até o século 7º da nossa era, enfatizando a importância estratégica da região e sobretudo sua força como ícone sagrado, sede religiosa do judaísmo
Além dos 150 objetos e achados arqueológicos, pesando cerca de 15 toneladas, a exposição recorre a recursos cenográficos para tornar essa história mais palpável e próxima do espectador. Ao longo dos 900 m² estão fotos, plotters, reconstruções de elementos arquitetônicos, na tentativa de criar uma estrutura mais didática. Em alguns momentos, no entanto, o uso da cenografia e das cores para segmentar os diferentes núcleos, parece um tanto carregado.
A exposição é subdividida em três núcleos principais e tem o ano 1000 a.C. como ponto de partida pois teria sido nessa data que o rei David assumiu o reinado e transferiu a sede para Jerusalém. Faz parte também desse primeiro bloco, que se estende até a ocupação assíria (586 a.C.), a criação do Primeiro Templo por Salomão. O segundo bloco da mostra começa após o retorno do exílio na Babilônia e o processo de reconstrução do Segundo Templo, exatamente no mesmo local daquele primeiro erguido por Salomão, e se estende até o ano 70 d.C.
Uma das atrações do núcleo é a reconstrução aproximada, com objetos do período, de como seria uma mesa da época para celebrar o Pessach
Após um pulo no tempo, chega-se aos séculos 6º e 7º, período em que judeus e cristãos pareciam buscar seus caminhos paralelamente, criando seus templos de maneira bastante similar. A reconstrução e exibição, lado a lado, de uma igreja e de uma sinagoga do período bizantino revela mais semelhanças arquitetônicas e compositivas do que se poderia esperar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Tesouros da Terra Santa - Do Rei David ao Cristianismo. Masp. Av. Paulista, 1.578, metrô Trianon- Masp. Tel. (011) 3251-5644. 11 h/18 h (5.ª, até 20 h; fecha 2.ª). R$ 15 (3.ª, grátis). Até 2/11.
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