Na Bahia de todos os santos, os candidatos à Prefeitura de Salvador não esperam ajuda apenas de cabos eleitorais e marqueteiros para conquistar um lugar no segundo turno. Com o acirramento da disputa na capital, quase todos recorrem ao “divino”, na esperança de um auxílio extra neste domingo.
O católico Antônio Imbassahy, que vem derrapando nas últimas pesquisas eleitorais, antecipou os pedidos de ajuda para ver se consegue recuperar o fôlego que tinha no início da campanha. Na última sexta-feira, foi à Igreja do Senhor do Bonfim, na Cidade Baixa, para pedir uma força extra da divindade mais adorada pelos soteropolitanos.
Já o deputado federal ACM Neto (DEM), também católico e devoto de Nossa Senhora de Aparecida, é conhecido por rezar bastante antes de ir votar. Segundo pessoas próximas ao democrata, ele sempre leva consigo uma imagem da santa nas eleições, mania adquirida desde que escapou ileso de um acidente automobilístico em 2006.
Nada comparado ao avô, o senador Antônio Carlos Magalhães, morto em 2007. ACM era conhecido pelas várias superstições que tinha. A principal era proibir que qualquer pessoa chegasse perto dele vestido de marrom em dia de eleição. Quem se atrevia, era imediatamente “convidado” a ir embora.
O atual prefeito João Henrique (PMDB) cumpre o mesmo ritual da eleição anterior. Antes de votar, vai com a família a um culto em uma igreja batista situada no Caminho das Árvores, bairro nobre de Salvador.
Procurados, os candidatos Walter Pinheiro (PT) e Hilton Coelho (PSol) disseram não cumprir nenhum ritual ou possuir qualquer mania ou superstição para garantir um bom desempenho nas urnas.
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