sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Vítimas de escalpelamento aprendem a confeccionar perucas



© Tamara Saré / Ag. Pará
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Vítimas de escalpelamento tanto podem ser beneficiadas usando as perucas que produzem quanto tornar a atividade uma nova fonte de renda para a família

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São necessários cabelos de duas pessoas para a confecção de uma peruca, por isso a necessidade de mais doações de cabelos para a próxima oficina

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O uso de perucas minimiza a frustração e resgata um pouco da autoestima de mulheres vítimas de escalpelamento em embarcações nos rios da Amazônia


As pacientes vítimas de escalpelamento atendidas pelo Espaço Acolher da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará estão participando, nesta semana, de uma oficina de confecção de perucas, ministrada por Wilton Rocha, mais conhecido como "Wilton Peruqueiro".
O objetivo é ensinar uma atividade que possa beneficiá-las tanto para uso próprio como se tornar uma nova fonte de renda para a família. São 19 pessoas entre pacientes e acompanhantes.
A gerente do Espaço Acolher, Luzia de Matos, informou que a oficina faz parte de um projeto financiado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e que as perucas estão sendo confeccionadas com cabelos doados pela I Igreja Batista do Pará, que realizou uma campanha junto às mulheres da Igreja e à população em geral. "Mas, vamos precisar de mais cabelo, porque os cabelos doados estão sendo usados nesta oficina para a confecção de cerca de 40 perucas".
Uma nova oficina será realizada de 22 a 26 de fevereiro e, por isso há necessidade de novas doações de cabelo, que podem ser entregues no Espaço Acolher ou na I Igreja Batista do Pará.
É a primeira vez que Wilton Rocha ministra oficina de confecção de perucas para mulheres escalpeladas do Pará, mas já realizou trabalho semelhante no Amapá, onde as vítimas se uniram e, com apoio do governo do Estado, fundaram a Associação das Mulheres Escalpeladas do Amapá, que trabalha na confecção de perucas.
Segundo Wilton, são necessários cabelos de duas pessoas para a confecção de uma única peruca, por isso reforça o que disse Luzia sobre a necessidade de mais doações de cabelos para a próxima oficina.
Ele explicou que as perucas podem ser confeccionadas de duas maneiras: manualmente, ou com o uso de uma máquina de costura reta industrial. Inclusive, para Luzia, o Espaço Acolher deverá adquirir a sua própria máquina industrial, para facilitar a realização das atividades. Quem tiver o equipamento para doar será bem aceito.
Para Wilton, a atividade, sem dúvida, eleva a autoestima das vítimas de escalpelamento e pode servir como uma nova fonte de renda, lembrando que perucas são usadas principalmente por vítimas de escalpelamento e mulheres em tratamento contra o câncer.
Ele ressaltou, ainda, que é fundamental a solidariedade das pessoas, "pois seus cabelos voltarão a crescer depois de cortados, o que infelizmente nunca mais acontecerá com as vítimas de escalpelamento".
A paciente Cleonice da Silva Barros, de 22 anos, está gostando muito de participar da oficina. "É difícil no começo, mas depois vai ficando fácil". Já Francinete dos Santos Nobre, de 42 anos, disse que está aprendendo e gostando da atividade.

Agência Pará / Notícias Cristãs

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