Cisjordânia.

Durante estes 40 anos, o governo israelense desrespeitou determinações internacionais instalando vários assentamentos em Jerusalém Oriental e em torno dela, isolando os palestinos que vivem na cidade daqueles que vivem na Cisjordânia.

Além disso, a barreira que Israel está construindo na fronteira com a Cisjordânia passa por dentro de Jerusalém Oriental, passando os grandes assentamentos judaicos para o lado ocidental da barreira, apesar de eles estarem na Cisjordânia.

O governo israelense afirma que Jerusalém "é a unificada e eterna capital de Israel", enquanto que os palestinos querem que a parte oriental seja a capital de um futuro Estado palestino.

Eles se apóiam na resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU (que pede que Israel se retire dos territórios ocupados em 1967) para justificar que Jerusalém Oriental não pertence a Israel e afirmam que um Estado palestino tem o direito de exercer soberania na região.

Fonte: BBC Brasil

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Hong Kong, 16 mai (EFE).- As autoridades de Hong Kong receberam 208 pedidos para que a Bíblia seja classificada como "publicação indecente", após uma campanha na internet contra o livro sagrado, informou hoje o jornal "South China Morning Post".
O site "www.truthbible.net" diz que a Bíblia está cheia de histórias e referências ao incesto, violação, canibalismo e violência, e, portanto, não é apto para menores de 18 anos.
Em conseqüência, o órgão responsável pelo setor de Entretenimento e Televisão vem recebendo solicitações da população para reclassificar o livro.
Se os protestos forem atendidos, as cópias da Bíblia teriam que ser vendidas com um aviso, envelopadas e lacradas, já que seu texto seria considerado apto exclusivamente para maiores de 18 anos. EFE

Fonte: Último Segundo
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Um out-door colocado ontem em frente ao girador do campus I da UFPB causou ampla polêmica em João Pessoa. As mensagens escritas na peça são críticas à igreja católica e atribuem a ela práticas como a pedofilia, o anti-semitismo, o genocídio cultural e o racismo. Ao lado de uma caricatura do Papa Bento XVI, o out-door estampava a frase: "A igreja é uma praga".
Na manhã de hoje, alguns populares comandados pelo funcionário público Marcone Pontes, do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior da Paraíba (Sintesp), rasgaram parte do out-door.
O professor universitário Henrique Magalhães, do Departamento de Comunicação, assumiu a autoria do cartaz e defendeu sua obra: "O Brasil é um país laico e não podemos nos submeter aos dogmas. Isso é uma resposta à frase do papa, que considera o segundo casamento uma praga. Para a igreja é melhor viver infeliz dentro de um mesmo casamento que buscar a felicidade? O termo parece agressivo? Foi a igreja que usou esse termo 'praga'", disse ele, acrescentando que já esperava as reações de protesto da população: "É natural que reajam ao out-door, mas temos que defender a liberdade de expressão. O papa pode dizer o que quiser. Nós também podemos. Não fizemos agressão direta à figura do papa", disse Henrique.
Fonte: paraiba.com.br

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Jerusalém - A violência entre facções palestinas na Cisjordânia e em Gaza marcou as comemorações hoje do Dia da Nakba (Catástrofe), no qual os palestinos lembram a perda de suas terras e a saída para o exílio após a criação do Estado de Israel, em 1948.
Este ano, o Dia da Nakba quase coincide com o Dia de Jerusalém, quando Israel comemora o que considera a "reunificação" da cidade sagrada, após a anexação da parte leste árabe após a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
O conflito com Israel, no entanto, ficou em segundo plano devido à nova onda de violência em Gaza entre as milícias do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), e do grupo nacionalista Fatah, o primeiro desde a formação do Governo de união nacional, em março.
No discurso pronunciado por ocasião do Dia da Nakba, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, se concentrou em pedir às facções que evitem os confrontos e que seja aplicado o plano de segurança estabelecido pelo Executivo para evitar choques internos.
"Devemos pôr fim sem resistência ou demora às lutas civis e ao fantasma de uma guerra interna", disse Abbas.
O presidente também se referiu ao Dia da Nakba e pediu à comunidade internacional que se esforce mais para conseguir o fim da ocupação israelense dos territórios anexados na Guerra dos Seis Dias, ou seja, Cisjordânia, as Colinas de Golã e Jerusalém.
Os palestinos desejam transformar Jerusalém Oriental na capital de um futuro Estado, enquanto Israel vê a cidade sagrada como sua capital "eterna e indivisível".
A comunidade internacional não reconhece Jerusalém como capital de Israel, nem a anexação da parte leste, razão pela qual já não existem embaixadas na cidade - as últimas, a de El Salvador e a da Costa Rica, foram transferidas no ano passado -, e nenhum diplomata da União Européia (UE) ou dos Estados Unidos participa das comemorações do Dia de Jerusalém.
Abbas pediu a Israel que aceite o plano da Liga Árabe que propõe a normalização das relações em troca do retorno às fronteiras de 1967 e ressaltou que é "uma oportunidade histórica para o povo da região, após décadas de conflito e sofrimento".
"É hora de acabar com a ilusão de que a paz pode ser obtida mantendo a ocupação", disse.
Enquanto isso, o Hamas emitiu um comunicado por ocasião do Dia da Nakba no qual afirma que "a libertação da Palestina é legítima e o direito de retorno (aos refugiados) nunca desaparecerá, passe o tempo que passar".
O principal obstáculo imposto por Israel para sua aceitação do plano da Liga Árabe é o direito ao retorno dos refugiados, que, como lembrou recentemente o ministro da Defesa, Amir Peretz, representaria o fim do sonho sionista.
Israel, que em 1948 tinha pouco mais de 800 mil habitantes, hoje tem 7,1 milhões, dos quais cerca de 20% são árabes.
Quase 750 mil palestinos foram deslocados na guerra de 1948 - a eles se somaram depois os de 1967 -, e agora, entre sobreviventes e descendentes, são 4,4 milhões os que pedem para voltar às terras e casas que deixaram.
Israel alega que a aceitação dos refugiados destruiria sua característica de Estado judeu, segundo a definição garantida a ele pela ONU em 1947, na Resolução de Partilha.
Enquanto isso, um relatório do serviço social da Prefeitura de Jerusalém, publicado hoje pelo jornal "Yedioth Ahronoth", indica que 62% dos moradores da cidade vivem abaixo da linha de pobreza, e muitos deles são palestinos do leste da cidade.
Entre os que vivem abaixo da linha de pobreza, 56,6% são crianças, uma proporção que no caso dos menores palestinos é de 75,8%.

Fonte: Último Segundo
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Islamabad, 14 mai (RV) - Nenhum cristão abandonará Charsadda, Paquistão, nem se converterá ao Islamismo. Com essa afirmação, a comunidade cristã de Charsadda responde às ameaças contidas em algumas cartas de intimidação, enviadas por extremistas islâmicos, às Igrejas locais. Nas cartas, os fundamentalistas anunciam a "pena de morte aos infiéis" que não se convertam à "verdadeira fé muçulmana"

Quem confirma a informação é o líder cristão, Chaudry Saleem: "Estamos espantados com as ameaças, mas nenhuma das 600 famílias cristãs que vivem aqui tem intenção de ceder."

Por outro lado _ afirmou Saleem _ "a policia está colaborando conosco, os agentes patrulham a região e as nossas igrejas, ao mesmo tempo em que estão fazendo investigações, para tentar descobrir quem está por trás dessas cartas".

Para o chefe da policia local, as cartas "foram escritas em urdu, mas o estilo e os conteúdos são grosseiros", o que poderia significar que não sejam de autoria dos talibãs, porque a linguagem deles é mais refinada.

O presidente do "All Pakistan Minorities Alliance", Shahbaz Bhatti, visitou a região, acompanhado de alguns membros da organização, ocasião em que pediu às autoridade locais, "o máximo empenho, para garantir a segurança da população", que já há algum tempo, está na mira dos extremistas. (RR)

Fonte: http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=133747
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O líder evangélico Jerry Falwell, figura de destaque da direita conservadora nos Estados Unidos, morreu nesta terça-feira aos 73 anos de idade, anunciou Ronald Godwin, vice-presidente da universidade Liberty, fundada pelo pastor cristão falecido.

Falwell tinha problemas cardíacos e foi encontrado inconsciente no escritório da universidade em sua cidade natal de Lynchburg, Virgínia (leste), informou Godwin em entrevista à imprensa.
Fundador em 1956 de uma pequena congregação em Lynchburg, Falwell criou um império que incluía a universidade Liberty, redes de televisão e rádio, vários semanários e revistas, num volume de negócios anual de mais de 200 milhões de dólares.
Nos anos 70, Falwell fundou a organização "Moral Majority" para promover suas visões políticas, com a qual apoiou a candidatura de Ronald Reagan, e mais recentemente de George W. Bush, à Casa Branca.
Sus declarações contra os negros, os muçulmanos, os judeus, os homossexuais, os militantes pelos direitos cívicos e as mulheres, foram motivo de várias polêmicas.
Fonte: Último Segundo

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14 Maio 2007

Israel celebra 40 anos de soberania em Jerusalém

Jerusalém - Israel celebra a partir desta segunda-feira o 40º aniversário da "reunificação de Jerusalém", que começa com uma sessão especial do Parlamento e um boicote anunciado às cerimônias por parte do corpo diplomático estrangeiro no Estado hebreu.
Israel conquistou e anexou imediatamente o setor oriental árabe de Jerusalém durante a Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967. Anos mais tarde proclamou que o conjunto da cidade era sua "capital eterna e indivisível", mediante uma lei fundamental do Parlamento datada de 30 de julho de 1980.
Os embaixadores dos Estados Unidos e da União Européia anunciaram que não participariam nem da sessão plenária do Parlamento nem das cerimônias oficiais do "Dia de Jerusalém", na próxima quarta-feira.
Segundo eles, o status de Jerusalém deve ser determinado dentro de uma solução permanente do conflito entre israelenses e palestinos, e por esta razão é preciso manter o "status quo" da cidade, segundo o direito internacional relativo aos territórios ocupados.
Fonte: Terra
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PISA, 12 MAI (ANSA) - O antigo incunábulo (livro impresso nos primórdios da imprensa, a partir de meados do século XV) que conserva a primeira Bíblia em latim vulgar (não erudito), que certamente passou pelas mãos de Leonardo da Vinci e Michelangelo e que está sendo restaurado, é a principal atração da exposição Os Tesouros Restaurados da Biblioteca Cathariana, em Pisa.
São cerca de dez objetos expostos, como os diminutos e misteriosos livros medievais, corais e bíblias do século XIII, livros impressos entre os séculos XV e XVI em que estudaram figuras como Leonardo da Vinci, além de peças raras e únicas.
Entre os volumes escolhidos para a mostra estão duas obras de grande valor, cuja restauração foi conferida a Simone Martini, especialista na recuperação de livros medievais.
Martini explicará, durante a inauguração da exposição, como está sendo feita a restauração da rara Bíblia manuscrita em dois volumes, datada do século XIII, e da a primeira Bíblia em latim vulgar, do século XV. (ANSA)
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12 Maio 2007

Projeto de Lei prevê prisão para quem abandonar a fé islâmica

PAQUISTÃO - Um projeto de lei que tramita em primeira instância na Assembléia Nacional do Paquistão prevê prisão e pena de morte para muçulmanos, homens ou mulheres, no caso de abandono da fé islâmica.
Os condenados também seriam obrigados a deixar suas propriedades e entregar a custódia legal de seus filhos.
Proposto pela aliança político-religiosa Muttahida Majlis-i-Amal ou MMA, firmada por seis partidos políticos, o projeto seguirá para a avaliação de uma comissão permanente.
Durante a mesma sessão legislativa, foi rejeitada uma proposta de emenda à lei de blasfêmia, de autoria do grupo minoritário MNA Bhandara.
“Infelizmente a situação é triste. Nós exigimos liberdade de consciência, religião e expressão no Paquistão e essa lei contraria o princípio da liberdade de escolha”, disse o arcebispo Lawrence John Saldanha, líder da Comissão Nacional por Justiça e Paz da Conferência de Bispos.
“A carta de direitos humanos dá a cada indivíduo o direito de mudar de religião de acordo com a sua conveniência, nós esperamos e oramos para que essa lei não seja aprovada”, disse John Saldanha.

Parágrafos polêmicos
Se a lei for aprovada, os homens que deixarem o islã por outra religião podem ser condenados à morte e as mulheres à prisão perpétua, em casos de reincidência.
O 4º parágrafo do projeto de lei diz que o testemunho de pelo menos dois adultos ou a confissão do próprio réu à corte serão suficientes para uma condenação. Em algumas cortes paquistanesas o testemunho de não-muçulmanos não é permitido.
O 5º parágrafo determina um prazo de três a 30 dias para que os transgressores desistam da conversão e voltem ao islã. Mas mesmo que haja reconversão, os juízes poderão punir o acusado com dois anos de prisão, como punição ao crime inicial. É permitido que os acusados se convertam e se reconvertam por até três vezes. Depois disso a sentença de morte se torna automática.
O 8º parágrafo prevê o confisco das propriedades de quem deixar a fé islâmica. Bens e propriedades poderão ser outorgados a familiares muçulmanos. No parágrafo 9º, este projeto de lei determina que os apóstatas percam a guarda de qualquer menor sob sua responsabilidade, incluindo os filhos biológicos.

Fonte: Portas Abertas
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Com elenco estelar encabeçado por Malu Mader e Thiago Lacerda, nova novela das seis da Globo estréia no dia 14

O escritor Paulo Coelho deu consultoria e faz o papel do mago Simon na novela, uma história de amor com bruxas descendentes de irlandeses

Bruxas, valentinas, feitiços e energias que alteram vidas e provocam tragédias em Serranias, cidade mineira fictícia colonizada por irlandeses, serão pano de fundo para a história da dramaturga Elizabeth Jhin, "Eterna Magia", que estréia no dia 14 na Globo e retoma o ocultismo como tema principal de uma novela das seis.

Não é a primeira vez que a emissora recorre ao desconhecido em suas novelas. A recente "O Profeta", que termina nesta semana, e uma de suas antecessoras, "Alma Gêmea", de Walcyr Carrasco, falava de vidência e reencarnação.
A autora, romântica declarada, prefere chamar a novela de "uma história de amor", já que ela parte de uma epígrafe atribuída ao dramaturgo Oscar Wilde -"O mistério do amor é maior que o mistério da morte". "A paixão, a vontade de largar tudo e o sonho de ir para outro lugar começar uma vida nova é o que move a novela", diz.
A novela terá realismo fantástico e efeitos para mostrar a magia. Na história, algumas mulheres sabem que são descendentes de bruxas e outras, não. "As pessoas podem confundir a magia com a wicka, mas ela começou a ser reconhecida como religião a partir de 1952 [a novela se passa entre os anos 30 e os anos 40]. As nossas bruxas são mais ligadas ao povo celta, pois são descendentes de irlandeses. Não quis colocar o nome "bruxa" pois gera preconceito. As valentinas, como eram chamadas, usam a magia para o bem", diz Jhin.
A curiosidade sobre religiões e rituais move as montanhas entre produção, direção e elenco, que pouco conhecem da história celta irlandesa. "Nunca tive contato com este universo, mas sempre achei bonito. Quando pesquisei a Irlanda, me apaixonei pela cultura e fiquei encantada. Acredito na magia do dia-a-dia, no poder que todos temos", justifica a autora.

Paulo Coelho
Foi de Jhin a sugestão para que a emissora procurasse o escritor Paulo Coelho para participar da produção. Ele narra a história, vive o mago Simon e, eventualmente, presta uma consultoria sobre o tema. "Ele nos recebeu com imenso prazer e disse que gostaria de participar mais vezes. Devemos procurá-lo novamente durante a novela ou para o final, pois sua participação se resume aos primeiros capítulos", conta o diretor de núcleo Carlos Manga.
Diretor-geral da atração, Ulysses Cruz também tomou contato recentemente com o universo da magia. Declaradamente cético, ele buscou respostas em Paulo Coelho: "Perguntei a ele se era escritor ou mago, mas ele não respondeu", diz Cruz, ressaltando que o mundo nunca esteve tão à procura da religiosidade.
"As principais guerras ocorreram por causa de religião. Sou cético, mas curioso. Leio muito e me encantei pelo mundo celta. É como Shakespeare ou Nelson Rodrigues, que têm sempre de serem montados, mesmo que sejam recorrentes demais", afirma o diretor.
Para a atriz Eliane Giardini, há uma energia inexplicável entre os humanos. Estudante da cabala, ela diz estar se familiarizando aos rituais celtas. Já Cássia Kiss, a vilã da novela, se diz darwinista, mas admite acreditar no "poder" que tem. Malu Mader não pratica rituais nem freqüenta cultos religiosos, mas acha "positivo ter fé".
Manga diz que "Eterna Magia" tem elenco "de novela das oito", com atores como Irene Ravache e Aracy Balabanian. A novela marca a estréia de Maria Flor como protagonista. Ela será Nina, jovem que se nega a usar seus poderes por ter causado uma tragédia familiar. Apaixonada por Conrado (Thiago Lacerda), ela o perderá para a própria irmã, a pianista de sucesso Eva (Mader), que volta da Europa após sete anos.
Fonte: Folha Online
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O custo total da viagem do papa Bento XVI ao Brasil não pode ser calculado com precisão porque, além do dinheiro da Igreja e dos cofres públicos, empresas e pessoas voluntariamente estão ajudando a pagar os gastos - com dinheiro, produtos ou serviços. Algumas fizeram isso no anonimato. Outras, na direção oposta, contrataram agências de publicidade e assessorias de imprensa para divulgar suas boas ações.

Nas últimas semanas, dezenas de empresas enviaram e-mails às redações de jornais, revistas, TVs e rádios sugerindo reportagens sobre as facilidades que elas oferecerão ao líder católico em São Paulo e Aparecida, como as vestes para as missas e as porcelanas francesas das refeições.

Os exemplos continuam: o colchão da cama papal (“utilizamos molas de alto suporte, que se moldam ao corpo durante o sono e mantêm a boa posição da coluna”), a tinta das paredes do mosteiro (“o arquiteto, juntamente com os monges, escolheu as cores capazes de promover maior sobriedade aos espaços”), o órgão musical de uma das missas (“tem níveis de memória ilimitados e flexibilidade musical para acompanhar qualquer estilo de liturgia”) e a decoração do quarto (“60 metros de veludo e 34 metros de seda mista para confecção das cortinas de sua santidade”).

“Acho lamentável que usem o papa como garoto-propaganda. Como católico, não gosto nada disso”, critica o sociólogo Pedro Ribeiro de Oliveira, ex-assessor da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). “Essa visita será apenas um espetáculo a mais, no qual muita gente vai ganhar dinheiro”, acrescenta a freira e professora de teologia Ivone Gebara.

Hospitais voluntários

Em São Paulo, três dos hospitais mais sofisticados da cidade ficaram com a tarefa de cuidar da comitiva do Vaticano em caso de emergência. Não cobrarão nada. “Tivemos uma fila de hospitais querendo ser voluntários para cuidar do papa”, diz um funcionário da equipe encarregada dos esquemas de saúde e segurança.

“Mas nenhum hospital se ofereceu para receber as pessoas que passarem mal durante os eventos. O atendimento delas será feito na rede pública de saúde.” “O papa não vai ficar muito feliz se souber que vai receber um atendimento diferenciado”, lamenta o padre José Antonio de Oliveira, de Barbacena (MG). “Isso não é nada cristão, mas é o que acontece.

As prefeituras de São Paulo e de Aparecida, o governo paulista, a Arquidiocese de São Paulo, a Fazenda Esperança e o Seminário Bom Jesus gastaram pelo menos R$ 19,9 milhões com a visita do papa Bento XVI.

Há ainda os gastos do governo federal e do Mosteiro de São Paulo que são guardados a sete chaves, além das doações feitas por pessoas e empresas. A ostentação da viagem papal está causando mal-estar na Igreja Católica brasileira.

O padre Júlio Lancellotti, que coordena da Pastoral do Povo da Rua em São Paulo, faz uma sugestão: “Em lugar de oferecer vinhos e doces, as empresas deveriam abrir vagas para contratar os desempregados. Isso, sim, seria bonito, uma verdadeira homenagem ao papa”.

Fonte: C Online
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No segundo dia da visita do papa ao Brasil, a "guerra santa" na TV teve capítulo importante: a Record, do evangélico Edir Macedo (Igreja Universal do Reino de Deus), declarou-se favorável ao aborto, condenado por Bento 16 na visita ao país.
O "Jornal da Record", principal telejornal da emissora, concentrou a cobertura do papa na polêmica do aborto e fez uma edição claramente contrária à posição da Igreja Católica. Repetiu declaração do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, de que quem não reconhece que essa é uma questão de saúde pública "está delirando", "surtou" ou tem "algum problema de confusão mental".
Além de entrevistar católicas favoráveis "à liberdade para a interrupção da gravidez indesejada", afirmou que o Instituto Ressoar, projeto social da Record, defende o aborto. Mostrou uma campanha do instituto no qual uma mulher pergunta: "Será que não posso decidir o que fazer com o meu corpo?" A peça se encerra com a frase: "Aborto. Porque toda mulher sabe o que é importante". A reportagem seguiu com enviado à Cidade do México, onde o aborto foi aprovado. Foi entrevistada uma deputada que "culpou a Igreja Católica por interferir nas decisões do povo mexicano". Outra disse que "a Igreja Católica é preconceituosa" .
O "Jornal Nacional" também destacou a polêmica do aborto, mas ouviu os dois lados.
À tarde, as TVs tentavam fazer de Bento 16 um papa pop. Mas Ratinho, em entrevista à Band, deu a senha: "O outro papa era mais jeitoso. Mas esse aí também é bem intencionado" .

Fonte: Folha de S. Paulo de 11 de maio de 2007.
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11 Maio 2007

Igreja precisa reagir às "seitas", diz papa

folhaonline

Bento 16 afirma que "hoje todos sabem" que a Teologia da Libertação errou ao prometer que a revolução traria uma vida justa

Na viagem, pontífice volta a condenar o aborto e diz que excomunhões de políticos favoráveis à medida "não são uma coisa arbitrária"

Na entrevista que concedeu no avião que o trouxe ao Brasil, cuja viagem a Folha acompanhou, o papa Bento 16 atribuiu o avanço das igrejas pentecostais a "uma sede por Deus" por parte de fiéis, o que exige mais dinamismo da Igreja Católica "para responder a essa sede", alertando que "as pessoas, principalmente os pobres, querem ter isso mais perto deles".
O papa disse que "a igreja não entra na política" e criticou a Teologia da Libertação: "É evidente que esses fáceis milenarismos, que prometem revoluções e também rápidas condições para se conseguir uma vida justa, estavam errados".
Bento 16 voltou a condenar o aborto e afirmou que as excomunhões dos políticos que votaram a favor da medida "não são uma coisa arbitrária". Leia alguns trechos da entrevista:


PERGUNTA - Qual sua opinião sobre a legalização do aborto no México?
BENTO 16 - Nossa busca pela vida vem desde o papa João Paulo 2º. Ele fez disso um ponto central de seu pontificado, fez uma encíclica que avançava já nessa mensagem de que a vida é um dom, e não uma ameaça. Nessas situações [legalização do aborto no México] há um certo egoísmo e, de outra parte, é uma questão de valor e beleza da vida. É nisso que está o futuro. Sobretudo a vida é bela. Isso não é uma questão da igreja, é um dom em si. Mesmo em condições difíceis, é sempre um dom recriar o reconhecimento desta beleza. Sobre o futuro, claro, pairam tantas ameaças, mas a felicidade é que Deus é sempre mais forte e presente no teatro da história, para que possamos dar, com confiança, a vida a um novo ser humano. A fé garante a beleza da vida. Podemos resistir a esse egoísmo e a esse medo, que está em algumas coisas dessas legislações.

PERGUNTA - Deputados do México votaram a favor do aborto, e os bispos do país disseram que eles não poderiam receber a comunhão em nenhuma igreja do mundo. O sr. concorda com as excomunhões dadas aos deputados do México?
BENTO 16 - Sim, concordo. Essas excomunhões não são uma coisa arbitrária, estão previstas no Código [de Direito Canônico]. O direito de matar um inocente, uma criança humana, é incompatível com estar em comunhão com o corpo de Cristo. Não foi feito nada de novo, de surpreendente, de arbitrário, eles apenas revelaram, declararam publicamente algo que é previsto pelo direito da igreja, que foi a própria igreja que estabeleceu assim.

PERGUNTA - Como lidar com a perda de fiéis na América Latina?
BENTO 16 - Essa é a nossa preocupação comum na conferência episcopal. Queremos encontrar respostas convincentes, estamos trabalhando nisso já. O sucesso dessas seitas demonstra que existe uma sede por Deus, uma sede de religião. As pessoas querem estar perto de Deus e procuram essa proximidade. Naturalmente elas também aceitam que essas seitas se apresentem como capazes de solucionar os problemas cotidianos. Nós, da Igreja Católica, temos que transformar isso num objetivo da conferência, para sermos mais dinâmicos, mais missionários, para responder a essa sede por Deus. E devemos também ser conscientes de que as pessoas, principalmente os pobres, querem ter isso mais perto deles. Somos conscientes de que, junto a essa resposta à sede de Deus, devemos ajudá-los a encontrar condições de vida justa, sejam microeconômicas, nas condições concretíssimas da vida, como fazem as seitas, sejam macroeconômicas, pensando em todas as exigências da justiça.

PERGUNTA - No Brasil, muitos católicos discordam das posições da igreja. Como recuperar fiéis se até católicos não querem ouvir a mensagem?
BENTO 16 - Essa não é uma especificidade do Brasil, são muitíssimas as pessoas em outros lugares que também não querem ouvir. Esperamos que ao menos uma parte queira ouvir e responder e que possamos tentar convencer também aqueles que ouvem, mas não querem sentir. Naturalmente, se até o nosso Senhor não convenceu a todos que o escutassem, não esperamos também que possamos convencer a todos que me escutem, que todos se convençam no momento. Mas eu tento, com a ajuda dos meus colaboradores, falar ao Brasil nesse momento, na esperança de que muitos queiram ouvir, que muitíssimos possam se convencer de que esse é o caminho para seguir.

PERGUNTA - Acha a América Latina importante?
BENTO 16 - Amo muito a América Latina, já fiz muitas visitas a região. Sei como são grandes os problemas e como é grande a riqueza humana desse continente. O fato é que nesses últimos tempos os temas dominantes são os problemas do Oriente Médio, que geraram uma imediata prioridade, e também o sofrimento da África, mas não amo menos a América Latina, o maior continente católico, a maior responsabilidade de um papa. Chegou então o momento em que posso estar na América Latina, confirmar o empenho começado por Paulo 6º e João Paulo 2º. Naturalmente, estarei em um continente católico, que é um continente exemplar e onde os problemas humanos são grandes, para trabalhar com os bispos e sacerdotes para que esse grande continente católico seja também um continente de vida e realmente de esperança, e isso para mim é uma prioridade, uma prioridade de primeira ordem.

PERGUNTA - Como a cultura brasileira fez parte da sua formação?
BENTO 16 - Entendo que o Brasil é o maior país da América Latina, vai da Amazônia à Argentina, além de sua cultura indígena, e as mais de 80 línguas que esses grupos falam. Por outro lado, há o grande passado com influências afro-brasileiras, e é interessante como se formou o povo com base na fé católica e como a fé católica foi para todos os lados, ainda que com dificuldades. No século 19, a igreja foi perseguida pelas forças liberais. Na minha formação, é importante o conhecimento dessa Igreja Católica da América Latina, não sou um especialista, mas o continente é uma parte fundamental do futuro da Igreja Católica.

PERGUNTA - O que significa ir a Aparecida?
BENTO 16 - Nossa mãe está presente em vários continentes, sempre com muita importância, é a mãe de Deus, e ela está presente em Fátima, em Aparecida, em Lourdes, em Guadalupe, é uma figura próxima a todos, isso mostra que ela está presente em várias culturas.

PERGUNTA - Que mensagem o senhor gostaria de mandar para os expoentes da Teologia da Libertação?
BENTO 16 - Com a mudança da situação política, também mudou profundamente a situação da Teologia da Libertação. Agora é evidente que esses fáceis milenarismos, que prometem revoluções e também rápidas condições para se conseguir uma vida justa, estavam errados. Hoje todos sabem disso. A questão é como a igreja deve estar presente na luta por reformas necessárias para que se possa ter condições de vida justas. É nesse ponto que se dividem os teólogos e os sociólogos. Nós, com as nossas instruções por parte da congregação, tentamos fazer um trabalho de discernimento para se libertar dos fáceis generalismos, dos lugares comuns e libertar-se também de uma mistura errada entre igreja e política e fé e política. De uma parte, mostrar que a missão especifica da igreja é responder à sede de Deus e, de outra parte, indicar as linhas-guias para uma política justa, que não fazemos nós, mas nós devemos indicar, sejam as grandes linhas, os grandes valores determinantes para criar as condições humanas, sociais, psicológicas, nas quais essas condições podem crescer e acontecer. Enfim, existe um espaço para o debate legítimo de como tornar mais eficaz a doutrina social da igreja.

PERGUNTA - Acha que o arcebispo Oscar Romero, de El Salvador, um ícone da Teologia da Libertação, poderá ser canonizado?
Bento 16 - O caso está em curso e baseado em uma biografia bastante completa sobre ele. Ele foi certamente um grande testemunho da fé, um homem de grande fé cristã, que se empenhou pela paz e contra a ditadura e teve uma morte verdadeiramente incrível no testemunho da fé [foi morto quando celebrava missa]. O problema é que uma parte política o usou como bandeira, injustamente.
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Papa "endurece" para enfrentar o desafio evangélico na AL
Em 25 anos, a Igreja católica perdeu um quarto dos seus fiéis na América Latina; para reverter a tendência, Bento 16 optou por perseguir os teólogos da liberação e "erguer barricadas" contra os evangélicos

De Henri Tincq, com os correspondentes na AL

É uma igreja latino-americana em crise que Bento 16 está conhecendo de mais perto, de 9 a 14 de maio. Em Aparecida (a 167 km de São Paulo), o papa deve abrir a quinta assembléia do Conselho dos Episcopados Latino-Americanos (Celam), a primeira a ser realizada desde a de Santo Domingo (República Dominicana) em 1992. Pela primeira vez, os responsáveis católicos do subcontinente vão se enfrentar em torno da delicada questão da sua erosão numérica em proveito das igrejas evangélicas ou pentecostais, cujo crescimento e apetite por poder confundem os observadores.

Em 25 anos, a Igreja católica do Brasil teria perdido um quarto dos seus fiéis. Todo ano, 600.000 pessoas a deixam, ao passo que os evangélicos representariam até 18% da população. Esses números não levam em conta aqueles que circulam de uma Igreja para outra, "católicos evangélicos" ou "católicos candomblés", do nome da religião tradicional de origem africana.

A força dos evangélicos atua tanto na mídia quanto no plano político. Edir Macedo, um bispo, chefe da Igreja Universal do Reino de Deus, controla a TV Record, que é a terceira emissora mais importante em nível nacional, além de dezenas de rádios locais e de um jornal gratuito, distribuído aos milhões de exemplares. Reunidos no quadro do Partido Republicano (PR), eles fizeram campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e estão presentes no governo, com José Alencar, o vice-presidente. Marina da Silva, ministra do meio-ambiente, é membro do Movimento Progressista Evangélico.

Na Argentina, em vinte anos, 4 milhões de fiéis (10%) teriam se afastado da Igreja católica, ao passo que os evangélicos representariam 10% da população, ou o dobro nos bairros mais desfavorecidos das grandes aglomerações. No México, desde 1970, a população católica caiu de 10 pontos e o dinamismo dos evangélicos se traduz por aquisições de imóveis e por operações nos meios de comunicação. O clero católico conta 14.000 padres, ou seja, 1 para cada 90.000 habitantes. Por sua vez, os pastores evangélicos, sejam eles auto proclamados ou formados de maneira expeditiva, já são cerca de três vezes mais numerosos.

Na América Central, o boom dos evangélicos é ainda mais espetacular. Na Guatemala, as novas igrejas recrutam nas populações de índios e faturam os benefícios da sua participação do movimento contra a guerrilha durante os anos 1960-1996. Os seus locais de culto crescem igual a cogumelos na Nicarágua, no Honduras, no Salvador. As práticas sincretistas também se espalharam no Haiti onde, desde 2003, o vodu é reconhecido da mesma forma que as outras religiões, e em Cuba, onde a maioria dos católicos pratica a "santeria", o culto afro-americano local.

Como terá sido possível chegar a este ponto? O catolicismo latino-americano por muito tempo serviu de modelo: com um número recorde de fiéis - 40% dos católicos em todo o mundo (1,1 bilhão) -, com a sua inventividade teológica, o seu engajamento nas lutas sociais. Sem esquecer do martírio sofrido por alguns dos seus representantes, vítimas das ditaduras e dos conflitos dos anos 1970-1990 - no Chile, Argentina, Brasil, Haiti, Salvador, Guatemala, Nicarágua.

Bispos (Dom Romero no Salvador, Dom Angeleli na Argentina); padres, religiosos e religiosas (as francesas Alice Domont e Léonie Duquet, "desaparecidas" sob a ditadura argentina de 1976-1983), além de inúmeros militantes laicos, pagaram com a sua vida o apoio não violento que eles deram às forças de restauração da democracia, de defesa dos pobres, dos camponeses sem terra e das populações indígenas.

Por ocasião das conferências dos bispos do Celam em Medellín (Colômbia), em 1968, na presença do papa Paulo 6º, e em Puebla (México) com João Paulo 2º, em 1979, uma minoria de bispos e de teólogos progressistas havia conseguido impor uma "opção preferencial pelos pobres", que foi encarnada a partir de então por "profetas" tais como Dom Helder Câmara, um bispo do Nordeste brasileiro (morto em 1999), Dom Proano, bispo dos índios no Equador, o cardeal Silva Henriquez, arcebispo de Santiago (Chile), fundador do Vicariato da Solidariedade sob a ditadura de Pinochet, Dom Samuel Ruiz, um advogado dos maias do México.

Paralelamente, a Teologia da Liberação, que nasceu no Peru com Gustavo Gutierrez, e se desenvolveu no Brasil com os irmãos franciscanos Leonardo e Clovis Boff, e no Salvador com o jesuíta Jon Sobrino - que Bento 16 acaba de sancionar mais uma vez -, no Chile com Pablo Richard, e no México com Enrique Dussel, tornou-se a ovelha negra dos estrategistas norte e sul-americanos do anticomunismo, que nela enxergam uma espécie de bíblia marxista para as guerrilhas da América Latina.

As repreensões e as sanções do Vaticano, que obrigaram Gustavo Gutierrez e Leonardo Boff a permanecerem em silêncio, também contribuíram singularmente para a "diabolização" desta teologia da liberação, que, mais modestamente, pretendia ser uma análise da "força histórica dos pobres" a partir da releitura dos textos bíblicos conduzida no quadro de "comunidades eclesiásticas de base", as quais são centros de educação popular, de catequese, de liberdade e de resistência. Foi nesses meios católicos que Lula da Silva, no Brasil, construiu o sucesso do seu Partido dos Trabalhadores (PT).

Segundo informa a leitura dos documentos preparatórios para a conferência episcopal de Aparecida do Norte, que será aberta pelo papa, duas linhas dividem hoje o catolicismo sul-americano. Primeiro, uma linha neoconservadora, representada por movimentos poderosos, porém desiguais - a Opus Dei no Peru, os Legionários do cristo, que nasceram no México -, por novas gerações de bispos, por pregadores da Renovação Carismática, tais como o célebre Padre Marcelo Rossi que, à moda pentecostal, lota estádios brasileiros.

Para eles, a "politização" da Igreja é amplamente responsável pela sua erosão numérica. Ela alcançou as classes médias, os círculos intelectuais e as forças de oposição, mas negligenciou as necessidades espirituais das populações marginalizadas. Isso teria beneficiado aos grupos evangélicos, mais dispostos a formar "pastores", a enquadrar os bairros pobres com as suas redes de ajuda comunitária, a prometer benefícios imediatos em termos de saúde, de luta contra o álcool ou as drogas.

Para esses neoconservadores, a solução é a do "endurecimento" : a Igreja católica não deve ceder à pressão das suas concorrentes evangélicas. Ela precisa permanecer ela mesma, retornar a um estrito formalismo nos seus seminários, na formação dos seus laicos, nas suas formas litúrgicas, na educação religiosa, no seu combate em defesa da vida (contra o aborto, contra a contracepção). Ora, por ocasião da última conferência do Celam, em Santo Domingo em 1992, as correntes conservadoras e o Vaticano já haviam imposto esta busca de um novo equilíbrio e uma linha de "nova evangelização das culturas", uma decisão que incluiu um investimento maciço na comunicação e na formação, destinado a zonas urbanas e secularizadas.

Vem então a segunda linha, muito minoritária, chamada de "profética", aquela que não se conforma com a derrocada da "opção prioritária pelos pobres". Em artigo publicado na revista espanhola "Adital", na sua edição de fevereiro de 2007, o brasileiro Jung Moi Sung - que faz parte da nova geração de teólogos da liberação capaz de fazer a crítica da precedente - escreve: "Nós somos obrigados a reconhecer que o sonho acariciado pelas comunidades de base e a nossa teologia, segundo a qual a massa dos cristãos na América Latina adotaria o cristianismo de liberação, foram derrotados". Ele deplora que "os métodos de marketing visando a aumentar o número dos fiéis, se tornaram mais importantes do que o papel profético do cristianismo na construção de uma sociedade mais juste e mais humana". Mas ele não desiste do papel de vanguarda que os cristãos são chamados a exercer nas lutas ecológicas, junto às populações índias, às mulheres e a todos aqueles que foram deixados por conta pelas economias neoliberais.

A "opção preferencial pelos pobres" segue sendo a de bispos tais como Dom Amazzini no Honduras ou Dom Fernando Lugo no Paraguai que, apoiado pela população, acaba de renunciar à sua função para se candidatar na próxima eleição presidencial. Na Venezuela, na Argentina, no Chile ou em outros países, a Igreja católica também sabe proteger a sua independência, luta contra a corrupção política, participa das manifestações de rua, e ainda aparece nas pesquisas como a instituição a mais crível. Na Argentina, por exemplo, estão muito tensas as relações entre a hierarquia e o presidente Nestor Kirchner, criticado nos seus sermões pelo cardeal jesuíta José-Maria Bergoglio, o arcebispo de Buenos Aires.

"Com a globalização, as idéias, as religiões e as igrejas circulam", resume o Padre Philippe Klöckner, responsável do Centro Episcopal França-América Latina (Cefal). "Se a Igreja católica na América Latina optou por erguer barricadas contra os evangélicos, ela morrerá com as suas certezas".

Tradução: Jean-Yves de Neufville

Fonte: UOL
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SÃO PAULO, 10 MAI (ANSA) - Uma seita fundada por adoradores do Anticristo ameaça fazer uma série de protestos hoje contra o Papa, assim que entrar no Estádio do Pacaembu, onde Bento XVI encontrará com jovens católicos sul-americanos.
Um grupo de seguidores se reuniu em frente do estádio e grita adorações ao Anticristo. Alguns mostram o corpo tatuado com o número 666, que segundo o ocultismo seria o número da Besta do Apocalipse.
A seita, denominada "Crescendo em Graça", está presente em 23 países e não se considera uma seita satânica, porque não adora Satanás e não realiza rituais demoníacos. Foi fundada em Miami pelo porto-riquenho José Luis de Jesus Miranda, que se diz a reencarnação de Cristo. Os seus asseclas chamam-no de apóstolo, Jesus Cristo homem, Deus vivo e Anticristo.
Miranda reconhece o papel salvador de Cristo, mas predica que o sacrifício já realizou o retorno à humanidade pura: "Há dois mil anos o pecado e o diabo não existem mais sobre a terra", afirma.
No Brasil, a seita possui 37 "centros educativos", como são chamados os templos, e cerca de 50 mil seguidores. A Colômbia é o lugar onde a "Crescendo em Graça" está mais presente: há cerca de 80 "centros" no país. (ANSA)
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A abertura do papa Bento XVI ao diálogo com outras religiões é positiva para os fiéis de todas as crenças. A afirmação é do xeque Armando Hussein Saleh, representante do islamismo no Brasil, que participou nesta quinta-feira em São Paulo, do encontro realizado entre o papa e representantes de outras religiões.
De acordo com o xeque, no encontro, que durou cerca de 15 minutos, o papa cumprimentou todos os presentes e entregou uma medalha com a sua imagem e o seu nome. Saleh deu a Bento XVI uma bata como símbolo do patriarcado abraâmico e foi abraçado e beijado pelo papa. O xeque também entregou ao líder católico uma carta que fala sobre a defesa das mulheres no mundo todo. Devido ao curto tempo do encontro, temas polêmicos foram evitados.
Segundo Saleh, o papa parecia estar muito contente em receber os representantes de outras religiões. Para o líder islâmico, ao promover esse tipo de encontro, Bento XVI dá continuidade ao trabalho de abertura iniciado pelo pontífice João Paulo II, que o antecedeu. “Essa abertura do diálogo inter-religioso é positiva para ambos os lados, tanto cristão como muçulmano. Mostra que a Igreja Católica e a religião islâmica estão abertas para o diálogo”, disse ele.
Saleh também destacou a importância dessa aproximação para o bem-estar da humanidade. “O interesse é mútuo tanto por parte dos cristãos quanto dos muçulmanos, porque essas duas religiões têm hoje uma representatividade muito grande no mundo todo. Há interesse em haver transparência e diálogo para uma melhora no bem-estar da humanidade”, concluiu.
Além do xeque Hussein Saleh, participaram do encontro com o papa dom Oneris Marchiori e padre Marcial Maçaneiro, da Igreja Católica Apostólica; reverendo pastor Carlos Möller, do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil; reverendo pastor Walter Altmann, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil; Metropolita Tarassios, da Igreja Ortodoxa Grega; arcebispo Damaskinos Mansour, da Igreja Ortodoxa Antioquina; arcebispo Datez Karibian, da Igreja Armênia Apostólica; bispo Maurício Andrade, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil; reverendo Manuel de Souza Miranda, da Igreja Presbiteriana Unida; Antonio Bonzoi, da Igreja Cristã Reformada; e Henry Sobel, da Comunidade Judaica.

Fonte: Diário do Grande ABC
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Rabino Sobel pede a bênção a Bento XVI

O rabino Henry Sobel, presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulista (CIP), disse hoje (10) ao sair do encontro ecumênico e inter-religioso com o papa no Mosteiro de São Bento, que não só foi abençoado por Bento XVI como teve a oportunidade de abençoá-lo. "Com a maior humildade, pedi uma bênção e fui abençoado. Pedi também a permissão do papa para abençoá-lo, autorização esta que me foi dada." Ele se declarou "leve e alegre" e explicou que não teve oportunidade de manifestar arrependimento pelo episódio do furto de gravatas, pelo qual foi detido em 23 de março, na Flórida. "Eu estava disposto, simplesmente não tivemos momento oportuno."

Sobel também declarou que Bento XVI é amigo do povo judeu. "Enquanto era cardeal, ele sempre dizia que a Bíblia cristã é produto da Bíblia judaica." Como previsto, a confraternização durou 30 minutos e reuniu, além de Sobel, os pastores Walter Altmann e Carlos Möller (luteranos), bispo Maurício Andrade (anglicano), reverendo Manoel Miranda (presbiteriano), Antônio Bonzoi (cristão reformado) e o xeque Armando Hussein Saleh (muçulmano). Além deles, estavam presentes d. Oneris Marchiori, o padre Marcial Maçaneiro, o metropolita Tarassios, da Igreja Ortodoxa Grega, e o arcebispo Datez Karibian, da Igreja Armênia.

"Logo ao entrar na sala, Bento XVI se dirigiu individualmente a cada um, nos cumprimentou e ouviu o que tínhamos a lhe dizer", contou Möller. "Depois ele fez uma breve homilia, eu diria bem breve, e entregou para nós uma medalha com sua imagem e a insígnia da Conferência Episcopal em relevo." Na medalha também consta a inscrição em latim "Benedictus XVI Pontifex Maximus".
Fonte: Âgência Estado
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Recife - Mulheres pernambucanas engajadas em movimentos feministas fizeram hoje (10) um ato público em frente à igreja Santo Antônio, no centro do Recife, para reivindicar mudanças na postura da Igreja Católica, no que se refere à orientação sexual, aborto e uso de métodos contraceptivos.

A mobilização, que também ocorreu em outras capitais do país, foi motivada pelo discurso do Papa Bento XVI, que ontem condenou o aborto.

Para a representante da Organização Não Governamental Loucas de Pedra Lilás, Ana Bosch, o direito a interromper a gravidez deve ser uma escolha pessoal, já que muitas vezes a maternidade acontece de forma inesperada.

"Nenhuma mulher que passa por uma situação de aborto está feliz, mas é preciso assegurar a liberdade de escolha sem culpa. A contracepção não é responsabilidade somente das mulheres. O julgamento opressor contra a classe feminina não deve existir. A Igreja reprime, amedronta e usa ainda dogmas da Idade Média”. Segundo ela, na relação com Deus, cada pessoa deve se entender com a crença que possui.

Amanhã (11), representantes de movimentos de lésbicas, gays e bissexuais participam de um protesto contra a intolerância religiosa na Basílica do Carmo, no Recife. Durante o ato, serão distribuídos para a população três mil preservativos, além de panfletos com orientações sobre métodos para evitar gravidez e doenças sexualmente transmissíveis, como aids.

Fonte: Agência Brasil
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Seguidores de seita protestam na frente do Pacaembu
Grupo é ligado à seita Creciendo en Gracia (Crescendo em Graça), com sede em Miami.
Eles seguram faixas e cartazes contra a Igreja Católica e o Vaticano.

Dezenas de seguidores de uma seita internacional protestam na Praça Charles Muller, em frente ao estádio do Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo, onde o Papa Bento XVI participa de um encontro com jovens católicos.
Eles formaram uma roda, colocaram cartazes no chão e seguraram faixas com mensagens contra a Igreja Católica e o Vaticano. Entre as frases, estavam “Roma mente”, “Religião é farsa” e “O diabo não existe mais”. Há ainda frases em inglês e alemão.
O grupo é ligado à seita Creciendo en Gracia (Crescendo em Graça), com sede em Miami, nos EUA, que tem seguidores em 23 países, incluindo o Brasil. Eles não se definem como religião, mas “como a única igreja cristã do mundo”.
Seu fundador é José Luís de Jesús Miranda, um porto-riquenho que diz ser a segunda encarnação de Cristo. Seus seguidores se referem a ele com diversas alcunhas, como apóstolo, Jesus Cristo homem, Deus vivo e - a mais polêmica - anticristo.
Os seguidores têm seus corpos tatuados com 666, o número bíblico da besta.
“As pessoas pensam que a besta é uma coisa ruim, mas não é. Ela venceu os santos porque eles foram enganados pela religião”, explica o adepto da seita Cristiano Rodrigues, de 33 anos, citando o Apocalipse. Ele fez a tatuagem com o 666 há três meses, logo acima de outra tatuagem com o desenho sss, que significa "salvo siempre salvo".
“Não cremos no inferno nem no pecado”, afirmou o bispo e presidente da igreja no Brasil, Pedro Kele.
A seita reconhece a importância de Cristo, mas garante que seu exemplo de sacrifício não precisa ser seguido - se ele morreu na cruz para tirar os pecados do mundo, todas as pessoas agora são automaticamente puras. “Faz 2 mil anos que pecado e diabo não existem”, costuma dizer.
A seita não divulga estimativas do número de seguidores no mundo. No Brasil, a presença dos “anticristos” não é expressiva. Há 37 centros educativos, como são chamados os templos, e cerca de 5 mil seguidores. A presença proporcionalmente mais forte é na Colômbia, onde há 80 centros.
Eles prometem protestar até o fim da visita do Papa no Brasil, inclusive em Aparecida (a 167 km de São Paulo), onde Bento fica de sexta-feira (11) a domingo (13). O protesto é pacífico e começou logo após a chegada do Papa ao estádio.

Fonte: G1
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10 Maio 2007

Seita ameaça fazer protesto contra o papa no Pacaembu

Sem se preocupar com a multidão católica que lotará o estádio do Pacaembu para ver Bento XVI, dezenas de seguidores de uma seita internacional prometem fazer hoje, nos portões do estádio, um ruidoso protesto contra o papa. Eles gritarão palavras de adoração ao anticristo e mostrarão seus corpos tatuados com 666, o número bíblico da besta.

A seita se chama Creciendo en Gracia (Crescendo em Graça) e tem seguidores em 23 países, inclusive o Brasil. A sede fica em Miami, nos Estados Unidos. Seu fundador é José Luís de Jesús Miranda, um porto-riquenho que diz ser a segunda encarnação de Cristo. Seus seguidores se referem a ele com diversas alcunhas, como apóstolo, Jesus Cristo homem, Deus vivo e - a mais polêmica - anticristo.

As referências ao satanismo parecem mais uma maneira de chamar a atenção, já que a Creciendo en Gracia não faz rituais macabros e suas bases estão em trechos da Bíblia estrategicamente selecionados. O porto-riquenho reconhece a importância de Cristo, mas garante que seu exemplo de sacrifício não precisa ser seguido - se ele morreu na cruz para tirar os pecados do mundo, todas as pessoas agora são automaticamente puras. “Faz 2 mil anos que pecado e diabo não existem”, costuma dizer. Agora o exemplo é o próprio Jesús Miranda - por isso que se autodefine como “o anticristo” (contrário ao modelo de Cristo).

A seita não divulga estimativas do número de seguidores no mundo. No Brasil, a presença dos “anticristos” não é expressiva. Há 37 centros educativos, como são chamados os templos, e cerca de 5 mil seguidores. A presença proporcionalmente mais forte é na Colômbia, onde há 80 centros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado
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09 Maio 2007

Roupa do Papa usou 15 km de linhas de ouro e prata

A casula que o Papa Bento XVI usará na primeira missa no Brasil está exposta na cidade de Balneário Camboriú, litoral norte de Santa Catarina.
Apenas o bordado do paramento, que faz uma referência à banderia brasileira, consumiu 15 km de linhas de ouro e prata. Casula é o nome dado à veste que cobre o corpo dos padres.
As roupas que vestirão cerca de 500 bispos que participarão da missa com o líder católico também foram exibidas pela empresa que produziu os paramentos. Eles deverão chegar ao Campo de Marte, na capital paulista, na manhã do dia 10 de maio.
As linhas verticais douradas e prateadas fazem referência à ressurreição de Jesus Cristo, segundo explicou o designer Thiago Benchaya. A produção da casula é fruto de uma parceria entre uma empresa de Santa Catarina que confeccionou também as roupas dos bispos, a Arte Sacro, e a belga Slabbinck, que confecciona artigos religioso em todo o mundo. "Há dois anos estamos realizando pesquisas em conjunto, sobre sinificados das cores e das imagens para a Igreja Católica", explicou Thiago. "Usamos essa pesquisa para confeccionar as roupas de 500 bispos e 2 mil padres na cerimônia do Campo de Marte".
Segundo o designer, foram usados 20 m de tecidos belgas na casula de Bento XVI, que pesa aproximadamente 1,2 kg. O corpo do paramento é composto em 99% por lã fria e 1% de lurex ouro. Dezessete pessoas trabalharam na confeccção da roupa e só o bordado feito em máquina industrial consumiu doze horas.
Para as roupas do bispos, foram 60 dias de trabalho e 45 pessoas envolvidas. A empresa consumiu nada menos do que 6 km de tecido e os funcionários tiveram de fazer duas horas extras por dia para dar conta das 2,5 mil vestimentas - 500 para bispos e 2 mil para padres que estarão na primeira celebração de Bento XVI no Brasil.

Fonte: Terra
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Uma pesquisa realizada por duas universidades brasileiras afirma que 11% dos brasileiros têm mais de uma religião.
O estudo divulgado nesta quinta-feira pelas universidades federais de São Paulo (Unifesp) e de Juiz de Fora (UFJF) com 3 mil pessoas em todo o país aponta que 83% dos pesquisados consideram a religião muito importante nas suas vidas.
As principais religiões citadas como primeira crença pelos entrevistados são catolicismo (68%) e evangélica (22%).
Ao todo, 5% se declararam praticantes de outras religiões – como protestantismo e espiritismo – e outros 5% se disseram sem crença.

Mais evangélicos
De acordo com os autores do estudo, o catolicismo tem perdido espaço nos últimos anos para os evangélicos, se analisados os números dos censos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 1991, 83,3% dos brasileiros se declararam católicos ao IBGE. Nove anos depois, a porcentagem caiu para 73,8%.
Considerando a margem de erro do estudo das universidades brasileiras, a porcentagem de católicos estaria agora entre 66% e 70%.
Já os evangélicos teriam crescido de 9%, em 1991, para 15,45%, em 2000, de acordo com o IBGE. Segundo a pesquisa da Unifesp e da UFJF, os evangélicos podem representar hoje até 24% da população brasileira.
A pesquisa também mostrou algumas diferenças socioeconômicas entre os entrevistados.
"Enquanto 15% dos entrevistados com nível de escolaridade superior têm o espiritismo como primeira ou segunda religião, 17% dos com escolaridade primária e 22% daqueles que completaram o antigo ginásio adotam o evangelismo", diz um dos autores do levantamento, Ronaldo Laranjeira, da Unifesp.

Fonte: BBC

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O deputado acreano Henrique Afonso (PT), membro da IP do Universitário, em Rio Branco, freqüentando a IP Nacional, quando em Brasília (DF), faz parte Frente Parlamentar da Família[bb] e Apoio à Vida e está se posicionando, junto ao Congresso Nacional e o público contra a legalização do aborto no Brasil.

Vida Sim, Aborto Não

Nunca a família, a igreja e os valores morais que regem nossa sociedade foram tão atingidos como nos últimos anos. São inúmeras iniciativas que visam a desconstruir a família e a sociedade brasileira, e o Congresso Nacional tem sido a sede destas ações que buscam, nas proposições legislativas, guaridas e respaldos legais.

Entre todas as ações, as que mais têm conquistado adeptos e simpatizantes são aquelas que visam a legalizar o aborto, que visam a legalizar a interrupção da gravidez em qualquer estágio gestacional.
Tramita na Câmara dos Deputados, com forte lobby a favor, inúmeras proposições sobre o tema. Elas ainda não se transformaram em leis, mas, em contrapartida, nos deparamos com situações como a publicação da Portaria nº 1.508/2005 do Ministério da Saúde, que prevê o procedimento da interrupção da vida em caso de estupro, nas unidades de saúde da Rede SUS, exigindo apenas que a suposta vítima faça o requerimento do procedimento cirúrgico sem a necessidade de apresentar Boletim de Ocorrência Policial do alegado crime. Um absurdo. Já é o aborto autorizado e, de certa forma, legalizado.

Recentemente, fomos surpreendidos com as declarações do Ministro da Saúde, dr. José Gomes Temporão, a favor do aborto, que colocou o tema como questão de saúde pública. Declarações que foram recebidas pela sociedade brasileira como a visão e o objetivo do atual Governo.

Existem ainda em tramitação no Congresso Nacional Projetos de Lei que visam a esterilização de mulheres a partir dos 18 anos de idade, a realização de plebiscito sobre aborto, PLs que buscam autorização para manipulação de embriões humanos, que visam a ampliar programas de reprodução assistida e todos desconsideram a importância da vida e o temor ao Criador.

Percebendo toda movimentação e articulação a favor do aborto, passei a fazer um estudo e uma reflexão sobre a quem interessa de fato a legalização e com que finalidade os defensores desta prática lutam pela liberação da prática desse crime. Quais as organizações que financiam essas campanhas pró-aborto? Quem ou quais organizações recebem recursos e de onde vêm esses recursos para as campanhas a favor do aborto?

Minhas reflexões e os estudos realizados me levaram a concluir que a legalização interessa aos que defendem o controle populacional, aos que se preocupam com a construção de uma “raça superior” e aos que vendem tecidos de fetos abortados. Na verdade, descobri que existem interesses escusos por trás de toda esta luta em favor do aborto.

Para minha tristeza identifiquei, nos bastidores desta guerra maldita, o interesse econômico - defendido pelos grandes laboratórios e pelas clínicas abortivas; o interesse das grandes nações no controle populacional e o interesse perverso de muitos pela busca da construção de uma “raça pura e superior”.

Porém, como cristão, identifico que o maior interesse é do inimigo de nossas vidas, que veio a este mundo para matar, roubar e destruir. Que veio para afrontar o reino de Deus.
De posse de minhas convicções e ainda do que descobri nos estudos feitos, não me permito o silêncio e a omissão. Neste sentido, fui um dos idealizadores da Frente Parlamentar da Família e Apoio à Vida que já reúne mais de 200 membros entre deputados e senadores.

A nova Frente Parlamentar, instalada no início de abril, já conta com uma extensa agenda de atividades em favor da vida e da família, a saber:

08/05 – Grande Clamor a Deus em Favor da Vida. Evento que será realizado em Brasília reunindo milhares de pessoas, entre católicos e evangélicos, em ato público e religioso contra a legalização do aborto. Constará da programação uma caminhada até a Praça dos Três Poderes para entrega de documento ao Presidente da República com a posição dos cristãos brasileiros contra a prática do aborto. Será um marco histórico, a primeira vez que católicos e evangélicos estarão reunidos clamando aos céus pela vida.

11/05 – Sessão Solene no Plenário da Câmara dos Deputados em homenagem ao Dia das Mães.

17/05 – Seminário sobre a Família, com a presença de importantes palestrantes. Aguarda-se um grande número de participantes de todo Brasil.

Essas e muitas outras ações visam ao fortalecimento da família, ao resgate dos valores morais e à proteção à vida. São ações que exigem uma grande dose de coragem e ousadia, a exemplo da iniciativa que tivemos ao reunir, no dia 25 de abril, em um dos Plenários da Câmara, diversos deputados para exibição do filme O Grito Silencioso que aborda a forma cruel como é realizado um aborto. O filme emocionou os presentes e motivou muitos parlamentares a abraçarem nossa luta contra a morte a favor da vida.

Assim, em todas as oportunidades, tenho dito que não abro mão de minhas convicções e de minha fé. Tenho me manifestado que não faço concessões quanto ao aborto. Minhas posições claras e firmes têm sido motivos de criticas na imprensa e até mesmo entre alguns colegas, porém, não temo as criticas e as censuras, pois tenho a convicção de que estou fazendo a coisa certa na busca de um Brasil sem aborto.

Deputado Henrique Afonso

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No vôo rumo ao Brasil ROMA, quarta-feira, 9 de maio de 2007 (ZENIT.org).- A expansão das seitas na América Latina constitui um chamado à Igreja Católica a ser «mais missionária e mais dinâmica para oferecer respostas» sobre a fé em Deus, considera Bento XVI.

Assim explicou durante a coletiva de imprensa que concedeu nesta quarta-feira a bordo do vôo que o levou de Roma a São Paulo, no Brasil.

Comentando com os jornalistas a expansão na América Latina de grupos pentecostais, o Papa reconheceu que «se dá esta preocupação comum, e precisamente durante a V Conferência do Episcopado Latino-Americano queremos encontrar as respostas convincentes; trabalha-se nisso».

«O êxito das seitas demonstra, por um lado, que há sede de Deus, uma sede de religião, e que as pessoas querem estar perto de Deus. Nós, na Igreja Católica, temos de ser mais missionários, mais dinâmicos para oferecer respostas a esta sede e ser conscientes de que as pessoas e os povos querem ter Deus perto de seus irmãos.»

«Temos de ajudá-los a encontrar as condições de vida adequadas, tanto no âmbito econômico como nas situações concretas, e todas as exigências da justiça», concluiu o bispo de Roma.
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Os gastos, o luxo e a ostentação da viagem do papa Bento XVI ao Brasil estão deixando parte da Igreja Católica brasileira constrangida. No lugar do motivo original da visita - que é abrir a 5ª Conferência-Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, um megaencontro de bispos do continente, em Aparecida -, os holofotes têm sido jogados sobre as reformas milionárias dos locais onde o papa se hospedará.

Também têm sido alvo das atenções as novas 60 TVs de plasma da Basílica de Aparecida, o cálice em ouro, prata e bronze de R$ 3.500 da missa no Campo de Marte, as toalhas e os lençóis de marca bordados para Bento, a garrafa de vinho de R$ 350 no almoço papal, a cozinha do mosteiro que funcionará durante as 24 horas do dia para a comitiva do Vaticano, e as mais de 400 peças de porcelana francesa feitas exclusivamente para o visitante ilustre.

Os custos estão sendo divididos entre pessoas e empresas voluntárias, a Igreja e os cofres públicos (as prefeituras de São Paulo, de Aparecida e de Guaratinguetá, o Estado de São Paulo e o governo federal).

"Tanta comida, tanta bebida, tanta renda, tanto luxo... Isso tudo é um contratestemunho. Vai contra o testemunho de Jesus Cristo, que nunca se deixou tratar como rei. Quando entrou num palácio, foi para ser chicoteado", critica d. Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás e conselheiro da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

"O importante não é a visita do papa, mas a conferência dos bispos. A conferência é tão importante que até o papa vem por causa dela", acrescenta o padre José Antonio de Oliveira, de Barbacena (MG). "O luxo da viagem é o que dá ibope na mídia, mas está deixando as pessoas com uma visão equivocada."

O padre Júlio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo da Rua, de São Paulo, concorda. "Vivemos a cultura do superficial", resume. "É claro que alguém precisa cuidar dos preparativos. O papa não pode tomar sopa pronta de saquinho. Mas, por favor, não é com isso que temos de nos preocupar."

A SETE CHAVES

Até agora, a viagem de Bento XVI custou ao Brasil pelo menos R$ 20 milhões. Esse valor inclui, entre muitos outros itens, a segurança do papa, as ambulâncias, os postos de saúde e os hospitais para as pessoas que vão acompanhar a visita, as obras na Basílica de Aparecida, no Campo de Marte, no Seminário Bom Jesus e na Fazenda Esperança, o recapeamento de ruas e a construção de um reservatório de água em Aparecida, os folhetos das missas, e as vestes, a alimentação e a hospedagem dos bispos que participarão do encontro com Bento XVI na Catedral da Sé.

Os valores de outros gastos, porém, são guardados a sete chaves. A Aeronáutica, por exemplo, não diz quanto desembolsou para buscar os dois papamóveis em Roma. O Mosteiro de São Bento, em São Paulo, que hospedará o papa por duas noites, também não divulga quanto já gastou - sua reforma incluiu câmeras de segurança, internet sem fio, pintura das paredes, restauração de imagens sacras, iluminação externa, remodelação de jardins e até polimento de mármore.

Com menos pudor, o Seminário Bom Jesus, em Aparecida, onde o papa dormirá nas duas últimas noites no Brasil, abriu suas contas e revelou ter recebido R$ 6 milhões de um grupo de empresários. O dinheiro serviu, entrou coisas, para construir um elevador.

DUAS IGREJAS EM TENSÃO

Apesar do mal-estar, a Igreja se viu obrigada a sair em defesa dos gastos com seu líder. D. Manuel Parrado Carral, bispo que organizou a parte paulistana da visita papal, redigiu uma nota sobre "os benefícios da viagem de Bento XVI". Destacou que a cidade de São Paulo arrecadará, com "turismo e demais serviços", R$ 60 milhões.

O arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, usa outro argumento. "É a visita de um chefe de Estado", afirma ele, referindo-se ao fato de Bento ser o mandatário do Vaticano, o menor país do mundo.

Justamente por esse motivo, parte dos gastos será coberta pelo governo federal. Uma comissão de vários ministérios foi montada para cuidar da visita do papa. A Polícia Federal, por exemplo, oferecerá 400 agentes de segurança. O Exército fornecerá seis helicópteros e coordenará 13,5 mil homens.

O sociólogo Pedro Ribeiro de Oliveira, até pouco tempo atrás assessor da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), chama de "tensão teológica" o conflito entre a Igreja que valoriza "a centralização no papa" e a Igreja que prega "a comunhão das dioceses".

"Veja o cartaz da conferência dos bispos latino-americanos em Aparecida: a figura do papa ocupa 70%; a foto da basílica, 20%; o nome da conferência aparece lá embaixo. Por aí vemos onde está a ênfase", diz.

Fonte: anoticiadigital

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Chefe do Projeto Genoma defende religião

Chefe do Projeto Genoma defende religião
Em "A Linguagem de Deus", Francis Collins diz que a fé também é uma escolha racional.
Para biólogo, ordem do Universo e moralidade humana apontam para a divindade.

Foto: Reprodução
Capa do livro "A Linguagem de Deus". (Foto: Reprodução)
A famosa frase de Machado de Assis, "unir as duas pontas da vida", é um ótimo jeito de descrever o livro "A Linguagem de Deus", do biólogo e médico americano Francis Collins. Aqui, porém, as duas pontas não são a juventude e a velhice citadas por Machado, mas dois domínios da experiência humana que vivem separados, isso quando não batem cabeça de forma agressiva: a ciência e a religião. O resultado desse esforço, lançado recentemente em edição brasileira, pode não convencer os céticos, mas transpira coragem, decência e lirismo.
O tom do livro, altamente pessoal, reflete a própria luta interior de Collins (chefe do grandioso Projeto Genoma Humano), que passou de ateu a cristão convicto já na idade adulta, ao concluir seu doutorado. Tentando romper a cortina de séculos de preconceito e desconfiança mútuos que freqüentemente separam as pessoas de fé dos cientistas, Collins quer usar a própria trajetória para mostrar que é possível compreender as verdades factuais sobre a origem do Universo e da vida e, ao mesmo tempo, viver uma crença religiosa profunda.
O que Collins propõem, e aqui está o lado audacioso do livro, não é só uma trégua entre as duas visões de mundo. Ele diz que é possível uni-las num todo harmonioso, cuja validade pode até não ser passível de prova como uma teoria científica, mas que tem uma base fundamentalmente racional.
Examinando os dados
"Racional", de fato, é a palavra a ser usada. Collins revela, para a provável surpresa de muitos desavisados, que descobriu a fé de forma totalmente diferente da maioria das pessoas. Criado numa família não-religiosa (ele e seus irmãos freqüentaram o coral da igreja com recomendações expressas de "aprender música e não prestar muita atenção no que era pregado"), ele descobriu o fascínio da ciência quando era adolescente, tornando-se primeiro agnóstico e depois abertamente ateu.
Porém, ao cursar medicina, Collins se viu mais e mais surpreendido pela fortaleza espiritual das pessoas com uma crença, mesmo diante das piores tragédias. De repente, ele se deu conta de que nunca havia aplicado a mesma abertura de pensamento que tinha aprendido como cientista à questão da fé. Em outras palavras, Collins negou-se a examinar as possíveis evidências contra ou a favor da religião -- coisa que, segundo ele, foi uma atitude indigna de um verdadeiro cientista.
Diante desse dilema, acabaram chegando às mãos de Collins os escritos de C.S. Lewis, romancista norte-irlandês e cristão convertido que fez uma defesa apaixonada da crença em Deus como uma atitude racional. O jovem ateu se sentiu especialmente tocado pelo argumento da "lei moral" proposto por Lewis: a busca pela maneira correta de viver, mesmo que em detrimento do nosso próprio bem-estar, seria algo inexplicável sem levar em conta a ação de Deus no coração humano.
Presente em todas as culturas humanas, esse anseio por uma força moral "fora" de nós é, para Lewis - e, após sua conversão, também para Collins -, o mais próximo que se pode chegar de uma "prova" da existência de Deus. Ele é humilde o suficiente para reconhecer que a razão, sozinha, não é suficiente para confirmar esse tipo de crença, mas diz que ela não é inconsistente com o fato de que o nosso Universo, regido por leis finamente ajustadas e favoráveis à vida, poderia ser considerado a obra-prima de uma mente divina.
Em defesa de Darwin
Collins, porém, não vê a fé em Deus como uma desculpa para o fundamentalismo. É por isso que ele se dispõe a uma defesa corajosa das descobertas que a biologia moderna, em especial a biologia molecular, sua especialidade, fizeram a respeito do longo processo de evolução que deu origem ao homem.
Para o pesquisador, o fato de que biologicamente somos aparentados a todas as outras formas de vida na Terra, compartilhando muito de nosso DNA com os chimpanzés e até com as humildes moscas-das-frutas, é prova cabal de que a teoria da evolução do naturalista Charles Darwin ainda vale. Por isso, Collins rejeita tanto o criacionismo - a idéia de que o mundo e as espécies vivas foram criados em seis dias, como diz o relato bíblico do Gênese - quanto o chamado design inteligente. Essa corrente de pensamento, popular entre cristãos e alguns cientistas renegados americanos, propõe que algumas estruturas dos seres vivos são tão complexas que jamais poderiam surgir por meio da evolução gradual - teriam sido projetadas diretamente por um ser inteligente.
Como bem aponta Collins, o design inteligente é má ciência e má teologia. É má ciência por argumentar a partir da ignorância: só porque hoje não há uma explicação consolidada sobre, por exemplo, o surgimento dos flagelos ("caudas" natatórias) das bactérias, isso não significa que a ciência não achará essa explicação. E é má teologia por imaginar que Deus - o "ser inteligente" por trás dos argumentos do design inteligente - seria um artesão descuidado, que precisa o tempo todo corrigir sua criação "no braço" para que ela funcione.
A alternativa de Collins - o BioLogos, junção de biologia e "Logos", o Verbo divino que, segundo a tradição cristã, teria criado o mundo - traz a idéia de que Deus teria estabelecido as regras do Universo desde seu princípio, de maneira que, na plenitude do tempo, pudessem evoluir seres que fossem capazes de encontrar a "lei moral" e buscar um relacionamento com o próprio Criador.
Essa visão pode ou não parecer coerente, e talvez seu apelo esteja limitado àqueles que já possuem uma crença. Mas é impossível ignorar a generosidade de Collins, em seu pedido para que duas facetas tão importantes da vida humana, a fé e a ciência, deixem de se considerar mutuamente excludentes.
Fonte: G1
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Os administradores do aeroporto de Fort Lauderdale, na Flórida, demitiram um atendente que admitiu citar uma passagem da Bíblia por meio do alto-falante para ofender um casal gay.

Jethro Monestime, 23 anos, afirmou que leu a passagem por duas vezes. Ele também disse que usou o telefone celular para tocar uma gravação que dizia, "se um homem se deitar com outro homem, como se fosse com mulher, ambos terão praticado abominação; certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles" (Levítico capítulo 20 versículo 13).

"Eu só quero me desculpar a todos, especialmente o casal", afirmou Monestime ao South Florida Sun-Sentinel. "Não pensei que iria ofender alguém".

A polícia local afirmou que levará o caso à promotoria do Estado para determinar se as acusações devem ser arquivadas.

Danny Pyne, dono da Superior Aircraft - onde Monestime trabalhava -, afirmou que o atendente foi demitido ontem e que a companhia já se desculpou do casal.

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Bandido rouba uma Bíblia durante assalto a ônibus

Um homem armado de revólver roubou uma Bíblia e um cartão de passageiro especial durante um assalto a ônibus, ontem, na Avenida Lamenha Filho, no Feitosa. O assalto foi registrado por policiais da Deplan III, em Jaraguá.

O cobrador Clemilson Ferreira estava trabalhando num ônibus da Empresa Piedade, quando foi rendido pelo bandido, que roubou R$ 13,00 em dinheiro do caixa.

Em seguida, o marginal se aproximou da passageira Benilda Miguel da Silva, uma evangélica aposentada, roubando seu cartão de passageira especial e sua bíblia.

Após o assalto, o ladrão fugiu na direção da favela do Feitosa. O fato será investigado por policiais da Delegacia do 9º Distrito. (Gazetaweb - Ednelson Feitosa)
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Uma das edições da Bíblia de João Ferreira d'Almeida

A sessão inaugural da exposição “O Tesouro mais Precioso” vai decorrer esta terça-feira, dia 8, às 21 horas, na Biblioteca Municipal Teixeira Gomes, em Portimão.

A iniciativa vai contar com a presença de Timóteo Cavaco, Secretário-Geral da Sociedade Bíblica de Portugal, e do Frei Doutor Herculano Alves, professor da Universidade Católica e autor da obra “ A Bíblia de João Ferreira Annes d´Almeida”.

A mostra está organizada em três áreas: uma de pendor multimédia acerca do contexto histórico, político e militar de Portugal e a sua influência ultramarina nos séculos XVI e XVII, tendo em conta a época em que João Ferreira de Almeida viveu.

A segunda área integra três painéis impressos com reproduções da página inicial e uma breve descrição das principais edições da “Bíblia de Almeida”.

A terceira consta de uma secção bibliográfica com exemplares de edições bíblicas em diversos suportes, formatos e encadernações.

Esta é uma exposição que surge no âmbito das celebrações do 325º aniversário da 1ª edição impressa do primeiro Novo Testamento em Língua Portuguesa.

Tem como grande objectivo dar a conhecer a vida e obra desta figura ímpar da cultura e literatura portuguesa.

João Ferreira D'Almeida foi o primeiro tradutor da Bíblia para a língua portuguesa no séc XVII.

O seu Novo Testamento foi publicado em 1681, em Batávia, actual Jacarta (Indonésia), onde João D´Almeida viveu grande parte da sua vida.

Esta primeira Bíblia passou, mais tarde, da Ásia para Portugal e daí para os países de língua portuguesa.

Teve até hoje cerca de 1500 edições, num total de 150 milhões de bíblias e Novos Testamentos impressos, o que faz desta obra a mais publicada e divulgada na língua portuguesa, constituindo-se como um dos principais instrumentos de expansão da língua portuguesa no mundo.

A exposição pode ser visitada até ao dia 19 de Maio, das 10h00 às 19h00 (terça a sexta-feira) e aos sábados entre as 15h00 e as 18h30

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As vésperas da visita do papa, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, não poupou menções pouco elogiosas à Igreja. Nessa terça (8) pela manhã, ele afirmou que o aborto era um assunto que deveria ser tratado com delicadeza, o que não vinha sendo feito pela Igreja. “Foram feitas declarações agressivas até distantes do que Jesus ensinou.
À tarde, o ministro afirmou que representantes da Igreja não serão convidados para participar de um encontro, promovido pela sua pasta em conjunto com a Secretaria Especial de Direito das Mulheres, para debater as falhas do Programa de Planejamento Familiar brasileiro. “Será um encontro técnico”, justificou Temporão.
O arcebispo de Belém, d. Orani Tempesta, e os bispos d. Itamar Vian (Feira de Santana, BA) e d. Angélico Bernardino (Blumenau, SC) criticaram Temporão, em entrevista coletiva na 45ª Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. "Gostaria que o ministro da Saúde estivesse a serviço da vida, e não da morte”, disse d. Angélico. “A gente prefere ficar com a Palavra de Deus, que diz não matarás", completou d. Itamar.
Fonte: Agência Estado
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Estudo mapeia terreiros de culto africano em Salvador

Cleidiana Ramos
Salvador ficou conhecida como a cidade dos templos católicos, por conta da canção 365 igrejas, de Dorival Caymmi. Mas, se fosse para seguir a linha poética, ela, na verdade, seria a capital dos terreiros. A pesquisa Mapeamento dos Terreiros de Salvador, feita pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da Ufba (Ceao), em parceria com a prefeitura, identificou 1.296 deles, dos quais 1.138 foram cadastrados.

Do total encontrado, 25 se recusaram a responder o questionário e 133 estavam fechados por razões como líder religioso doente ou falecido, mudança de religião de quem comandava e destruição ou demolição de estrutura física.

Dividindo-se o total de terreiros pela população de Salvador, que é de pouco mais de 2,4 milhões de habitantes, segundo o IBGE, teria-se então um terreiro para cada grupo de 2.146 pessoas. O curioso é que, segundo o IBGE, em Salvador, apenas 11.959 pessoas praticam religiões de matrizes africanas, como o candomblé (8.926) e a umbanda (3.033), cujos espaços religiosos, segundo a pesquisa, totalizam 1,8%. Os dados são preliminares, pois foram computados até agora 55% das informações recolhidas, mas, segundo o coordenador do estudo, Jocélio Teles, diretor do Ceao e doutor em antropologia, eles estão dentro de uma margem de segurança para as conclusões.
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Túmulo perdido de Herodes foi descoberto em Jerusalém
Yaacov Saar / ap
Vista aérea do Herodium, sítio arqueológico próximo de Hebron, onde dizem estar o túmulo de Herodes, desaparecido no ano 4 a.C.


Ana Vitória *

Uma equipa de arqueólogos israelita anunciou ter encontrado o túmulo do rei Herodes. Segundo o Evangelho de S. Mateus, foi Herodes que ordenou o célebre "Massacre dos Inocentes" mandando matar todas as crianças do sexo masculino em Belém, na altura do nascimento de Cristo, devido à profecia de que perderia o trono para o "novo rei dos judeus".

A descoberta, revelada pela Universidade Hebraica de Jerusalém, aconteceu na zona arqueológica conhecida como Herodium, cerca de 10 quilómetros a sudeste daquela cidade. Ainda muito recentemente terá sido descoberto em Israel aquele que alegadamente será o túmulo de Jesus Cristo. O caso originou acesa polémica entre a comunidade científica e esteve na origem do também contestado documentário realizado por James Cameron (autor que adaptou ao cinema "Titanic"), que recentemente foi transmitido pela SIC.

O responsável das escavações do túmulo de Herodes, o catedrático Ehud Netzer, disse que a sepultura foi profanada e o mausoléu destruído, "provavelmente num gesto de ira contra Herodes durante a grande revolta judaica contra o Império Romano do primeiro século de nossa era".

Os arqueólogos envolvidos na escavação defendem a ideia de que "o lugar da descoberta, localizado entre dois palácios que o monarca fez construir no cume do monte Herodium, e a qualidade das peças achadas desfazem qualquer dúvida sobre o destinatário da sepultura".

Ehud Netzer, especializado no período do reinado do rei Herodes, vai mesmo mais longe na sua avaliação da descoberta ao afirmar ser "desnecessário recorrer ao teste de Carbono 14, pois esta prova só é usada quando não há outros indícios da idade de uma peça".

Herodes, que reinou do ano 44 a.C. ao ano 4 a.C., foi enterrado em um mausoléu rectangular de 2,5 metros de comprimento com um tecto em forma de triângulo, segundo as conclusões dos pesquisadores a partir dos restos achados. Netzer, no entanto, relativizou a importância da sua descoberta.

"Se Herodes não fosse famoso" porque aparece nas Sagradas Escrituras e "construiu lindos edifícios" (destes subsiste, como documento mais bem conservado, o Túmulo dos Patriarcas, em Hebron), esta "descoberta não receberia a mesma atenção", acrescentou o professor israelita que desde 1977 realizava estas escavações.

Herodes, nascido em 73 a.C. na povoação de Ashkelon, actualmente localizada a sul de Telavive, declarou-se judeu mesmo sem ser filho de judeus e foi nomeado governador da Galileia com 25 anos. Posteriormente, foi declarado "rei dos judeus" pelo Senado romano em 40 a.C., tendo reinado entre os 34 e os 40 anos. Crê-se também que foi Herodes a promover a expansão do Segundo Templo de Jerusalém. As crónicas do historiador judeu Flávio José situam a sua morte entre os anos 4 e 5 a.C.
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PAPA QUER RESPOSTAS PARA PENTECOSTAIS NA AMÉRICA LATINA

AVIÃO PAPAL, 9 MAI (ANSA) - O Papa, a bordo do Boeing 777 que o traz para o Brasil, afirmou que a difusão das igrejas pentecostais na América Latina é "nossa preocupação comum e a conferência geral dos bispos quer encontrar respostas convincentes para essa questão; já trabalhamos nisso".
O pontífice acrescentou que estas doutrinas religiosas protestantes demonstram "que existe sede de Deus, que as pessoas querem estar próximas de Deus e que buscam um apoio do cristianismo para a solução de seus problemas de vida".
"Devemos nos tornar mais missionários ou mais dinâmicos em oferecer respostas a esta sede de Deus, também os pobres querem Deus próximo deles e nós estamos conscientes que outros anunciam a mensagem cristã", disse Bento XVI.
"Devemos ajudá-los a encontrar as condições de vida justas, micro e macroeconômicas, e responder a todas as exigências da justiça", completou o pontífice. (ANSA)

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Coréia defende código de ética para robôs

SEUL - A Coréia do Sul está criando um código de ética que deverá ser seguido pelas máquinas.

Fonte: Reuters

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Bento XVI falará à América Latina contra a pobreza, a injustiça social, a violência,
o aborto e a proliferação das seitas que roubam fiéis da Igreja Católica


SÃO PAULO - O papa Bento XVI chega na quarta-feira ao Brasil para sua primeira visita à América Latina trazendo “fortes mensagens” contra a pobreza, a injustiça social, a violência, o aborto e a proliferação das seitas que roubam fiéis da Igreja Católica, segundo afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário argentino La Nación.

O jornal cita o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, que adiantou os temas da visita do papa e afirmou que a Igreja Católica acompanha de perto os problemas que afetam a América Latina, mas também vê “grandes sinais de esperança e de recuperação da atividade missionária”.

Segundo a reportagem, a dois dias da chegada do papa não se percebia em São Paulo um clima de expectativa, mas sim de indiferença. “Na imensa Catedral da Sé, não se via nem a sombra de uma bandeira do Vaticano, nem uma foto de Bento XVI”, relata o diário.

Em outra reportagem, o jornal afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentará evitar, em seu encontro com o papa, discutir temas polêmicos, como um pedido do Vaticano para tornar o ensino religioso obrigatório nas escolas e os projetos para a legalização do aborto.

Em um terceiro texto sobre a visita, o Nación comenta as tensões recentes entre a Igreja e governos da América Latina, citando como exemplo as criticas do governo do presidente Néstor Kirchner à cúpula da Igreja na Argentina, os problemas no México com a aprovação da legalização, na capital, do aborto e da união civil entre pessoas do mesmo sexo, e as críticas ao governo chileno pela distribuição gratuita da “pílula do dia seguinte”.

No Brasil, observa o jornal, “tanto os bispos como os organismos pastorais questionam a política econômica e pedem mais igualdade”. “Também se opõem às campanhas contra a Aids e a gravidez precoce baseadas na distribuição gratuita de preservativos e anticoncepcionais”, afirma o texto.

Fuga dos católicos

A viagem do papa ao Brasil também é tema de reportagem publicada pelo diário espanhol El País, que afirma que sua missão será “frear a fuga dos católicos” e “colocar em ação um plano mundial contra o avanço dos evangélicos”.

“Joseph Ratzinger fez da luta contra o relativismo um dos eixos de seu trabalho doutrinário, primeiro como cardeal e depois como papa, mas em sua decisão de viajar ao Brasil influiu um fato em princípio oposto a esse relativismo: milhões de brasileiros - e de latino-americanos, principalmente no Caribe - optaram por acreditar, com grande intensidade, em outros cultos, especialmente os pentecostais”, afirma a reportagem.

Para o jornal, “tampouco é conjuntural que o principal ato do papa em terras brasileiras seja a inauguração no próximo domingo, em Aparecida, da Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe (Celam), onde se encontrarão os bispos que representam a metade dos católicos do mundo”.

“Diante deles, Ratzinger, pouco amigo dos discursos retóricos, marcará as linhas de ação da Igreja Católica na América Latina durante os próximos anos”, relata a reportagem.

Êxodo

Reportagem do britânico The Times segue linha semelhante, afirmando que o papa inicia sua visita na quarta-feira “esperando que sua viagem ao Brasil ajude a frear um êxodo dos fiéis para as populistas igrejas evangélicas”.

“Ele disse aos seguidores esperar que sua visita possa prover um ‘estímulo aos discípulos de Cristo’ em um país onde o domínio de séculos da Igreja Católica sobre a população é ameaçado pelo explosivo crescimento dos movimentos carismáticos pentecostais”, afirma o jornal.

Para o Times, “muitos ativistas católicos brasileiros podem achar uma ironia na preocupação do papa sobre o crescimento dos evangélicos, já que eles dizem que suas campanhas contra a Teologia da Libertação são parcialmente culpadas pelo crescimento das novas igrejas protestantes”.

“Como cardeal Ratzinger, o papa Bento XVI liderou os esforços do Vaticano para erradicar o movimento, dizendo que ele estava infectado pelo marxismo. Nos anos 1980, ele silenciou o teólogo brasileiro Leonardo Boff, que deixou a Igreja”, relata a reportagem.

O jornal conclui dizendo que Boff, “que permanece como um pensador influente, diz que a campanha doutrinária do cardeal Ratzinger deixou a Igreja no Brasil olhando para dentro e isolada dos fiéis”.

Fonte BBC Brasil

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O secretário de Estado do Vaticano afirmou que a Igreja se preocupa com os pobres.
Tarcisio Bertone afirma, entretanto, que está atento para ofensas à dignidade humana.
ROMA - A Igreja Católica apóia os governos de esquerda que promovem políticas sociais, mas está atenta para o risco de que esses governos recaiam sob a influência de "tendências culturais" que permitam práticas ofensivas à "dignidade humana". A mensagem partiu do cardeal italiano Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, o segundo na hierarquia da Santa Sé.
No entedimento da Igreja, reiterado pelo próprio Papa Bento XVI em discursos recentes, o aborto se encaixa na definição de prática que ofende a dignidade humana.
Em entrevista à revista italiana "30Giorni", publicada na véspera da viagem do Papa Bento XVI ao Brasil, o cardeal Bertone afirmou que a Igreja está em sintonia com as preocupações centrais de governos de esquerda como o do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

"Se os governos de esquerda se preocuparem em ajudar os mais humildes, em distribuir melhor as terras, melhorar a assistência sanitária e a educação, promover políticas de emprego (...), eles contarão com a colaboração da Igreja", declarou. "A Igreja não esquece os pobres. Se ela o fizesse, ela iria contra seu fundador Jesus", acrescentou o assessor direto do Papa Bento XVI.

A sintonia, alerta o cardeal, não é incondicional. “O problema é quando esses governos querem restaurar regimes anacrônicos e ditatoriais, ou quando caem na influência de algumas tendências culturais que propagam modelos de vida sempre mais afastados da tradição cristã e que ameaçam os direitos fundamentais da pessoa humana e da Igreja", ressalvou.

Questionado pela revista sobre o avanço das seitas protestantes na América Latina, Bertone considerou que a Igreja católica deve melhorar "a qualidade da evangelização, da educação da fé e da edificação das comunidades" na região.

Fonte: G1
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07 Maio 2007

Italianos se distanciam da doutrina da Igreja

Pesquisas e levantamentos sobre o comportamento dos italianos mostram que há uma distância crescente entre o discurso sobre doutrina moral católica da Igreja Católica e como as pessoas de fato conduzem as suas vidas.

Uma das pesquisas mais amplas e recentes sobre o assunto foi realizada pelo instituto Demos-Eurisko e publicada no jornal La Repubblica.

De acordo com ela, 54% da população italiana diz confiar no papa. O número é bem inferior ao que o papa João Paulo 2º tinha no final do seu papado: em 2003, 79% dos italianos diziam confiar no pontífice.

Boa parte da população acredita que Bento 16 está afinado com a ala mais conservadora da sociedade. De acordo com a mesma pesquisa, um em cada quatro italianos diz que a Igreja com Bento 16 está próxima à centro-direita.

“É um sinal dos novos tempos”, afirma Ilvo Diamanti, professor de Ciências Políticas da Universidade de Urbino e coordenador da pesquisa sobre o relacionamento entre os italianos e a religião. “Na história republicana da Itália, a Igreja nunca apareceu com proximidade à direita, ou à esquerda, mas ao centro. Em seus melhores momentos, a Igreja aparecia acima.”

'Consciência'

Segundo o levantamento, 86,4% da população diz ser católica. Mas embora a maioria diga que acha importante dar aos filhos uma educação católica, apenas 44% seguem o que diz o papa sobre a doutrina moral da Igreja. Os restantes 56% dos católicos afirmam tomar decisões “de acordo com a consciência”.

“Estes resultados assinalam um individualismo crescente e uma protestantização da fé”, destacou o Avvenire, jornal oficial da Conferência Episcopal Italiana, em resposta à pesquisa, que classificou como “interessante”.

Mesmo que os italianos reclamem da intromissão, os bispos acreditam que a ação pública da Igreja traz algum resultado. “A maioria dos italianos quer para os filhos uma educação na tradição cristã”, segundo o Avvenire.

Diego Luzi, técnico em informática e integrante de um grupo de jovens católicos, diz que nem sempre dá para seguir os comandos do papa.

“Em certas coisas sou de acordo com o Vaticano e, em outras, tenho minhas próprias idéias”, disse ele, que é contra o aborto e a favor das uniões entre homossexuais. “Com relação ao uso da camisinha, sou favorável, porque protege contra tantas doenças, principalmente, contra a Aids.”

'Mundo ultrapassado'

A dona-de-casa Guendalina Semi reclama que sempre tem algum representante do Vaticano na televisão dizendo a toda hora o que é certo e o que é errado.

”Bento 16 vive num mundo ultrapassado”, afirmou. “Ele se mete demais na nossa vida. Daqui a uns dias vai dizer até em quem devemos votar.”

Os italianos reclamam da intromissão da Igreja nos assuntos políticos do país. Ainda de acordo com a pesquisa Demos-Eurisko, a maioria, 74%, diz que os parlamentares católicos devem votar livremente de acordo com sua consciência.

Levantamento feito pelo Instituto Nacional de Estatística da Itália aponta que os italianos se casam cada vez menos. Enquanto em 1972 foram registradas 419 mil uniões oficiais, em 2005, elas chegaram apenas a 250 mil.

Já o número de separações e divórcios é alto. Os últimos dados, relativos a 2004, indicavam a ocorrência de 80 mil casos de separações por ano e 45 mil divórcios. A média é de 15 casos para 100 casamentos.

Com relação ao polêmico caso de Piergiorgio Welby - que sofria de distrofia muscular progressiva e que, como era seu desejo, morreu após o desligamento de um respirador artificial -, apenas 8% dos italianos concordaram com a decisão do Vicariato de Roma de não autorizar um funeral religioso para ele.

Nas comemorações do 1º de maio, um dos apresentadores do evento organizado pela esquerda italiana, em Roma, criticou o papa e a Igreja por jamais ter evoluído.

“Não apoio que o Vaticano tenha negato os funerais ao Welby”, disse o jovem Andrea Rivera diante uma platéia de mais de 400 mil pessoas, que o aplaudiu muito. “Não foi assim com o Pinochet, nem com o Franco.”

Mais polêmica

No dia seguinte, mais polêmica. O jornal oficial da Santa Sé, L’Osservatore Romano, classificou as frases de Rivera contra o papa de terrorismo.

Nos últimos meses, o Vaticano iniciou forte campanha contra um projeto do governo italiano, que pretende reconhecer a união de pessoas heterossexuais e homossexuais que vivem juntas sem ser casadas.

Devido a uma declaração contra os casais homossexuais, o arcebispo de Gênova, Angelo Bagnasco, tem recebido ameaças de morte desde o início de abril, quando foi nomeado pelo papa presidente da Conferência Episcopal Italiana. “Por que não admitir então também o incesto”, perguntou polemicamente Bagnasco se referindo ao assunto.

Ele agora conta com proteção policial e recebeu, há poucos dias, um envelope com uma bala.

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Resposta à Artigo da Folha de São Paulo

Sr Ombudsman, gostaria de chamar sua atenção para o parágrafo abaixo publicado na edição de ontem (6/5) do jornal Folha de São Paulo sob o título Igreja pentecostal muda vida de 54% dos fiéis
Segue o trecho ao qual me refiro:
A Igreja Católica tem 2.000 anos e tem apanhado desde o século 16, com a Reforma Protestante, até hoje, com a concorrência com as denominações evangélicas e o islamismo. "E tem resistido, um verdadeiro milagre. A maior prova da divindade da Igreja Católica é que o homem ainda não conseguiu acabar com ela", diz Romano.
Como jornalista, causou-me espécie ler o parágrafo acima, o qual encerra a matéria, por dois motivos:
Em primeiro lugar, a igreja católica não tem 2000 anos. Isso é algo que qualquer pessoa com um mínimo conhecimento da história da igreja sabe. A Igreja Cristã Primitiva - da qual surgiram, mais tarde muitas ramificações, dentre as quais a Igreja Ortodoxa Grega, Russa, Síria, Copta (Egito), Indiana e até a Católica Romana - tem dois mil anos. É bom que fique claro que a Igreja Romana é apenas uma descendente da Igreja Primitiva, como muitas outras, inclusive as protestantes. Sim, pois estas promoveram o resgate da doutrina cristã primitiva durante a Reforma em detrimento das "tradições" eclesiásticas que criaram as indulgências e outras doutrinas divergentes do Novo Testamento.
Em segundo lugar, a afirmação do entrevistado de que "a maior prova da divindade da igreja católica é que o homem ainda não conseguiu acabar com ela" é, no mínimo, ilógica. Sim, por que, seguindo essa linha de racioncínio, posso afirmar, por exemplo, que a maior prova da divindade do hinduísmo é que nem os séculos de colonização (cristã) portuguesa e inglesa sobre a Índia, onde esta crença é majoritária, foram capazes de acabar com uma religião que é bem mais antiga até que o próprio cristianismo, pois remonta a cerca de 1500 a. C.! Sendo assim, no critério "divindade" pela "durabilidade" , a Igreja Católica perderia, pois ela é bem mais recente que a religião dos Vedas e, creio devêssemos todos nos converter ao hinduísmo ou à qualquer outra crença milenar mais antiga, já que idade agora é prova de divindade!
Seria bom que esse respeitado jornal tomasse mais cuidado com as afirmações de suas fontes no futuro. A visita do Papa Bento 16, entendo, pode despertar o orgulho católico de muitos profissionais e veículos de imprensa, mas creio que esses arroubos precisam ser contidos em nome do bom jornalismo.
Cordialmente,
Élidi Miranda
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06 Maio 2007

Igrejas evangélicas fazem sombra ao catolicismo no Brasil


RAPICUÍBA, São Paulo (Reuters) - Por anos, a rotina de Ronaldo da Silva consistia em se embebedar até desmaiar em alguma calçada. Hoje ele passa os dias orando e cantando com centenas de fiéis na Igreja Universal do Reino de Deus em Carapicuíba, nos arredores de São Paulo, onde se vêem igrejas pentecostais em quase cada esquina.
"Eu provavelmente estaria morto ou na prisão se não fosse pela igreja", disse Silva, um ex-católico de 38 anos que afirma que Deus o curou da epilepsia e o ajudou a arrumar sua vida depois de ele ter se convertido, há uma década.
Conversões como a de Silva são cada vez mais comuns no Brasil, onde a expansão das igrejas evangélicas está erodindo aos poucos a supremacia da Igreja Católica.
A tendência existe em toda a América Latina e representa um grande desafio para o papa Bento 16, que chega ao Brasil na próxima quarta-feira para uma estada de cinco dias.
Embora o Brasil ainda seja o país com o maior número absoluto de católicos no mundo, cerca de 125 milhões, sua proporção caiu rapidamente nas últimas três décadas. Essa queda, no entanto, segundo pesquisa divulgada nesta semana, parece estar se mantendo estável.
Quando o papa João Paulo 2o veio ao Brasil em 1980, 89 por cento dos brasileiros se consideravam católicos. Em 2000, a proporção de católicos na população tinha caído para 73,89 por cento e, segundo o estudo recente da Fundação Getúlio Vargas, a porcentagem se estabilizou em 2003, com a taxa em 73,79 por cento.
O número de protestantes evangélicos quase triplicou no mesmo período, chegando a 31 milhões em 2003, o que representa cerca de 18 por cento da população.
Esse crescimento, que deve continuar, está alterando drasticamente o panorama religioso de um país cuja identidade confunde-se com o catolicismo desde a chegada dos portugueses, há mais de 500 anos.
"A face do cristianismo no Brasil, e em todo o mundo desenvolvido, é cada vez mais pentecostal", disse Luis Lugo, diretor do Fórum Pew sobre a Religião e a Vida Pública, um grupo de pesquisas com sede em Washington.
ALCANÇANDO AS MASSAS
Os pentecostais não são os únicos evangélicos do Brasil. Também estão presentes igrejas presbiterianas e luteranas, mas o pentecostalismo é sem dúvida o braço do protestantismo que mais cresce.
Mais que todos os cristãos, os pentecostais acreditam que Deus, através do Espírito Santo, tem grande influência no dia-a-dia. Eles pertencem a denominações como a Assembléia de Deus e a Igreja Universal, que nasceu no Rio de Janeiro em 1977 e hoje tem mais de 2 milhões de integrantes.
O pentecostalismo é especialmente forte nas áreas mais pobres, onde a precariedade das condições de vida motiva as pessoas a buscar intervenção divina. Muitos convertidos também são atraídos pela música e liturgia dinâmica dos cultos, mais sintonizados com o gosto contemporâneo que a tradicional missa católica.
Na Igreja Universal de Carapicuíba, o culto da noite de sábado às vezes se parece mais com um salão de baile que com um templo religioso, com os fiéis agitando os braços e cantando em coro. Alguns, como o ex-alcoólatra Silva, choram convulsivamente enquanto agradecem a Deus.
"A linguagem dos evangélicos é simples, direta, com o mínimo de teologia, o que a torna facilmente compreensível pelas massas", disse Silvia Fernandes, socióloga da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris).
Os evangélicos também têm força política. Cerca de 10 por cento dos congressistas são evangélicos, atuando como uma influente facção no Congresso. Três dos últimos quatro governadores do Rio eram protestantes, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cortejou de forma agressiva o voto evangélico na campanha pela reeleição, no ano passado.
A Igreja Católica, que também está perdendo seguidores para o secularismo, respondeu ao boom pentecostal adotando algumas características dessas igrejas.
Na Renovação Carismática, algumas igrejas católicas passaram a usar práticas bem parecidas com as dos cultos. Seu maior expoente é o padre Marcelo Rossi, que de professor de aeróbica transformou-se em pop star da religião, vendendo milhões de CDs e até participando de um filme.
Por enquanto, porém, o movimento não conseguiu reverter a tendência evangélica -- tendência que os líderes católicos admitem ser preocupante.
"Não vou dizer que ficamos felizes quando os fiéis deixam a igreja", disse o novo arcebispo de São Paulo, Odilo Scherer, numa entrevista recente. "Talvez nossos métodos sejam inadequados."
Fonte: Reuters
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Luanda, 06/05 - O Reverendo da Igreja "Assembleia de Deus Pentecostal" Francisco Sebastião, apelou hoje, em Luanda, aos cristãos e a população em geral para contribuírem para a preservação da paz e a reconciliação nacional no país.

Dissertando durante a homilia do culto ecuménico, realizado na Igreja Assembleia de Deus Pentecostal, o reverendo destacou a paz como um "bem muito importante para a população" que permite a execução de programas tendentes a melhoria das condições sócio-económicas do povo.

"Ser cristão é como uma janela aberta onde todos encontram motivação para dar solução aos vários problemas que enfrentam no dia-a-dia, referiu.

Francisco Sebastião acrescentou que, a igreja exerce um papel fundamental, na medida em que contribui para a paz de espírito das pessoas levando-as a acreditar que tudo é possível e com trabalho consegue-se alcançar os objectivos e melhorar o modo de vida.

"Devemos esquecer as mágoas da guerra, vamos trabalhar para uma sociedade unida e sem ódio, onde todos se tratem como irmãos, rumo a reconstrução e o desenvolvimento do país".
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11% dizem ter mais de uma religião e 83% considera ´muito importante´ a religião


SÃO PAULO - Mais da metade dos brasileiros freqüentam serviços religiosos como missas e cultos no mínimo uma vez ao mês e 11% têm mais de uma religião, revela pesquisa feita pelas universidades federais de São Paulo (Unifesp) e de Juiz de Fora (UFJF). O estudo confirma que 83% da população considera “muito importante” a religião e apenas 6% é indiferente ou acha que não tem importância.

A pesquisa foi feita com 3.007 pessoas de todo o País e, segundo os coordenadores, segue método de representatividade da população adotado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os consultados, 37% declararam que vão a serviços religiosos uma vez por semana ou mais e 18%, uma ou duas vezes ao mês.

“O brasileiro normalmente se declara religioso, mas nunca tinha ficado claro que a freqüência em cultos é tão significativa”, diz Ronaldo Laranjeira, professor de psiquiatria da Unifesp e um dos autores do estudo. Embora o sincretismo também seja conhecido, a pesquisa quantificou que 11% da população têm mais de uma crença. Na segunda opção, citaram umbandista, espírita, evangélico e católico.

Para o diretor da Faculdade de Filosofia e Ciência da Religião da Universidade Metodista, Antonio Carlos de Melo Magalhães, as religiões no Brasil não foram só importadas. “Foram construídas religiosidades muito próprias”, o que justifica em parte a duplicidade. Ele acredita que esse porcentual seja ainda maior. “Somos promíscuos na religião.”

Não se pode medir a religiosidade pela presença em cultos, mas o número de pessoas que afirmam participar é significativo, avalia o secretário-adjunto do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conic), Gabriele Cipriani.

A pesquisa confirmou dados revelados em outros estudos de que o número de católicos diminui no Brasil, enquanto o de evangélicos cresce. Entre os entrevistados, 68% se declararam católicos, porcentual que em 1991 era de 83,8% e em 2000, de 73,8%, segundo o IBGE. Os evangélicos eram 9% da população em 1991, passaram para 15,4% em 2000 e na pesquisa da Unifesp/UFJF são 24%, incluindo 2% que se declararam protestantes.

Afirmaram ser espíritas 2% dos consultados. Apenas 1% disseram seguir a umbanda, o candomblé e outras, e 5% não têm religião. “A procura pela igreja no País é natural porque muitos vão em busca de conforto e abrigo para se proteger do temporal feroz aí fora”, diz Paulo Leite, presidente da União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil.

Números

- 37% dos entrevistados disseram que freqüentam serviços religiosos ao menos uma vez por semana

- 18% vão a missas ou cultos uma ou duas vezes por mês

- 68% das pessoas ouvidas se declararam católicas (em 1991, esse índice chegava a 83,8%)

- 24% dos entrevistados disseram ser evangélicos, incluindo os 2% que se declararam protestantes

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Pesquisa Datafolha publicada em caderno especial na edição da Folha deste domingo (que já está nas bancas) mostra que Bento 16 chegará nesta quarta-feira a um Brasil com proporção muito menor de católicos do que aquele visitado há dez anos por seu antecessor. Hoje, 64% dos brasileiros acima de 16 anos se declaram católicos. Em dezembro de 1996, o último levantamento feito antes da vinda de João Paulo 2º colocava esse número em 74%.

Nesse período, a participação dos evangélicos pentecostais passou de 11% para 17%. As pesquisas feitas nesse intervalo mostram que o encolhimento do primeiro grupo e o crescimento do segundo perdeu velocidade no início desta década.

O Datafolha identificou ainda que as igrejas evangélicas têm muito mais influência na vida de seus fiéis do que as católicas. Entre os pentecostais entrevistados, 54% disseram já ter mudado algum hábito de sua vida por conta da religião. O número entre os católicos é de apenas 9%.

A pesquisa completa e sua repercussão estão na edição da Folha deste domingo.
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Um cinturão protestante envolve as capitais do país. É o que aponta a pesquisa Datafolha publicada em caderno especial na edição da Folha deste domingo.
A pesquisa mostra que os evangélicos representam 29% da população das regiões metropolitanas (sete pontos acima da média nacional). Nelas, a proporção de católicos (55%) fica nove pontos abaixo da média nacional.
O avanço evangélico nas periferias metropolitanas pode ser explicado pelo perfil dessas regiões --carentes de serviços públicos e submetidas a altas taxas de criminalidade-- que abrigam populações de baixa renda e baixa escolaridade, conforme mostra a pesquisa.
"As igrejas pentecostais chegam aonde a Igreja Católica não entra. E estimulam a incorporação de pessoas à sociedade através de diferentes redes de sociabilidade", diz Edlaine de Campos Gomes, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Corais, grupos de teatro e de oração estão entre essas redes, mas o resultado que os fiéis mais exaltam é a suposta melhoria das finanças e a obtenção de serviços e empregos por meio do convívio com outras pessoas --ou graças às orações, como crêem.
"Ao parar de beber, fumar, já há um regramento do orçamento", diz Ronaldo de Almeida, professor da Unicamp e pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).

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Dez anos depois da última visita de João Paulo II, o Brasil volta a receber um papa nesta semana - e com uma proporção menor de católicos no país. De acordo com pesquisa do instituto Datafolha, divulgada na edição deste domingo do jornal Folha de S. Paulo, 74% dos brasileiros se diziam católicos no fim de 1996, perto da chegada de João Paulo II. Agora, às vésperas do desembarque de Bento XVI, são só 64%.
A tendência de queda no porcentual da católicos foi mantida - depois dos 74% de 1996, foram 72% em 1998 e 70% em 2002. Ao mesmo tempo, cresceu a participação dos evangélicos pentecostais - que somavam 11% na visita anterior de um papa e agora são 17%. A pesquisa indica ainda que 5% dizem pertencer a igreja evangélica não-pentecostal, 3% são espíritas e 1% pertencem à umbanda; 7% não têm religião.
Crença - Apesar da mudança na distribuição dos fiéis pelos diferentes cultos em dez anos, uma característica do país permanece inalterada: a forte religiosidade. De acordo com o Datafolha, 97% dos entrevistados afirmam acreditar totalmente que Deus existe. Para 93%, a afirmação "Jesus ressuscitou após morrer na cruz" é verdadeira. Entre os católicos, essa resposta é positiva para 95% dos entrevistados na pesquisa.
"Os dados revelam que, no Brasil, o povo conserva um forte espírito religioso, não acompanhando a secularização radical de outros países", disse à Folha d. Geraldo Majella, arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, e que está deixando a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). "A primeira evangelização penetrou profundamente na cultura do povo, deixando marcas significativas", explica.
Fonte: Veja On line
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05 Maio 2007

Condição social influencia mudança de religião, diz FGV


SÃO PAULO (Reuters) - Viver nas periferias das metrópoles foi motivo nos últimos anos para que muitos brasileiros trocassem a fé católica, majoritária no país, pela crença em igrejas evangélicas pentecostais, segundo o estudo "Economia das Religiões", da Fundação Getúlio Vargas.
Nesta sexta-feira, a FGV publicou a parte final do documento no qual aponta que a religião do papa Bento 16, visitante do Brasil na semana que vem, é mais popular entre os pobres do Nordeste e do interior do país e, paradoxalmente, na elite.
Segundo Marcelo Néri, professor da FGV e coordenador do estudo, locais que sofrem pesadamente com o desemprego, a violência e o mau funcionamento do Estado atraem dois extremos: os indiferentes à religiosidade e os animados evangélicos pentecostais, principal grupo fora do catolicismo no país.
"Isso está diretamente ligado à nova pobreza, que vive nos entornos das metrópoles. Ela é diferente da pobreza rural, que não tem acesso a serviços públicos", disse Néri a jornalistas.
"Esses pobres das áreas rurais continuam muito católicos. Os evangélicos pentecostais e os sem religião crescem na periferia. Eles têm benefícios, mas são mal atendidos. Por isso, mudaram. Quem mudou é quem perdeu mais materialmente."
Nas periferias das regiões metropolitanas, diz o estudo, os católicos somavam 62,93 por cento dos fiéis ante os 73,89 por cento de média nacional em 2003, último dado divulgado. Em 2000, segundo dados do IBGE, os católicos nos entornos das metrópoles eram 65,19 por cento.
Já os evangélicos pentecostais, que totalizavam 15,08 por cento do total nas periferias em 2000, hoje são 17,45 por cento do total. A média nacional é de 16,2 por cento, afirma a FGV.
"A exceção a isso é o Nordeste, onde o catolicismo está muito arraigado tanto nos centros urbanos como nas áreas rurais. Ali, apesar da pobreza, os evangélicos têm pouco espaço e a população continua muito católica", descreveu Néri. Os sem religião totalizam 7,68 por cento das pessoas nos entornos das grandes cidades, de acordo com o estudo, número ainda alto apesar da queda na comparação com os 10,14 por cento vistos na periferia em 2000. Em todo o Brasil, esse grupo soma 5,1 por cento da população.
RENDA E MUDANÇA O crescimento dos evangélicos pentecostais na América Latina é considerado um dos motivos para a visita do papa. Segundo os especialistas, a vinda do pontífice vai reanimar os católicos no Brasil, os mesmos que a FGV vê concentrados nas maiores faixas de renda.
A pesquisa apontou que na classe média, que ganha entre 10 e 15 salários mínimos mensais, quase 74 por cento são católicos e 11,01 por cento são evangélicos pentecostais.
Na elite da elite, com rendimentos acima de 45 salários mínimos, o número salta para 77,57 por cento de fiéis do papa, com os pentecostais reduzidos a apenas 3,48 por cento. O professor Néri afirmou que, quanto maior for a renda, maior é a dificuldade de empatia com a doutrina evangélica pentecostal.
Na faixa entre 2 e 4 salários, no entanto, a proporção dos evangélicos sobe a 14,94 por cento, enquanto a dos católicos fica em 73,26 por cento. Entre os que ganham menos de dois salários mínimos mensais, 10,89 por cento são pentecostais.
Para o professor da PUC-SP Edin Sued Abumanssur, especialista em pentecostalismo, a popularidade dessa corrente entre os mais pobres é um reflexo do interesse dos migrantes e dos interioranos pelo catolicismo nas suas regiões de origem.
"O pentecostalismo é a versão urbana do catolicismo popular camponês, com muito culto aos santos e cheio de festas. Nesses lugares, a Igreja Católica tem mais apelo. Nas metrópoles, isso não bate com a sociabilidade das pessoas nem com o modo de produção. É aí os evangélicos comem pelas beiradas", disse.
Uma dessas novas evangélicas da periferia é a ex-católica Jesuína Silva, 45 anos e mãe de três filhos. Desempregada, ela veio de Minas Gerais para um acampamento na zona Sul de São Paulo, onde vive com outras 12 mil pessoas instaladas em tendas de lona. Diz não ter encontrado respostas na Igreja Católica.
"Eu estava precisando de ânimo e só consegui isso sendo crente. Fui católica a vida toda, mas acho que a Igreja não está perto da gente. Na igreja evangélica, o pastor é que nem a gente e sabe das dificuldades que tem aqui", afirmou.
Com base em dados da pesquisa, o professor Néri disse ainda que 5 bilhões de reais por ano são movimentados com dízimos e doações a instituições religiosas, incluindo orfanatos.
Fonte: Reuters
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Em busca de Deus, judeu retoma raízes

Rose Guglielminetti / Agência Anhangüera

À procura por Deus, o empresário Pedro Tiago encontrou o judaísmo. Antes, o Criador era apenas um ponto oscilante em sua vida. Agora é algo real. Na infância, nunca professou nenhuma religião. Por volta dos 31 anos, brotou uma inquietude que ele classificou como um "vácuo" em sua existência.

Sem saber onde achar Deus e sem entender as razões desta busca, descobriu as respostas em uma conversa com sua mãe. Seus avós maternos eram descendentes de judeus - um povo que acredita que Deus tem uma relação especial com os integrantes desta nação. Os avós saíram da Espanha e de Portugal fugindo da perseguição nazista. Como a descendência foi confirmada na árvore genealógica, Tiago não se considera um convertido à nova fé. "Vejo mais como um retorno."

O reencontro aconteceu há 20 anos. Durante um período de dois anos, ele participou do ritual de preparação, que inclui, por exemplo, o aprendizado do hebraico. Ele reza três vezes ao dia e em seu cardápio não entra carne de porco, além de outros alimentos.

A relação com a sua fé não é apenas ritualística, mas influencia o seu comportamento. "Sempre tive necessidade de procurar Deus. Agora, tenho uma fé no Deus único e estou o tempo todo com ele. Essa proximidade com Deus me deixou mais amável, mais centrado e uma pessoa com mais esperança", afirma, folheando com orgulho o Sidur, livro de reza que deve ser lido da direita para a esquerda. Isso tem uma explicação. Para eles, quando Moisés esculpiu os dez mandamentos na pedra o fez neste sentido.

Um dos sonhos é conhecer Israel. Os três filhos e sua mulher já visitaram a terra prometida. Ele conheceria o país este ano. Um enfarte, porém, lhe roubou a oportunidade. "Os meus dois filhos, inclusive, serviram o exército israelense", conta, com orgulho, Tiago, que, pela segunda vez, ocupa a Presidência da Sociedade Israelita Beth Jacob, de Campinas.

A palavra de Shema
E amarás o Eterno, teu Deus, de todo o seu coração, de toda a tua alma e de todo o teu poder. E estarão, permanentemente, no teu coração, estas palavras que hoje te recomendo. E as ensinarás diligentemente a teus filhos e falarás a respeito das mesmas quando estiveres sentado em tua casa e quando estiveres andando pelo teu caminho; quando te deitares e quando te levantares. E atarás como sinal na tua mão, e serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais da tua asa e nas tuas portas.



Nova geração
Nascida em família judia, Carina Schwartzman, de 22 anos, explica que o ato religioso também passa pela manutenção da cultura de um povo que sofreu perseguições e atrocidades. "Alimentamos um espírito de continuidade para mantermos a nossa tradição e a fé tem um papel fundamental nisso.".

Carina, uma moça bonita, que usa um piercing no nariz e tem longos cabelos negros, conta rindo que as avós não perdoam uma mocinha que visita A Hebraica, em São Paulo. "A gente senta e dá 15 minutos e já chega uma das nossas velhinhas perguntando se a gente não quer conhecer os netos", conta rindo.

Carina conta que a fé foi fundamental para a sua família quando uma tia desenvolveu um câncer de intestino. "Minha mãe trouxe um líquido considerado sagrado de Israel. Essa minha tia passou esse óleo e melhorou. Naquele momento, a fé foi tão grande que fez efeito até na minha tia, que não era judia."

O preconceito e a discriminação ela tirou de letra. Ela revela que sempre que aumenta o conflito entre os israelenses e palestinos no Oriente, a sua página no Orkut - site de relacionamento - é visitada por muitas intolerantes. "Já aprendemos, somos preparados psicologicamente para lidar com isso", diz.

O que Carina mais admira em sua religião é a união. "Nunca um judeu ficará na mão se passar por alguma necessidade."

E assim, Pedro, com 51 anos, e Carina, com 22, são os rostos e as vozes dos judeus brasileiros que preservam a fé e a cultura do seu povo.
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A estimativa foi feita pelo economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e apresentada durante a divulgação da 2ª parte do estudo "Economia das Religiões: Aspectos Locais e Ascensão Social". "Esse valor supera o que é divulgado oficialmente pelas empresas em investimentos de responsabilidade corporativa", afirmou o economista.

Conforme o estudo, em 2003, cada brasileiro destinava em média R$ 1,76 ao mês, R$ 2,26 em valores atuais, para doações em dízimos. Cerca de 10,6% da população brasileira efetua as contribuições ao valor médio de R$ 16,62 ao mês, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). A média das doações por dízimo dos pentecostais ficou em R$ 34 ao mês, enquanto os católicos doavam cerca de R$ 11 ao mês.

Por brasileiro, ao mês, o gasto do Distrito Federal ficou em R$ 4,48, seguido por Espírito Santo (R$ 3,33), São Paulo (R$ 2,48), Minas Gerais (R$ 2,18) e Rio de Janeiro (R$ 2,03). "O maior problema é que não se conhece a origem desse recurso, podendo ser, por exemplo, fruto de lavagem de dinheiro", salientou. Em valores absolutos, o estado que faz mais doações é o de São Paulo, que respondia por cerca de R$ 1,14 bilhão do total.

Fiéis

No recorte por religião, País tem 73,79% da população de católicos, sendo que a capital Teresina (Piauí) tem a maior participação, com 86,09%. A cidade de São Paulo registrou um índice de 66,18% de católicos, sendo a 15a. capital em números relativos de católicos do ranking. Daqueles que se declaram "sem religião" - volume de 5,13% dos brasileiro -, a maior incidência relativa ficou com Salvador, de 18,28% da população dizendo não ter nenhuma religião.

Já os evangélicos pentecostais respondem por 12,49% dos brasileiros, liderados, em valores relativos, pela capital Goiânia, com índice de 20,41%. No Rio de Janeiro, 10,98% dos habitantes da capital fluminense, informaram ser pentecostais, ao passo que em São Paulo o índice ficou em 14,35%. Entre evangélicos tradicionais, o índice nacional foi de 5,39%, sendo que a cidade do Rio de Janeiro possui a maior proporção relativa, de 10,07%.
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Entre 1991 e 2006, os católicos no Brasil passaram de 83,8% para 68% da população. Esse é o resultado de uma pesquisa realizada em parceria entre as universidades federais de São Paulo (Unifesp) e de Juiz de Fora (UFJF). Enquanto isso, o número de evangélicos no país passou de 9% para 24%, no mesmo período. A pesquisa também aponta que 5% dos entrevistados em 2006 afirmaram não ter religião, e 5% declaravam outras religiões.
Para o pesquisador da UFJF e co-autor do estudo Alexander Moreira de Almeida, os estudos apontam que está havendo uma migração de fiéis da igreja católica para a evangélica. Ele também avalia que o número de católicos vem diminuindo porque antes era praticamente a única igreja existente no Brasil. “Se 100% eram católicos, ela só pode perder, não poderia ganhar”.
Almeida avalia que a principal novidade da pesquisa foi a investigação não apenas da religião escolhida, mas também do grau de envolvimento dos fiéis com a religião. Segundo ele, essa é a primeira pesquisa brasileira que mostra esses dados. O estudo mostra que 83% dos pesquisados consideram a religião muito importante em suas vidas, e cerca de 11% não se prendem a apenas uma única crença. A participação em atividades em templos religiosos também se mostrou alta: 55% do total freqüentam esses espaços ao menos uma vez por mês.
Ao avaliar as diferenças constatadas entre sua pesquisa e uma outra divulgada pela Fundação Getúlio Vargas nesta semana, Almeida afirma que elas ocorreram especialmente pelo espaço de tempo entre as duas consultas. A pesquisa da FGV, realizada em 2003, detectou que o número de católicos no país correspondia a 74% da população, enquanto os evangélicos eram 17,9%.
A pesquisa da Unifesp e da UFJF foi realizada por amostragem, com mais de 3 mil pessoas, em 143 municípios de todo o país. Segundo os pesquisadores, esse número de entrevistas é suficiente para garantir estatisticamente os resultados. O último estudo ostensivo sobre religiões no país foi feito pelo Censo de 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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A Igreja Católica espera que a canonização do primeiro santo brasileiro, o frei Galvão, ajude o catolicismo no país, com aumento no número de fiéis e peregrinações. A canonização de Galvão, 185 anos após sua morte, será realizada pelo papa Bento 16 no próximo dia 11, em cerimônia no Campo de Marte, em São Paulo.
O ex-arcebispo de São Paulo Dom Cláudio Hummes, há cinco meses no comando da Congregação para o Clero, diz que o anúncio da canonização já teve impacto positivo no Brasil. "Isso é muito significativo para o povo, que vai reagindo com mais peregrinações, mais movimentos", afirmou. "O povo, em geral, está muito feliz. A canonização é um apoio para a sua fé." A embaixadora do Brasil na Santa Sé, Vera Machado, também acredita que a confirmação de uma santidade 100% nacional trará resultados positivos ao catolicismo brasileiro.
"A própria visita do papa e a canonização do frei Galvão terão o impacto desejado pela Igreja Católica", disse. "Resultarão no aumento do número de fiéis." O cardeal José Saraiva Martins, que preside o departamento do Vaticano responsável pelas beatificações e santificações, disse que a canonização do beato brasileiro será "uma data histórica, memorável na história do Brasil, na história da igreja brasileira".
"Madre Paulina foi canonizada em 2002. Mas, apesar de ter morado muitos anos no Brasil, ela era italiana."
Fundador do Mosteiro da Luz
Nascido em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, em 1739, o frade franciscano Antonio Sant'Anna Galvão fundou o Mosteiro da Luz, onde milhares de fiéis buscam suas "pílulas milagrosas", que vêm em um papelote minúsculo com a inscrição de uma frase em latim de devoção à Virgem Maria. Foram os pequenos bilhetinhos que, segundo a fé católica, curaram milagrosamente Daniela Cristina da Silva de uma encefalopatia hepática. O suposto milagre levou à beatificação do frei em 1998.
Nove meses de orações e novenas e mais a ingestão das pílulas deram à Sandra Grossi de Almeida e ao filho Enzo o "milagre duplo" em 1999, com a superação de uma gravidez de alto risco e a cura de uma doença grave do recém-nascido. "O Brasil precisa de mais santos", afirmou Saraiva Martins. "Todos nós precisamos de santos, como modelos de humanidade."
Segundo o cardeal português, 33 brasileiros estão na lista da congregação dos candidatos à santificação. Os casos mais adiantados são três. Depois da canonização de frei Galvão, em outubro, Saraiva Martins beatificará Albertina Berkenbrock, em Tubarão (SC), e o coroinha Adílio, em Frederico Westphalen (RS). Em novembro, será a vez da irmã Lindalva, na Bahia.
Os primeiros documentos que pediam a canonização de Frei Galvão começaram a ser preparados em 1938. Mas o processo só conseguiu ir adiante em 1991, com a participação da irmã Celia Cadorin, da Congregação das Irmãs da Imaculada Conceição, também postulante da causa da Madre Paulina.
Na solenidade em São Paulo, Saraiva Martins fará um resumo da vida do beato Galvão e terminará pedindo, oficialmente, ao papa Bento 16 que se digne a canonizá-lo. Depois, o pontífice responderá afirmativamente e o país passará a contar com seu primeiro santo brasileiro.
De acordo com o cardeal, os país europeus, com a Itália na dianteira, concentram o maior número de santos. Segundo ele, João Paulo 2º mudou a geografia da santidade canonizada, alargando-a por todos os continentes.
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O marqueteiro dos católicos

dárcio de jesus
CRÍTICA Kater condena o “teologuês” e diz que a Igreja trata mal os fiéis
A nova face da CNBB


Apoiado em teorias de marketing, o
teólogo Antônio Kater ajuda a Igreja
a se modernizar e a preservar fiéis.
Parte da euforia que será constatada
no Brasil pelo papa Bento XVI é fruto
de seu trabalho
Por Alan Rodrigues

Na quarta-feira 9, quando o papa Bento XVI, chegar ao Brasil, vai encontrar uma Igreja Católica em transformação. Até então o Vaticano trabalhava com estimativas de que o catolicismo no País estava em decadência. Mas agora uma revolução movimenta templos católicos de norte a sul do País. Sem fazer alarde, padres, bispos e leigos tomam decisões radicais depois de reconhecerem que a Igreja trata mal seus fiéis. Para mudar essa situação, o prelado resolveu investir numa opção pouco ortodoxa aos católicos e muito comum ao mundo das grandes corporações: o marketing. A alma da mudança é tratar os fiéis não mais como meros devotos, e sim com o status reservado aos grandes consumidores. Assim como os bancos, as lojas ou as companhias aéreas tratam com qualidade seus fregueses, o clero resolveu “fidelizar” seus “fiéis”. Toda essa transformação se deu por obra e graça de um militante do Movimento da Renovação Carismática, o administrador de empresas Antônio Kater Filho, 58 anos.

EMOÇÃO O teólogo com João Paulo II

Descendente de libanês, Kater, que é autor do livro O marketing aplicado à Igreja Católica, há 23 anos estuda o comportamento dos religiosos e seu rebanho. Foi justamente depois de ouvir, por acaso, uma pregação de um pastor pentecostal que Kater percebeu a eficiência do discurso das outras igrejas. “Enquanto os pastores falam com emoção, os padres falam para o vazio”, reconhece. Desde então, o marqueteiro resolveu peregrinar pelo País ensinando ao clérigo as técnicas do marketing. A estratégia deu certo. Na matemática dos católicos, nos últimos sete anos a Igreja Católica estabilizou o número de seus devotos em 73,89% da população brasileira.

Casado, pai de cinco filhos, Kater estudou teologia (“para falar de igual com os sacerdotes”) e fez mestrado na USP na área da comunicação. O marqueteiro, que foi professor do padre Marcelo Rossi, prega a eficiência do discurso. “Mesmo com todas as rádios, tevês e jornais a serviço da Igreja, não sabemos nos comunicar”, diz. Nas suas propostas, a homilia ganhou atenção especial. “O clero fala um ‘teologuês’ que ninguém entende.” Seu lema é decodificar as missas para uma linguagem simples e direta. Kater explica a seus alunos, por exemplo, que, se Jesus Cristo fosse vivo, ele não diria aos fiéis que “o reino de Deus é como um tesouro escondido”, e sim “o reino de Deus é como ganhar sozinho na loto”, diz. “É emoção.”

Entre as novidades implementadas, o termo confissão é trocado por reencontro. “Confissão é coisa de bandido”, associa. Para o estudioso, que fundou a Associação Brasileira de Marketing Católico (ABMC), é uma dádiva poder escutar o que aflige o fiel e como ele batalha contra as tentações do pecado. “As confidências são o feedback. Isso é pesquisa qualitativa”, diz. “O bom religioso é aquele que escuta a confissão, alimenta-se de informação e, como bom marqueteiro, explica como enfrentar as dificuldades.”

A idéia de Kater é reformar sem quebrar. Nessa linha, o secular dízimo, que há anos é tratado como esmola, não ficou de fora. Na versão business, a contribuição passou a ter o peso de um investimento financeiro. “A Igreja Católica é de todos nós, é nossa casa. Ela não é do pároco que a administra, temos que cuidar dos templos”, diz. Ele vai além: “Os padres não falam sobre o dízimo com a agressividade dos nossos irmãos evangélicos”, conta. Dentro do universo de 73,8% de católicos, apenas três em cada dez contribuem com doações às igrejas. Entre os pentecostais, que constituem 12,5% da população, 44% contribuem.

Na cruzada de Kater, os bancos de madeira são substituídos por confortáveis assentos. “O sofrimento da fé é coisa do passado”, lembra. “A pessoa fica duas horas sentada naqueles bancos duros e sai de lá com dor nas costas.” Outra intervenção é na acolhida dos fiéis que vão à missa. “Qualquer boa loja tem estacionamentos gratuitos, banheiros e até cafezinho. A Igreja Católica não oferece nada”, argumenta. Muitas das 120 dioceses orientadas por Kater já estão implementando seus pedidos. “Fé e conforto não são opostos”, garante. E diz mais: “A Igreja Católica tem mais de dois mil anos de história porque tem o melhor logotipo, a cruz; o melhor outdoor, as torres das igrejas, e o grande produto, a salvação.”

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04 Maio 2007

FUNDAMENTALISTAS HINDUÍSTAS AGRIDEM PASTOR PROTESTANTE NA ÍNDIA






Nova Délhi, 02 mai (RV) - Um pastor protestante foi agredido, no último domingo, em Jaipur, no estado indiano de Rajasthan, por fundamentalistas hinduístas.

A agressão ocorreu quando o pastor entrava em sua casa, e o ataque foi filmado por uma televisão local, convidada pelos próprios agressores, todos pertencentes ao grupo nacionalista "Vishwa Hindu Parishad" (VHP). O pastor, que guia uma pequena comunidade cristã, se encontra atualmente internado no hospital da cidade.

O gesto foi condenado pelas comunidades cristãs que, numa declaração conjunta, ressaltaram que a única culpa do pastor é "a de ser um cristão engajado na educação e na transmissão do Evangelho, numa das regiões mais pobres da Índia". (MJ)

Fonte: Rádio Vaticano
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Sobel nega que pedirá perdão ao Papa

Sobel nega que pedirá perdão ao Papa

O rabino Henry Sobel, 63, presidente afastado da Congregação Israelita Paulista, negou nesta terça-feira que pedirá perdão ao Papa Bento XVI. A informação foi publicada pelo diário El País, um dos maiores da Espanha.

O texto, veiculado ontem diz que o líder judaico aproveitaria a visita do papa ao Brasil para se desculpar pelo furto de gravatas nos EUA. "É mentira. Não sou católico, pedi perdão direto a Deus." Procurado pelo Agora, o autor da reportagem, Juan Arias, correspondente do El País no Brasil, admitiu que o rabino não lhe deu qualquer declaração. Arias afirmou que a notícia do pedido de perdão "já havia sido veiculada várias vezes na imprensa brasileira". Os jornais, porém, publicaram apenas a participação de Sobel em um encontro de religiosos com o pontífice.

Especializado em teologia, Arias foi correspondente no Vaticano por 14 anos e é autor de livros sobre religiões. Seu texto no jornal espanhol diz que "um rabino tão importante pedir perdão ao papa supõe a aceitação de uma hierarquia espiritual do papa sobre a hierarquia judia." Sobel confirmou que participará de encontro fechado no mosteiro São Bento, mas reafirmou que sua vida pessoal não será tema.

"Recebi convite para falar do diálogo que o Brasil e a América Latina têm entre católicos e judeus. E vai ser sobre isso que conversaremos", declarou. Segundo ele, até o discurso já está pronto. O rabino vai dizer a Bento 16 que seu nome, Benedictus, significa bênção em hebraico e que sua visita "é uma benção a todos nós". "Ele é um homem estudioso e que respeito. Não é revolucionário como Papa João Paulo II, mas quer consolidar valores morais tradicionais." No dia 23 de março, Henry Sobel foi detido em Miami, nos Estados Unidos, depois de furtar quatro gravatas de luxo. De volta ao Brasil, passa agora por tratamento. "Só posso dizer que aquele não era eu. Foi um episódio dolorido, ainda estou em recuperação", afirmou.

O rabino disse que não pretende processar o jornalista. "Quero deixar bem claro que não é verdade. Sou um rabino, isso não tem cabimento, mas tenho outras prioridades para resolver."

Fonte: Diário News

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A 1 ª Vara Criminal de São Paulo determinou o bloqueio da torre de TV que pertence à Igreja Renascer. Construída na esquina da Rua da Consolação com a Avenida Paulista, a torre é a maior do gênero no País e transmite a programação da Rede Gospel. A programação continua no ar, mas, com o bloqueio, a administração da torre passa a ser feita pela Justiça.
Identificada pelos dizeres "Deus é Fiel", a torre foi construída em 2005 com ajuda de fiéis que compraram carnês da campanha "Desafio da Torre", realizada em 1.500 templos do país.

O juiz titular da 1ª Vara Criminal, Paulo Antônio Rossi, acatou denúncia assinada por promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). O grupo alegou que, apesar de ter sido construída com contribuições de fiéis, a torre pertence à FH Comunicações. A empresa pertence a Sonia Hernandes, conhecida como bispa Sônia, e ao filho dela, Felipe Daniel Hernandes, chamado de bispo Tide.

Os promotores usaram depoimentos de fiéis que disseram ter sido enganados para acusar Sônia e Felipe Hernandes de estelionato e enriquecimento ilícito. Os advogados da Renascer afirmaram que "a torre pertence à igreja e isso será provado na Justiça".
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Beckham não adere à seita de Tom Cruise

Beckham não adere à seita de Tom Cruise
Apesar de ser amigo do astro americano, jogador não quer saber de Cientologia

Tom Cruise e David Beckham: Amigos, amigos, religiões à parte
Contratado pelo Los Angeles Galaxy, do Estados Unidos, o meia David Beckham e sua esposa Victoria procuram se enturmar com estrelas hollywoodianas para conseguir contratos publicitários e mídia no país onde o futebol não é, nem de longe, um dos esportes mais apreciados. Um dos principais amigos do casal é o ator Tom Cruise. No entanto, o jogador inglês parece querer somente mesmo a amizade, e nada mais além disso.

Segundo o jornal catalão “Sport”, Beckham rejeitou o convite de Cruise para que ele aderisse a cientologia, crença religiosa adotada pelo astro do cinema que é bastante polêmica e alvo de críticas da imprensa e, de boa parte, da sociedade americana.

A cientologia é uma seita fundada na década de 1950 pelo escritor de ficções cientificas e de auto-ajuda L. Ron Hubbard. Além de dizer que o homem é um ser imortal, a cientologia prega que os homens são reencarnações de espíritos de extraterrestres (thetans) que habitaram a Terra há 75 milhões de anos.
Fonte: Globo Esporte
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Não é o primeiro da história, mas é com certeza um dos poucos padres surfistas e que se saiba o único em Portugal. José Pedro Azevedo, de 34 anos, pároco de Espinho e ex-assessor do anterior bispo do Porto, D. Armindo Lopes Ribeiro, há já cerca de dois anos que se atira ao mar em cima de uma prancha de "bodyboard". As manobras, essas, admite que ainda não lhes sabe o nome, nem as domina por completo, mas conhecedores da arte garantem que José Pedro Azevedo já sabe como abordar o mar, "dropar" as ondas e realizar razoáveis giratórios de 360º.

Embora tenha dado os primeiros passos em Espinho, o padre prefere destruir as ondas de Leça, Maceda, Peniche, Vila Nova de Milfontes e até de Peruibe, entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, no Brasil, onde esteve recentemente a passar férias.

A experiência do "bodyboard", agora já um bichinho do qual não escapa, começou, porém, de uma forma que muito o caracteriza com a vontade de se aproximar da "malta" jovem de Espinho.

"O meu primeiro contacto com o surf deu-se há cerca de dois anos quando o Farol de Acção Social (FAS), um grupo de cerca de 45 jovens voluntários que leva a cabo actividades com crianças e idosos do concelho, organizou umas jornadas desportivas dedicadas àquela modalidade. Mais tarde, os responsáveis pela escola de surf Atitude pediram-me para benzer o espaço e convidaram-me para fazer o curso. Não aceitei, mas a vontade de experimentar já cá estava porque percebi que essa seria uma boa forma de contactar com os mais jovens e realmente funcionou", explicou José Pedro Azevedo.

"Os mais novos perceberam de repente que estava ali um padre que falava a mesma linguagem que eles, que saía com os amigos, que também praticava desporto e que os entendia. Não é à toa que as missas dominicais têm agora mais jovens do que nunca", contou Gonçalo Ferreira, amigo do pároco e também ele surfista.

Segundo José Pedro Azevedo, quando chegou a Espinho, há quase três anos, para substituir o padre Manuel Henriques Ribeiro, que se reformou por motivos de saúde, encontrou "uma paróquia muito activa, mas de certa forma fechada sobre si mesma, arredada da cidade e do Mundo". "Acho que devemos trazer para a igreja o espírito de festa e de comunhão, um pouco à semelhança do que acontecia antes, em que a Igreja era o centro das localidades e onde tudo acontecia", salientou.

Tendo esse objectivo em vista, o padre foi o mentor de várias iniciativas, nomeadamente do FAS que organiza passeios, visionamento de filmes, aulas de ginástica, chás dançantes e muito mais .

Muita procura têm as aulas de introdução à informática para crianças, e desde este ano também para adultos, e as já famosas aulas de danças de salão (ler peça ao lado), tudo actividades que têm lugar no salão paroquial, transformado, agora, num quase centro cultural.
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Igreja vai recorrer à segurança particular

Celebrações na igreja do Horto chegam a reunir 300 pessoas

Os constantes registros de arrombamentos a veículos durante a realização de missas na Igreja Nossa Senhora de Lourdes, no Jardim do Horto, no bairro da Gruta, levaram o vigário paroquial Eduardo Tadeu Lopes da Silva a defender a contratação de seguranças particulares para atuar nos arredores da igreja. “Estamos decidindo o que fazer para acabar com esse problema. A medida mais rápida que pensamos foi a contratação de seguranças para trabalhar nos arredores da igreja. Vou sugerir isso. Estou tomando as providências no sentido de ver o que é melhor e o que pode ser feito logo”, declarou o padre.
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A família de Gabrielli Cristina Eichholz, de um ano e meio, morta no dia 3 de março, em Joinville (SC), vai fazer uma manifestação em frente ao fórum da cidade, às 8h30 desta sexta-feira. A mãe da menina, Andréia Pereira, de 26 anos, disse que vai pedir mais segurança nas escolas e igrejas e cobrar a condenação do acusado pelo crime, o pedreiro Oscar Gonçalves do Rosário, de 22 anos. Ele nega o crime.

"Vamos relembrar que hoje (dia 3 de maio) completou dois meses a morte da minha filha. Foi uma crueldade. Sabemos que não a teremos de volta, mas é preciso que as autoridades nos ofereçam segurança para podermos andar nas ruas de Joinville. Vamos cobrar a condenação do responsável pela morte de Gabrielli", disse Andréia.

Gabrielli foi estrangulada e violentada em uma Igreja Adventista do Sétimo Dia em Joinville. Ela tinha ido a um culto com parentes, foi deixada em uma sala para brincar com outras crianças e desapareceu.

Mais tarde, ela foi encontrada em um tanque de batismo da igreja. O suspeito, preso no dia 12 de março, disse que estava bêbado quando abordou a criança, segundo a polícia. Depois de preso, ele voltou atrás e negou o crime.

Justiça

A Procuradoria Geral do Tribunal de Justiça de Santa Catarina negou no dia 27 de abril o pedido de habeas corpus a Rosário. A decisão é do procurador criminal Odil José Costa. Ainda falta o colegiado de desembargadores julgar o mérito do recurso.

A advogada de Rosário, Elizangela Asquel Loch, entrou com o pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça (TJ) no dia 13 de abril. No mesmo dia foi negada a liminar do recurso, que em seguida foi encaminhado à Procuradoria Geral de Justiça. Com o parecer do procurador criminal, falta a decisão final do TJ.

Leia esta notícia no original em: http://gazetaonline.globo.com//noticias/minutoaminuto/nacional/nacional_materia.php?cd_matia=302004&cd_site=0

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03 Maio 2007

Adolescente é apedrejada no Iraque por namoro

Uma adolescente de 17 anos foi morta por apedrejamento no Iraque por namorar um rapaz de um outro grupo religioso. Por volta do dia 7 de abril, Du¿a Khalil Aswad foi apedrejada por um grupo de oito ou nove homens ¿ incluindo alguns parentes ¿ e na presença de uma multidão na cidade de Bashika, perto de Mosul. Aswad pertencia à minoria religiosa Yezidi e teria namorado um rapaz muçulmano sunita. A menina também teria passado uma noite fora de casa.
Um dos líderes da tribo Yezidi teria dado abrigo à menina, mas o grupo de homens invadiu a casa e a apedrejou. Os Yezidis são uma seita antiga com tradições pouco conhecidas. Seus integrantes estão espalhados pela Armênia, Síria, Turquia e Iraque. A seita pré-islâmica, de origem incerta, faz cultos a Melek Taus, "o anjo pavão", tido como Lúcifer por cristãos e muçulmanos.
O apedrejamento durou cerca de 30 minutos, foi filmado por várias pessoas com telefone celular e divulgado na Internet. As imagens mostram que membros da força de segurança local estavam presentes, mas não interferiram.
Em aparente retaliação, 23 integrantes do grupo Yezidi foram depois mortos por um grupo armado sunita. A Anistia Internacional condenou a morte de Aswad e dos 23 homens, pedindo que as autoridades iraquianas identifiquem e julguem os culpados.
"A organização também está pedindo às autoridades iraquianas que investiguem se os oficiais da força de segurança estavam presente e não impediram a morte de Du¿a Khalil Aswad por apedrejamento", diz um comunicado da Anistia. Segundo a organização, há relatos freqüentes de "crimes de honra" no Iraque, em especial, na região curda ao norte do país. A maioria das vítimas é de mulheres e crianças.
Fonte: Terra/BBC Brasil
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Discípulos e Missionários

Discípulos e Missionários
Antecipando a Conferência de Aparecida, um olhar sobre nova realidade de um continente em profunda transformação, com desafios profundos para a Igreja

Depois do Sínodo das Américas em Roma, temeu-se o fim das "conferências gerais" do episcopado da América Latina. Mas as Conferências episcopais fizeram um pedido formal ao Papa. E João Paulo II deu luz verde: "Eu quero o que a Igreja da América Latina quer". Convocou a Conferência, definiu o tema e Bento XVI, escolheu o local, Aparecida, Brasil.

Muitos têm poucas esperanças no seu bom sucesso.

Porque baixou a esperança?

1. A crise dos valores da civilização atingiu também a Igreja. As mudanças são tão rápidas e profundas que há dificuldade em descobrir as respostas pastorais.

2. O Brasil perde, a cada ano, 1% dos católicos. Em 30 anos, os que se dizem católicos baixaram de 95% para 65%. Cresce o número dos indiferentes e pentecostais. Ensaiou-se a mudança pastoral: mais voltada para o acolhimento, a evangelização e as megalópoles que concentram a maioria da população. A Igreja aprendeu a usar os meios de comunicação. Mas a pastoral de conjunto não mobiliza a maioria das comunidades, como anos atrás.

3.Na prática, o mais visível no Brasil, é o esforço para reconquistar os não praticantes, com técnicas de marketing, métodos pentecostais e apelos à religiosidade que atrai as massas. Terá futuro uma Igreja voltada para si e para as necessidades institucionais?

É possível a esperança?

a) A hora da Graça: A Conferência de Aparecida é "o momento oportuno para a Igreja se posicionar diante da nova realidade de um continente em profunda transformação, cuja identidade vai rapidamente prescindindo de sua vinculação com a Igreja Católica, que por isto se questiona e se pergunta como fazer para continuar tendo significação histórica para um povo que já não se sente obrigado a identificar-se com ela. Aparecida apresenta-se como momento privilegiado, hora da graça, oportunidade imperdível, para a Igreja ouvir os apelos que o Espírito lhe faz através da realidade, que clama por um reencontro fecundo com o Evangelho de Cristo e por novas formas de expressão eclesial." (D. Demétrio Valentini - Bispo de Jales, S. Paulo)

b) Missão e missionariedade, serão destaque pelo tema: "Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que n'Ele os nossos povos tenham vida. Eu sou o caminho, a verdade e a vida." "Nos processos da assunção do Vaticano II na América Latina e no Caribe produziu-se um deslocamento do "ter missões" ao "ser missionário"; o deslocamento de uma Igreja que tem missões territoriais, pelas quais se fazem colectas e orações para que possam trazer a humanidade não-cristã à Igreja Católica, para uma Igreja na qual a missionariedade representa uma orientação fundamental de todas as suas actividades." Paulo Suess

d) Avançar a partir da tradição: Mais do que grandes documentos, sinais, gestos simbólicos para esta hora. "Dá para dizer que a tarefa desta Conferência deve consistir em grandes opções estratégicas, evangélicas, que deixem o caminho aberto para outros desdobramentos. Em síntese, Aparecida é chamada a RECUPERAR, REAFIRMAR E AVANÇAR." ( D. Demétrio)

e) Resposta exigente. Responder aos indiferentes e aos pentecostais, exige aprofundar a ligação ao Espírito e ao Dom. Contra a tirania do mercado excludente e empobrecedor, a Igreja deve propor a gratuidade. Diz Paulo Suess: " Seguir Jesus no Espírito Santo significa viver a gratuidade como atitude pascal. O Evangelho da Graça faz-se presente em todas as formas de doação da vida como abertura ao Reino."

Na TV teremos imagens dos 3 dias de presença de Bento XVI com a juventude, a canonizar S. Galvão, na abertura da conferência. Mas haverá vida fora da pantalha. Em Aparecida estará a Tenda dos Mártires, chegarão multidões em Romaria (19 de Maio) haverá o congresso teológico (Pindamonhan-gaba, 18 - 21 de Maio). Ao longe, todas as comunidades rezam, para que a hora de Deus não passe em vão.

Pe. Jerónimo Nunes, Missionário da Boa Nova, antigo missionário no Brasil

Fonte: Agência Ecclesia

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Em nome de Deus
geral ( 2/5/2007 02:06:20 )
Um americano de 44 anos está sendo indiciado por traficar maconha do lado de fora da Igreja Batista de Elkton, no condado de Todd, Estado de Kentucky. Ronnie Turner foi descoberto por um dos pastores que encontrou bolsas com maconha no vidro dianteiro do seu carro, segundo o site Metro.

Os pacotinhos com a droga vinham com uma mensagem escrita à mão fazendo referência a paz e a "nativos americanos". Turner afirmou que "Deus pediu que ele entregasse a droga". Cada pacote vinha com maconha no valor de US$ 20, em quantidade suficiente para 10 cigarros, segundo a polícia local.

Foram devolvidos 47 pacotes, mas os policiais não sabem se esse é o número exato de doações feitas pelo homem e se todas foram devolvidas.

Skip Ray[bb], um dos vizinhos de Turner, disse que ele vinha falando freqüentemente sobre Deus e maconha. "Ele contou que Deus lhe disse para distribuir maconha", afirmou Ray.
Fonte: Do Emsergipe.com, com informações do Jbonline

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www.jornaldebeltrao.com.br
Geral - 2/5/2007
Pesquisa aponta que religiosidade está em alta

ABr - A religiosidade do brasileiro está em alta. Pela primeira vez, em mais de um século, a proporção de católicos parou de cair e se manteve estável entre os anos de 2000 e 2003, atingindo quase 74% da população brasileira. O número de evangélicos continua crescendo (passou de 16,2% para 17,9%) e o das pessoas que não têm qualquer religião sofreu queda de 7,4% para 5,1%. Os dados constam de pesquisa divulgada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Para o pesquisador Marcelo Nery, responsável pelo estudo, a chamada “reação católica” pode estar relacionada à melhoria na distribuição de renda entre as camadas mais pobres da população (classe E), que ao lado da elite econômica (classe A) é a mais representativa da religião católica. Segundo Nery, a transferência de renda proporcionada por programas de assistência, como o Bolsa Família, contribuiu para que os mais pobres deixassem de abandonar o catolicismo.
“Quando as condições econômicas são favoráveis, as pessoas deixam de procurar novas religiões”, explicou Nery.
O estudo também revela que com a crise metropolitana nas últimas décadas, o inchaço das grandes cidades, o aumento da violência e a piora do acesso aos serviços públicos, as igrejas evangélicas pentecostais (Assembléia de Deus, Universal do Reino de Deus etc.) e os sem religião tiveram um crescimento mais expressivo nas periferias. Nery acredita que com o surgimento dessa “nova pobreza”, as pessoas seguem em geral dois caminhos. “Ou se apegam a religiões de práticas mais intensas, como as pentecostais, ou perdem a esperança e viram sem religião”, disse.
Segundo o pesquisador, o crescimento das igrejas pentecostais nessas áreas (metrópolis) também pode ser entendido como uma forma de ocupar uma lacuna deixada pelo Estado, com desemprego, favelização, precariedade de acesso aos serviços públicos. Ainda conforme aponta a pesquisa da FGV, as mulheres são mais religiosas do que os homens. De um total de 50 religiões observadas, a predominância feminina foi verificada em 43 delas. Elas são, no entanto, menos católicas do que os homens.

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«Caminho privilegiado» para conhecer Deus é amor, explica Bento XVI
Propõe a «lectio divina» como meio para conseguir este objetivo
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 2 de maio de 2007 (ZENIT.org).- O «caminho privilegiado» para conhecer Deus é o amor, considera Bento XVI, apresentando como meio para alcançar este objetivo a leitura meditada da Palavra de Deus ou «lectio divina».
Esta foi a mensagem que deixou na Praça de São Pedro, no Vaticano, por ocasião da audiência geral da quarta-feira, aos 30 mil peregrinos que suportaram uma forte e inesperada chuva.
O Papa continuou a série de suas intervenções sobre os grandes expoentes da Igreja primitiva, apresentando pela segunda semana consecutiva Orígenes de Alexandria, padre da Igreja que viveu entre os séculos II e III, falecido depois de ter sido torturado durante a perseguição do imperador Décio.
Segundo Orígenes, afirmou o Papa, «a compreensão das Escrituras exige não só estudo, mas intimidade com Cristo e oração». «Está certo de que o caminho privilegiado para conhecer Deus é o amor, e que não existe um autêntico ‘conhecimento de Cristo’ sem enamorar-se dele», acrescentou.
O Santo Padre explicou, ao ilustrar o pensamento de Orígenes, considerado como um dos maiores teólogos e exegetas de todos os tempos, que «acontece o mesmo entre os homens: só se conhece profundamente o outro se há amor, se se abrem os corações».
Para demonstrar isso, declarou, Orígenes «baseia-se em um significado que em certas ocasiões se dá ao verbo ‘conhecer’ em hebreu, ou seja, quando se utiliza para expressar o ato do amor humano: ‘O homem conheceu Eva, sua mulher, a qual concebeu’», como diz o Gênesis.
«Deste modo -- afirmou o bispo de Roma --, sugere-se que a união no amor produz o conhecimento mais autêntico. Como o homem e a mulher são ‘dois em uma só carne’, assim Deus e o fiel se tornam ‘dois em um mesmo espírito’.»
Para chegar a este conhecimento de Deus através do amor, o sucessor de Pedro recomendou, como fez Orígenes, a leitura orante da Palavra de Deus, mais conhecida como «lectio divina».
O padre da Igreja, explicou, teve um papel decisivo na história da Igreja na difusão desta prática, que dele aprenderia São Ambrósio de Milão (falecido no ano 397), que por sua vez a transmitiu a Santo Agostinho de Hipona (354-430) e através dele «à tradição monástica sucessiva» no Ocidente.
«Não te contentes em tocar e buscar -- dizia textualmente Orígenes em uma Carta citada pelo Papa: para compreender os assuntos de Deus, tens absoluta necessidade da oração. Precisamente para exortar-nos à oração, o Salvador não só nos disse: ‘buscai e encontrareis’, e ‘batei e vos será aberta’, mas acrescentou: ‘Pedi e recebereis’.»
Durante sua meditação, ante a forte chuva, o Papa deixou de lado os papéis para afirmar: «Tomemos a chuva como uma bênção. Fala-se muito de seca, portanto, o Senhor nos dá um sinal de sua graça»
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Luanda, 02/05 - O secretário-geral da União das Igrejas do Espírito Santo, Manuel Inocêncio de Sousa, considerou hoje, em Luanda, que desde a implantação da democracia no país, a liberdade de imprensa regista níveis de crescimento aceitáveis.

Em declarações à Angop por ocasião do Dia Internacional da Liberdade de Imprensa, a assinalar-se a 03 de Maio, o líder religioso realçou ser o surgimento de órgãos de comunicação social privados, o marco que acaompanhou a transição do sistema de partido único para o multipartidarismo.
"Hoje, já se nota uma certa liberdade. Mas temos a plena certeza de que, com os passos que Angola está a dar rumo à concretização da democracia, daqui a mais alguns anos pressupõe-se, depois das eleições, que haverá aquilo que se chamará de verdadeira liberdade de opinião e de pensamento", afirmou.
Enalteceu, na ocasião, a abertura que o governo angolano tem feito em relação a outros órgãos de comunicação social, afirmando que se deve agradecer a Deus e encorajou o executivo no sentido de continuar a trabalhar para a efectiva liberdade de opinião.
Segundo o reverendo Manuel Inocêncio de Sousa, "se a pessoa colocar o seu pensamento em acção dentro dos limites e do respeito pela democracia, então, haveria pessoas que opinariam e dariam conselhos úteis aos governantes".
Ao referir-se à liberdade de opinião em relação à Igreja, afirmou que as instituições religiosas sempre tiveram uma certa liberdade. Contudo, apelou ao governo para rever as condições que exige para o reconhecimento de diversas religiões existentes no país.
Exortou às instituições estatais, no sentido de, tal como têm feito com os órgãos de informação e com os partidos politicos, flexibilizem as exigências em relação ao reconhecimento das Igrejas pois, em seu entender "a maioria do povo angolano é crente".
O líder religioso aproveitou a ocasião para apelar à todos os profissionais da Comunicação Social para junto dos diversos órgãos contribuirem na educação do povo angolano para o êxito do registo eleitoral.

Fonte: Angop

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Oswaldo Scaliotti
da Redação
Os católicos deixaram de perder espaço na população brasileira e são 73,79% do total. Mesmo assim, os evangélicos aumentaram sua presença no País. As organizações no Brasil geraram 11,61 mil novos empregos com carteira assinada em um ano, segundo a FGV
03/05/2007 02:10
A geração de emprego pelas organizações religiosas do Brasil cresce de forma acelerada. Em 2000, a atividade religiosa tinha aberto 1,76 mil postos com carteira de trabalho, número que cresceu para 11,61 mil, em 2005, um aumento de 559%. Os dados estão na pesquisa "Economia das Religiões: Mudanças Recentes", coordenada pelo economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O trabalho, apresentado ontem, no auditório da FGV, no Rio de Janeiro, traz uma boa notícia para a Igreja Católica: pela primeira vez, em mais de um século, a participação dos católicos na população brasileira parou de cair, ficando praticamente estável, entre 2000 e 2003: de 73,89% para 73,79%.

A pesquisa mostra também que a religiosidade no País está em alta: o número de pessoas que não possuem qualquer crença caiu de 7,4% para 5,1%, entre 2000 e 2003. Segundo Neri, em 1872, 99,72% da população do Brasil era católica, número que caiu 95% em 1940, apresentando forte ritmo de redução ao longo das décadas seguintes. "Na década de 90, a participação dos católicos caiu cerca de um ponto percentual por ano", detalha.

A "reação católica" pode estar relacionada à melhoria na distribuição de renda entre as camadas mais pobres da população (classe E), que ao lado da elite econômica (classe A) é a mais representativa da religião católica. Segundo Neri, a transferência de renda proporcionada por programas de assistência como o Bolsa Família contribuiu para que os mais pobres deixassem de abandonar o catolicismo. "Quando as condições econômicas são favoráveis, as pessoas deixam de procurar novas religiões", explicou Neri.

Segundo Neri, mesmo com a estabilidade do número de católicos, os evangélicos continuam crescendo no País, passando de 16,2% para 17,9% da população, entre 2000 e 2003. Em 1940, os evangélicos representavam apenas 2,6% do total. O economista detalha que ao contrário do que vinha ocorrendo nas últimas décadas, as igrejas evangélicas captaram novos fiéis junto aos não religiosos, em lugar de católicos arrependidos. "As organizações evangélicas, principalmente as pentecostais, vem crescendo nas áreas da pobreza urbana (periferias), onde é menor a presença do Estado", detalha.

O estudo, baseado em dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também indicou que os católicos, mesmo sendo 73,9% da população (cerca de 139,24 milhões de pessoas) contribuem apenas com 30,9% das doações (dízimos) feitas às igrejas. As famílias católicas possuem renda média de R$ 2.023 e destinam 0,54% deste valor para doações.

Já os evangélicos pentecostais (28,88 milhões de pessoas), que constituem 12,49% da população, contribuem com 44% do total de doações, e os evangélicos tradicionais (14,88 milhões de brasileiros) com 22,7%. No total, os evangélicos somam 66,7% das doações e 43,64 milhões de pessoas. A renda familiar do evangélico pentecostal é de R$ 1.496, sendo 2,26% deste valor destinados às doações para suas igrejas. Já o evangélico tradicional possui renda mensal familiar média de 2.202, sendo 1,48% revertido em dízimos.

NA INTERNET
Outras informações da pesquisa podem ser obtidas no site do Centro de Políticas Sociais da FGV - www.fgv.br/cps/.

SAIBA MAIS
Evangélico pentecostal e tradicional - O pentecostal distingue-se do tradicional por ressaltar a crença na contemporaneidade dos dons do Espírito Santo, entre os quais se destacam os dons de falar em línguas, cura e discernimento de espíritos, e por defender a retomada de crenças e práticas do cristianismo primitivo.

Fonte: Jornal O POVO
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Um site de vídeos que prega os ensinamentos cristãos engrossa a disseminação religiosa na internet, em meio a divergências que chegaram a gerar disputas virtuais entre sites.

Com cerca de 4,8 mil vídeos, o GodTube (Broadcast Him!) segue o estilo do popular YouTube, e diz que "utiliza a tecnologia web para conectar cristãos com a finalidade de promover e disseminar o Evangelho no mundo".

O site exibe clipes enviados por usuários, muitos deles contendo mensagens religiosas. Entre os posts mais vistos e com melhor aprovação dos usuários do GodTube está o clip "Baby Got Book" ("Ela tem a Bíblia", em tradução livre), paródia de uma conhecida – e mais apimentada – música americana de rap.

O site também abre espaço para vídeos críticos. Sob o título de "Por que o GodTube é estúpido", o vídeo mais comentado do site mostra um jovem que questiona "por que cristãos precisam de um YouTube só para eles":

"Usar a palavra 'cristão' como adjetivo automaticamente dá uma impressão fictícia de aprovação prévia de Deus a qualquer coisa que você descreve", argumenta o rapaz.

Em outro vídeo ("Kiss, Off!"), usuários criticam um pregador que chama de "mentiroso" um fã da banda Kiss que passa na rua vestido com as roupas que caracterizam o grupo.

Demonstrando sua desaprovação, um usuário recomenda: "Pregue a verdade, mas faça-o com amor".

Disputa

O site engrossa uma tendência de levar, para a Internet, a discussão de temas religiosos, que em outros casos já chegou a causar rixas entre sites.

A disputa é às vezes aberta, como entre a enciclopédia virtual Wikipedia e os sites conservadores Conservapedia e Creationwiki.

Na Conservapedia, o longo verbete Wikipedia informa ao usuário uma série de detalhes pouco honrosos da maior enciclopédia online, acusada de censurar artigos e de deliberadamente prover informações pouco confiáveis.

Já a Wikipedia define assim a rival: "Conservapedia é um projeto wiki com o objetivo de construir uma enciclopédia com artigos pró-estadunidenses, socialmente conservadores e com conservadorismo cristão. A enciclopédia foi criada como uma resposta a uma polarização anti-cristã e anti-estadunidense nos artigos da Wikipédia, em especial a anglófona".

As divergências entre a Wikipedia e a CreationWiki não são menos profundas, com a última acusando a primeira de ser "tendenciosa" e promover "sentimento anti-criacionista".

Se na Wikipedia o verbete Darwinismo merece 1,5 mil palavras e numerosos hiperlinks, a definição do termo na CreationWiki ocupa menos de um terço do mesmo espaço.

No site cristão, a teoria do cientista Charles Darwin, segundo a qual a espécie humana evoluiu de primatas, é definida como "um sistema de crenças".

MySpace 'limpo'

Outra iniciativa religiosa que defende "pureza moral" é o site de relacionamentos DittyTalk, que informa ter 27 mil membros.

O site – cujo nome na língua inglesa exibe forte semelhança fonética com a expressão "dirty talk" (literalmente, "conversa suja", em que se empregam termos sexuais) – se define como "um espaço seguro" e "limpo" em relação ao seu equivalente MySpace.

O DittyTalk pede que o usuário entre em contato, antes de tudo, com Jesus Cristo – que tem um perfil na comunidade e é adicionado como amigo de cada novo membro que se registra.

Com um detalhe: Jesus Cristo sempre está online.

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"Não gosto como a Bíblia vê as mulheres"

"Não gosto como a Bíblia vê as mulheres", disse à atriz mexicana Salma Hayek ("Frida") à revista Marie Claire, quando perguntada sobre sua visão sobre a bíblia. A atriz afirmou que as críticas à mulher são o principal ponto de discordância para ela.

"Não gosto como a Bíblia vê as mulheres. Como o fato de que a Virgem Maria concebeu Jesus sem ter tido sexo. Dá a entender que se você concebe seu filho através do sexo é algo sujo. Acho que a possibilidade de criar outra vida deve fazer recordar às mulheres que somos criadoras", comentou a atriz, que está grávida de seu primeiro filho.

Hayek disse que, embora não seja muito fã do livro