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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Mãe volta a se acorrentar e promete greve de fome

Aposentada voltou a se acorrentar, desta vez em frente ao prédio de delegacia e promete greve de fome para "salvar" o filho.
Pouco mais de dois meses depois do primeiro protesto, em que se acorrentou em frente à Igreja Universal do Reino de Deus, na Avenida Mato Grosso, a aposentada Sueli Ferreira de Moura, 42 anos, voltou a protestar, desta vez se acorrentando ao Centro Integrado de Proteção à Criança e ao Adolescente Nelly Baís Martins, no Aero Rancho.
Ela reclama que nenhuma providência foi tomada contra a igreja, que acusa de aliciar o filho e o influenciar a parar de estudar. Desta vez, a aposentada promete iniciar uma greve de fome e diz que se nada funcionar irá até Brasília (DF) para acionar o Ministério Público Federal. “Já tenho o dinheiro reservado”, disse.
Suely procurou a Polícia para denunciar a igreja, alegando que seu filho, de 17 anos, deixou de ter uma "vida saudável". Após o protesto, que acabou expondo o adolescente, o Conselho Tutelar acionou a aposentada para que ela prestasse esclarecimentos. Então Sueli foi ao Ministério Público Estadual para pedir providências contra o Conselho Tutelar.
No dia 7 de julho o MPE expediu um ofício pedindo arquivamento do pedido de providências contra o Conselho Tutelar. Diante isso, Sueli resolveu retomar o protesto.
Ela alega que desde que fez a primeira manifestação o filho passou a ser ignorado dentro da igreja e que foi obrigado e que perdeu o cargo de coordenador do grupo jovem. “Botaram na cabeça dele que ele vai ficar rico. Ele está perturbado”, diz.
Outra reclamação de Sueli é que ficou determinado que o filho teria acompanhamento psicológico, mas até então isso não ocorreu.

Campo Grande News/Notícias Cristãs
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No Brasil, campanha presidencial vira ‘guerra santa’ entre católicos e protestantes

BRASILIA/BRASIL - No Brasil, a campanha eleitoral deste ano para presidente, governadores dos Estados, senadores e deputados federais e estaduais virou ‘guerra santa’ entre as igrejas católica e protestante, quanto ao apoio ou não à candidata indicada e apadrinhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff.
No Brasil, os protestantes se auto-denominam evangélicos, mas existe milhares de denominações e ramificações, entre elas outras milhares de seitas fanáticas, cujos líderes (bispos, pastores, apóstolos, missionários, obreiros, e outras patentes hierarquias) figuram diariamente no noticiário policial da imprensa nacional e respondem a um assustador volume de processos criminais e civis na Justiça.
Desde a sua fundação, em 1982, o PT, partido do presidente Lula e de Dilma Rousseff, uso a Igreja Católica como uma espécie de ‘muleta’ política para chegar ao poder em 2002, elegendo Lula presidente da República.
Alastradas por todo o território nacional, as poderosas comunidades eclesiais de bases da Igreja Católica foram as grandes e decisivas formadoras de opinião política usadas pelo presidente Lula para seduzir o eleitorado dos grandes bolsões de pobreza das regiões metropolitanas e do decisivo colégio eleitoral do Nordeste do país e se eleger presidente da República, duas vezes.
No poder, políticos do PT, partido do presidente Lula e de Dilma Rousseff, de caçadores de corruptos passaram a ser caçados, dia e noite, e se tornaram alvos de denúncias diárias da imprensa por conta de escândalos de corrupção e acusação de desvio de dinheiro público.
Acusada de responsável pela ascensão do PT e do presidente Lula ao poder no Brasil, a Igreja Católica deu início a uma estratégica retida do cenário político brasileiro, se declarando neutra nos processos eleitorais.
Até então, milhares de igrejas e seitas protestantes/evangélicas brasileiras, que sempre se postaram contra o PT e o presidente Lula, acusando-os de inimigos do evangelismo, optou por não emitir opiniões políticas, e trabalhar nas suas bases para eleger seus representantes no Congresso Nacional, Assembléias Legislativas Estaduais, e até dois governadores, Anthony Garotinho e sua mulher, Rosinha, no Rio de Janeiro.
A gota d’água que rompeu de vez as relações entre a Igreja Católica e o PT, partido do presidente Lula e de Dilma Rousseff, sua candidata a presidente da República surgiu em dezembro de 2009, quando o presidente Lula assinou decreto que tornou lei a terceira etapa do Plano Nacional dos Direitos Humanos (PNDH-3), fato que gerou, de imediato, uma reação em cadeia entre militares e a igreja católica em todos os cantos do Brasil.
As Forças Armadas reagiram contra a parte do PNDH-3 que cria a Comissão Nacional da Verdade, com o objetivo de esclarecer - inclusive autoria - casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres ocorridos entre 1946 e 1988, período em que o Brasil viveu sob o governo dos militares.
Por sua vez, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cúpula da Igreja Católica Brasileira, também reagiu, dizendo que reafirma sua posição em defesa da vida e da família, e contrária à descriminalização do aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito de adoção de crianças por casais homoafetivos, dispositivos do PNDH-3.
A cúpula da Igreja Católica no Brasil reagiu também à criação de “mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União”, proposto pelo PNDH-3, por considerar que tal medida intolerante pretende ignorar nossas raízes históricas.
Vendo que não iria mais contar com o apoio da Igreja Católica para se sustentar no poder, o presidente Lula tratou logo de atrair o povo protestante/evangélico - inimigo declarado e em guerra com o católico - para dar conotação religiosa à campanha de Dilma Rousseff.
Vendo que a Igreja Católica tinha se afastado do presidente Lula, do PT e não iria apoiar Dilma Rousseff, oportunistas e profundamente interesseiros, os líderes de igrejas e seitas protestantes/evangélicas iniciaram uma lenta e cautelosa aproximação da candidata petista.
Ciente de que não iria contar com o apoio da Igreja Católica, Dilma Rousseff tratou logo de facilitar a aproximação do povo protestante/evangélico, indo ao seu encontro, o que lhe valeu o apoio declarado e público de representantes de 15 igrejas e seitas protestantes/evangélicas, entre elas a Assembléia de Deus, uma das maiores e mais poderosas igrejas do Brasil.
A manifestação de apoio ocorreu dois dias depois da polêmica envolvendo o bispo de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, que pregou o boicote dos católicos à candidatura de Dilma Rousseff, sob o argumento de que ela defende a descriminalização do aborto.
Ao se defender das acusações do bispo, Dilma Rousseff, devidamente treinada para usar o poder que convence e amedronta da linguagem bíblica, disse: “Eu sou a favor da vida em todas as suas manifestações e seus sentidos", enfatizou a petista, na sede da Convenção Nacional das Assembléias de Deus no Brasil.
Com discurso e gestos sob medida para seduzir e conquistar a platéia, Dilma citou passagens do Evangelho nas quais Jesus Cristo fala da vida em abundância. Depois, lembrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que vai "cuidar do povo" e da família, "como ele". "Quero pedir a vocês que orem por mim", insistiu a candidata do PT à Presidência do Brasil.
Diante de aproximadamente mil fiéis, a petista afirmou que o governo Lula encerrou "uma era de choro, desespero, medo, acomodação e desemprego" e prometeu dar continuidade ao projeto do presidente. "O choro pode durar toda uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Nós vamos construir juntos a alegria que chega pela manhã."
Na chegada ao templo da Assembléia de Deus, acompanhada do chefe de Gabinete do Presidente da República, Gilberto Carvalho, Dilma foi saudada por um grupo de obreiras, mas teve de enfrentar um outro grupo que exibia uma faixa de protesto na qual se lia "Apoiar Dilma é negar a Bíblia. Aborto não".
Por ter sido seminarista, Gilberto Carvalho foi indicado pelo próprio presidente Lula para aproximar Dilma Rousseff dos protestantes/evangélicos, já que a Igreja Católica descartou todas as possibilidades de apoio a ela.
Inicialmente, a resistência do povo religioso brasileiro em apoiar Dilma Rousseff deve-se ao fato de ter sido ela uma das mentoras do PNDH-3 que, entre outros temas polêmicos, defende a legalização do aborto e o casamento gay.
Em seus pronunciamentos, Dilma Rousseff tem dito que não defende a interrupção da gestação a não ser em casos previstos em lei, como na gravidez resultante de estupro. Entretanto, diz que o Estado não pode ignorar o assunto, pois muitas mulheres, sobretudo as de baixa renda, usam métodos considerados "medievais" para pôr fim à gravidez.
Apesar de a candidata do PV, Marina Silva, ser da Assembléia de Deus, Dilma Rousseff vem conquistando o apoio dos protestantes/evangélicos, dos quais, muitos alegam que a ex-senadora não procurou o aval da sua igreja.
Por sua vez, o bispo católico de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, disse que não recuará em mobilização contra Dilma Rousseff e levará sua manifestação de veto à presidenciável às missas e celebrações nas 37 paróquias da sua diocese.
Ele considera o PT favorável à descriminalização do aborto e divulgou comunicado recomendando aos católicos que boicotem a petista. Entretanto, Dilma nega defender aborto e diz que opinião de bispo não é uma posição da CNBB.
O prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida disse "Sou católico e respeito a posição do religioso. Mas não posso concordar com a transformação de uma posição doutrinária da Igreja Católica em apoio ou rejeição a qualquer candidato."
Em entrevista à imprensa, dom Luiz Gonzaga disse que não tem nada pessoal contra Dilma Rousseff, mas se declarou irredutível na sua decisão de combater a candidatura da petista.
"Ela [Dilma] segue o partido, ela é a candidata. Então eu vou matar a cobra na cabeça. Pessoalmente não tenho nada contra ela. Mas o direito à vida é o maior direito humano. O aborto é atitude covarde e criminosa. Eu não arredo o pé, não”, afirmou o bispo católico.
Sobre a recomendação da CNBB pela neutralidade na campanha, dom Luiz Gonzaga Bergonzini disse que ela (CNBB) não tem autoridade nenhuma sobre os bispos. “Eu segui a voz da minha consciência. Sou cristão de verdade e defendo o mandamento ‘não matarás’. Não tem esse negócio de meio termo”, afirmou o bispo de Guarulhos.
Perguntado se vai recomendar aos fiéis da diocese para não votar em Dilma Roussef, dom Luiz Gonzaga Bergonzini afirmou que os padres devem notificar ao povo a orientação do bispo. “Eu não vou arredar o pé, não importa as consequências que eu venha sofrer, mas o que importa é minha consciência e seguir o Evangelho. Eu não tenho medo”, disse o religioso.
Sobre tratar do assunto durante as missas na sua diocese, o bispo disse que vai enviar uma carta aos padres para notificarem as pessoas sobre a sua recomendação nas celebrações das missas. “Como cidadão, tenho direito de expressar minha opinião e, como bispo, tenho a obrigação de orientar os fiéis”.
Sobre a reação popular sobre a sua decisão, dom Luiz Gonzaga disse que tem recebido muitos e-mails, uns contestando e muitos apoiando. Segundo ele, as pessoas dizem que "finalmente alguém que usa calça comprida resolveu reagir".
Dilma nega defender aborto e diz que opinião de bispo não é uma posição da CNBB. Sobre o artigo de dom Luiz Gonzaga publicado no site oficial da CNBB, recomendando que não votem em Dilma Rousseff e em nenhum candidato petista por considerar o PT favorável ao aborto, a candidata do Palácio do Planalto disse que ele (o artigo) “parte do pressuposto incorreto. Tanto eu quanto o presidente Lula não defendemos o aborto. Defendemos o cumprimento estrito da lei", afirmou Dilma.
"Não se trata de uma convicção pessoal. Não conheço uma mulher que acha o aborto uma coisa fantástica e maravilhosa. É uma violência e um risco de vida", afirmou, ponderando que o tema não deve ser tratado de forma religiosa.
Dilma mudou o seu discurso sobre o aborto. Em outubro de 2007, ela se mostrou favorável à descriminalização. No entanto, em suas últimas manifestações públicas sobre o tema, a petista tem defendido o cumprimento da legislação em vigor. Atualmente, o aborto só não é considerado crime no Brasil em duas situações: estupro e risco de vida materno.

PRAVDA RU BRASIL/Notícias Cristãs
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Organização leva Bíblia traduzida à República do Congo

Entre os mais de 3,6 milhões de habitantes da República, há 62 línguas vivas faladas
São profundas as feridas da guerra na República Democrática do Congo. As tensões são tão variadas como as tribos que vivem na região. Por isso, cristãos lutam para traduzir a Bíblia aos nativos. Entre os mais de 3,6 milhões de habitantes da República, há 62 línguas vivas faladas, de acordo com o Ethnologue SIL Internacional. Além disso, mais de 200 grupos étnicos africanos são encontrados no país.
No Norte, existe uma unidade da Wycliffe AssociatesI. O presidente da organização, Bruce Smith, explica que agora é o momento para atacar. “Por causa da paz em curso nesta área e das oportunidades que temos de fazer esse investimento, nós queremos ter certeza de que podemos equipar a população local para fazer a tradução da Bíblia".
Isso é o que Wycliffe Associates faz de melhor. A organização internacional mobiliza voluntários e recursos em apoio aos esforços de tradução da Bíblia.
A Bíblia no Congo será fundamental para a pacificação. "Todos esses conflitos étnicos só vão ser alterados e impactados quando a Palavra de Deus e Deus mudar de verdade os corações e as mentes das pessoas".
Wycliffe Associates observa que devido à grande necessidade de tradução, a maneira mais eficaz para acelerar o acesso à Bíblia nas línguas do país é equipando e envolvendo cidadãos em todos os níveis dos projetos.
O centro irá fornecer o espaço necessário para a realização deste método de tradução da Bíblia e, finalmente, vai acelerar a conclusão de trechos bíblicos nas línguas locais que nunca antes tinham acesso às Escrituras.
Por exemplo, um tradutor nacional teve recentemente a oportunidade de compartilhar trechos da Bíblia com um soldado de fronteira no idioma nativo dele. Enquanto estava parado em um posto oficial, o tradutor usou o tempo para ler o texto, que chamou a atenção do soldado, o qual o reconheceu como alguém da mesma vila. O soldado perguntou ao tradutor se ele estava lendo em francês ou em Lingala, uma língua de comércio. O tradutor disse que ele estava escrevendo para sua esposa em Mayogo, uma das línguas vivas do Congo.
O soldado perguntou como poderia aprender a ler e escrever em Mayogo. O tradutor deu a ele o necessário para aprender a ler em sua língua nativa, junto com as cópias dos livros do Novo Testamento de Lucas e Atos e um livreto de histórias da Bíblia - uma outra semente plantada.

MNN/CPADNews/Notícias Cristãs
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Igreja Evangélica Luterana dá boas vindas a pastores gays

A Igreja Evangélica Luterana da América (ELCA) recebeu diversos pastores homossexuais em cerimônia no domingo (25). A confraternização em São Francisco foi a primeira de uma série que vai acontecer em diversos pontos dos EUA.
Em agosto a Igreja votou pela liberação de pastores gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. Os pastores devem manter relacionamentos estáveis e não precisam ser celibatários. No domingo, sete desses novos pastores foram recebidos em uma cerimônia especial na Catedral de S. Mark, em São Fancisco, Califórnia.
Os reverendos John Fryckman e James DeLange, ambos heterossexuais, foram pioneiros na luta pela modificação das regras da igreja. Dois dos novos pastores assumidamente gays já serviam na igreja de São Francisco sob os cuidados deles. Eles consideraram a cerimônia de domingo uma vitória.
No Brasil a ELCA não tem nenhum representante. A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) mantém um tipo de parceria e intercâmbio com a ECLA, mas não se pronunciou oficialmente sobre o ministério de homossexuais. O Pastor Victor Linn falou conosco por telefone e explicou que cada “vertente” da Igreja Evangélica Luterana tem uma prática individual, e que a IECLB tem diversos documentos que discutem a questão, mas que nenhum deles é conclusivo.
No começo de julho, líderes da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos também votaram a favor de mudanças em sua política. Ainda não é uma decisão confirmada, pois tem que passar pelo crivo de delegados regionais, mas as chances são grandes. Caso seja aprovada, a Presbyterian Church seria a maior vertente cristã nos EUA a admitirem clérigos homossexuais.

Virgula/Notícias Cristãs
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Igreja Evangélica constrói mil e 200 salas de aulas em dois anos

Lubango - Mil e 200 salas de aulas foram construídas nos últimos dois anos pela Igreja Evangélica Sinodal de Angola (IESA) na província da Huíla, num projecto denominado "Ensino e Educação Para Todos", soube hoje (segunda-feira) a Angop na cidade do Lubango.
Segundo o presidente da IESA, Diniz Eurico, que prestou as informações, estas salas de aula beneficiam mais de 25 mil crianças que se encontravam fora do sistema normal de ensino na província.
A fonte explicou que as salas de aula foram construídas, na sua maioria, em capelas afectas à Igreja Evangélica Sinodal de Angola, com a contribuição da comunidade e dos obreiros da congregação.
Para além das salas de aulas, acrescentou, a instituição que dirige também tem construído casas para os directores das escolas, postos de saúde e centros comunitários.
"A IESA tem estado a contribuir para o desenvolvimento socio-económico de Angola, construindo escolas, postos médicos e ministrando curso profissionalizantes", sublinhou.
A província da Huíla possui mil e 713 escolas frequentadas por mais de 800 mil alunos devidos em três níveis de ensino.
A Igreja Evangélica Sinodal de Angola existe desde 1897.

Angola Press
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terça-feira, 27 de julho de 2010

Reverendo britânico vai celebrar Eucaristia pelo Twitter

Durante cerimônia, usuários devem ler em voz alta cada tweet postado pelo religioso, antes de responder ´Amém´.

"O Twitter oferece possibilidades únicas de comunicação para a Igreja", diz Tim Ross

São Paulo - O reverendo britânico Tim Ross, da igreja Metodista, irá celebrar a Eucaristia no próximo dia 14 de agosto. Nada demais, não fosse o fato de que a oração será realizada pelo Twitter. Para participar, basta seguir o perfil @TimRossMinister no site de microblogs. No dia, os usuários devem ler em voz alta cada tweet postado por Ross, antes de responder "Amém".
A ideia é atrair um público jovem que não se mostram interessados no cristianismo. "O Twitter oferece possibilidades únicas de comunicação para a Igreja", disse o reverendo ao jornal The Telegraph. Ross, que já publica orações em sua página no Twitter, disse que espera milhares de pessoas sigam seu perfil até o dia da celebração. Até o fim da tarde desta terça-feira (27), o religioso tinha 407 seguidores.
Contra os mais conservadores, ele alega que a iniciativa é um passo importante para unir cristãos ao redor de todo o mundo e alcançar aqueles que normalmente não se deslocam até a igreja. "A percepção geral é que a igreja está se enferrujando em edifícios antigos e sem contato com o mundo ao nosso redor, mas este é um exemplo de que estamos preparados a acompanhar a revolução tecnológica", afirmou.
A celebração virtual começa às 18 horas, no horário de Brasília, do dia 14 de agosto. Mais informações podem ser obtidas no site http://www.twittercommunion.co.uk/.
No ano passado, o reverendo Vicent Nichols, arcebispo de Westminster, no Reino Unido, disse que sites de redes sociais como o Facebook e o MySpace podem incentivar adolescentes a ver a amizade como uma "commodity". Ele afirmou que a internet estava "desumananizando" a vida em comunidade.

Exame/Notícias Cristãs
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Fragmento de código de lei de 3.700 anos é descoberto em Israel

É a primeira vez que um fragmento de um código de lei é descoberto na Terra Santa e fora de Mesopotâmia.
Arqueólogos israelenses anunciaram nesta segunda-feira a descoberta, pela primeira vez fora da Mesopotâmia, de um fragmento de um código de lei, com 3.700 anos de idade, parecido com o famoso Código de Hamurabi. "É a primeira vez que um fragmento de um código de lei é descoberto na Terra Santa e, até mesmo, fora de Mesopotâmia", explicou à AFP o chefe da equipe de pesquisas, o arqueólogo Amnon Ben-Tor, da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Este texto remonta a dez séculos antes da suposta redação da Bíblia (século VII antes de Cristo). Ben-Tor indicou que trata-se "de um fragmento muito pequeno de argila (2 centímetros por 1,5) em escrita cuneiforme acadiana, com quatro linhas muito próximas dos dois lados da tábua". O fragmento foi descoberto há alguns dias no sítio da cidade cananeia de Hazor, norte de Israel.
"O texto se refere às regras que regiam as relações entre mestres e escravos", indicou à AFP o professor Wayne Horowitz, responsável pela decriptação. "Essas linhas que evidenciam um conteúdo legal confirmam a ligação entre o reino de Hazor e os reinos da Síria do norte", considerou.
Localizada no norte da Galiléia, Hazor foi uma das principais cidades do Crescente Fértil durante a idade de bronze. Situada na estrada que liga o Egito à Ásia, Hazor comercializava estanho com as cidades da Babilônia e da Síria para alimentar sua indústria de bronze. Hazor mantinha ligações políticas e econômicas estreitas com a Mesopotâmia, entre o Tigre e o Eufrates (hoje, Iraque e nordeste da Síria). Hazor prosperou sobretudo durante a metade do período cananeu (1750 antes de Cristo) e foi a maior cidade fortificada de Israel durante o período israelita (século IX antes de Cristo). A Bíblia se refere a Hazor como "a cabeça de todos esses reinos" cananeus (Josué 11:10).
O Código de Hamurabi (por volta de 1750 antes de Cristo) é um dos mais antigos códigos de lei, o primeiro quase completo. Texto babilônio não religioso, mas de inspiração divina, elaborado sob a autoridade do rei Hamurabi, ele prolonga juridicamente a obra militar e política do fundador do reino da Babilônia. Esse código está atualmente no Museu do Louvre em Paris, mas uma cópia também está exposta no museu arqueológico de Teerã.

AFP/Veja/Notícias Cristãs
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Luteranos se desculpam por perseguir menonitas séculos atrás

Luteranos se reuniram em Stuttgart

A Assembleia Geral da Federação Luterana Mundial teve como um ponto alto o pedido de perdão dos luteranos ao menonitas. Favoráveis a reformas radicais do cristianismo, eles foram perseguidos por católicos e protestantes.
Até esta terça-feira (27/07), 400 delegados de 140 igrejas-membros do mundo inteiro participam em Stuttgart, na Alemanha, da 11ª Assembleia Geral da Federação Luterana Mundial. Ao todo, mais de mil participantes discutiram, durante uma semana, questões como injustiças e soluções para problemas humanitários globais. O evento teve como ponto alto o pedido de perdão dos luteranos aos menonitas, pela perseguição religiosa ocorrida 500 anos atrás.
"Temos essa lembrança de sermos uma minoria perseguida", disse Larry Miller, secretário-geral do Congresso Mundial Menonita por ocasião de uma cerimônia de reconciliação realizada pela Federação Luterana Mundial sobre a perseguição cruel do movimento anabatista.
Os menonitas pertencem ao principal ramo do movimento anabatista. A repressão sangrenta sofrida por seus membros no século 16 faz parte dos capítulos mais sombrios da história europeia.
Martinho Lutero apoiou perseguição aos menonitas
Um principal ponto de discórdia era o batismo de crianças. Os menonitas acreditam que seus membros devem ser batizados adultos, voluntariamente, e rejeitam o batismo de crianças. Isso fez com que fossem tachados como hereges pelo reformador Martinho Lutero (1483-1546), para quem essa era uma forma de negar às crianças a inclusão na comunidade cristã.
Lutero deixou clara sua rejeição pelos anabatistas na Confissão de Augsburg, publicado em 1530 naquela cidade alemã. Até hoje, os pastores luteranos são ordenados com base em partes dessa confissão.

Conflito mortal no movimento europeu de reforma
Os seguidores dos anabatistas, que pediam uma reforma social mais radical do cristianismo do que a pleiteada por Lutero e pelo suíço Ulrich Zwingli (1484-1531), tiveram que fugir dos governantes católicos e protestantes para se salvar, o que não impediu que milhares fossem executados.
Hoje, a religião menonita conta no mundo todo com mais de 1 milhão de membros, muitos deles nos EUA e no Canadá, cerca de 60 mil na Europa. Devido ao fato de já terem cedo levantado a voz contra qualquer forma de guerra e darem importância à "absoluta abdicação da violência", eles são considerados uma das "Igrejas históricas da paz". As comunidades menonitas são opostas às hierarquias eclesiásticas: a paróquia local é totalmente autônoma.

Reconciliação exige nova identidade
Na cerimônia de reconciliação que marcou a 11ª Assembleia Geral da Federação Luterana Mundial, em Stuttgart, os luteranos pediram, "a Deus e às nossas irmãs e aos irmãos menonitas o perdão pelo sofrimento que nossos antepassados lhe infligiram no século 16". O pedido de perdão foi elaborado entre 2005 e 2008 por uma comissão de estudos luterano-menonita.
Para o secretário-geral da Conferência Mundial Menonita, o Larry Miller, a medida é uma "concessão importante e um ato de libertação", pois os menonitas, segundo ele, muitas vezes "se sentem ainda como vítimas". "Agora temos de repensar nossa identidade", ressalta. Na verdade, as histórias dos mártires das comunidades menonitas ainda estão bastante presentes. O sofrimento dos antepassados é passado de geração em geração.
"É simplesmente uma ferida profunda no seio do cristianismo, quando igrejas que estão na realidade tão perto, por virem da mesma raiz e terem uma história comum, estão tão divididas dentro do movimento de reforma", disse o pastor menonita Reiner Burghard durante a cerimônia de reconciliação. Ele espera que essa ferida seja curada.
No futuro, luteranos e menonitas querem lutar para que liberdade de religião e de consciência sejam respeitadas e protegidas na política e na sociedade.

Bispo palestino é novo presidente da federação
Outro ponto marcante dessa assembleia foi a eleição do bispo palestino Munib A. Younan como presidente da Federação Luterana Mundial. O prelado de 59 anos, conhecido por seu engajamento pela paz no Oriente Médio e incentivador do diálogo entre as religiões, sucede o norte-americano Mark Hanson, de 63 anos, que desde 2003 liderava a entidade formada por 70 milhões de cristãos.

DW/Notícias Cristãs
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Padre dá óstia a cão e irrita fiéis no Canadá

Donald com seu 'cãozinho' abençoado
Montreal (Canadá) - Uma igreja do Canadá se tornou o foco da discussão de fiéis depois que um padre deu a Sagrada Comunhão a um cão. O animal teria ido para o local junto com seu proprietário.
Segundo o dono do cachorro, quando ele foi tomar a óstia, seu cão foi junto e o padre acabou dando-a para ele também. Donald Keith ainda contou que logo depois o animal sentou e abaixou a cabeça, como se estivesse fazendo uma oração.
"Uma velhinha que estava na frente riu muito", disse Donald.
O sacerdote foi suspenso e o animal proibido de entrar na igreja. Em entrevista ao Daily Mail, o homem se mostrou chateado: "Foi uma atitude inocente. Sinceramente pensei que era uma espécie de bênção dos animais".

O Dia/Notícias Cristãs
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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Com crucifixo, homem arromba caixa de doações de igreja

Ladrão foi preso após ser reconhecido pelas câmeras de segurança.
Ele poderia usar qualquer ferramenta, mas um crucifixo foi a arma escolhida.
Em dinheiro sagrado não se mexe. Ainda mais como fez o norte-americano George Albert Horn, de 48 anos. Ele arrombou a caixa de doações de uma igreja em Fort Lauderdale, no estado da Flórida, Estados Unidos, utilizando um crucifixo.
Segundo informações do jornal South Florida Sun Sentinel, o ladrão foi reconhecido pelas câmeras de segurança da igreja e preso.

R7/Notícias Cristãs
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Igreja frequentada por Kaká organiza competição de lutas em São Paulo - Vale Tudo na Renascer

Pastores da Renascer transformam torneio em grande culto para atrair novos fiéis; no octógono, xingamentos aos adversários estão proibidos.
Luis Gustavo Rodrigues, o Buda, não vai à igreja. Aos 24 anos, o jovem paulista, morador do bairro de Vila Sílvia, na Zona Leste de São Paulo, trabalha em uma empresa de Tecnologia de Informação e se empenha, no tempo livre, nas aulas de artes marciais. Na noite da última sexta-feira, porém, ele foi até a sede de Osasco da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, que tem como um de seus mais ilustres fiéis o craque Kaká, do Real Madrid. O objetivo não era se converter. Convidado, ele ia disputar sua primeira luta profissional na categoria Muay Thai do Reborn Fight II, competição organizada por membros da congregação evangélica.
Buda confessa que estava nervoso no momento que subiu no ringue. Antes da luta, no entanto, um amigo puxou o grito de “Gordinho” e logo a maioria das quase mil pessoas que assistiam ao evento estava do seu lado. Incentivado, Luis se mostrou incansável e foi declarado vencedor moral do confronto, apesar do resultado oficial dos juízes ter sido o empate.
Depois da luta, o jovem posou para fotos com os amigos, foi cumprimentado pela torcida e dizia não acreditar no que tinha feito. “Ele tinha o braço pesado”, afirma, sobre o seu oponente. Buda diz não se importar com o fato de sua estreia nos ringues ter sido dentro de uma igreja. Ele diz não ser frequentador por causa das histórias que costuma ouvir, como a do casal fundador da Renascer, preso em 2007 nos Estados Unidos com US$ 56 mil não declarados. Mesmo assim, elogiou a organização do “Reborn Fight”.
- Achei muito bonito. Não venho por causa dos “esquemas” que a gente sabe que acontece. Mas isso aqui foi muito bacana. Tem uma estrutura muito boa – disse Luis, que conta com a ajuda de seus amigos de academia para poder treinar.
A estrutura montada para o evento realmente era impressionante. No centro do local onde são realizados os cultos da igreja, foi erguido um imenso ringue, com o padrão do octógono usado no UFC, maior competição de luta livre do mundo. No altar, um DJ tocava músicas eletrônicas para o público Esta foi a segunda vez que Osasco sediou um torneio de artes marciais da Renascer – a outra foi em fevereiro deste ano. No total, já foram nove edições.
Nesta sexta-feira, a escala de lutas contava com 26 nomes, entre homens e mulheres, mas uma atleta não compareceu. Apenas três lutadores eram membros da sede de Osasco. A grande maioria veio de outras congregações ou, então, não fazia parte da Igreja. Um dos organizadores do evento, o pastor Douglas Vieira, ou Dogão, como é conhecido, admite que o maior objetivo é atrair fiéis para a religião.
- Existem pessoas que nunca pisariam em uma igreja se não fosse pelo evento. A grande maioria vem pelo trabalho que a gente faz. E, depois, acaba ficando. Quem teve a ideia já era lutador. Então, está no sangue. É o desejo de usar a luta para rebanhar fiéis. Temos uma convocação agressiva no nosso nicho.
Dogão prega para os lutadores dentro do octógono (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Para que a estratégia funcione, Dogão e outros membros da igreja, como o Bispo Kleber Falcone, transformam o evento em um imenso culto. Antes do início da competição, os dois reúnem os lutadores para fazer a chamada e uma oração, sempre pedindo o respeito entre eles. Depois, na apresentação em cima do ringue, o pastor faz uma nova pregação, desta vez convocando o público. Pede para que todos tenham calma e que os ânimos se esquentem apenas sobre o tatame. O pedido é para que não aconteça o que é comum nos eventos de luta livre ao redor do mundo, com brigas entre as torcidas.

Ingressos a R$ 15 e patrocinadores prestigiados
Para assistir o evento, cada pessoa paga R$ 15. Dogão explica que o objetivo não é arrecadar dinheiro para a Igreja, mas arcar com todos os gastos da estrutura. Para isso, também conta com uma série de patrocinadores, que são chamados após o término de cada luta para entregarem os troféus ao vencedor e ao perdedor do combate.
Além do prêmio, cada lutador recebe uma quantia simbólica em dinheiro, não revelada pelo pastor. No ringue, estão proibidos xingamentos e ofensas aos adversários. Ao contrário das lutas oficiais, na categoria MMA (artes marciais mixadas, em inglês), também não são permitidos socos no rosto quando o rival estiver caído no chão, nem cotoveladas.
Os organizadores garantem que não costuma haver casos de lutadores da igreja envolvidos em brigas nas ruas. Para o Bispo Kleber, a filosofia ensinada nas artes marciais é posta em prática também na vida particular de cada um de seus atletas.
- Nós pregamos a consciência, tanto fora quanto dentro do ringue. Não tem nada a ver essa imagem que as pessoas têm de que o lutador é um “bad boy”. A filosofia é outra. No esporte, assim como na vida, temos que ter disciplina, respeito e outros valores. O espírito daqui consegue ligar o esporte à igreja. A luta é muito desvalorizada no Brasil, apesar de o país ser um de seus grandes incentivadores, através da Família Gracie. Falta consciência. A luta pode salvar muita gente. É respeito, não exige nada de violência. Quer brigar, não vai fazer na rua, vai fazer no tatame.
Membro da igreja na sede de Alphaville, Jorge Luis Bezerra, o Michelan, foi um dos que encontraram na luta uma forma de sair da marginalidade. Depois de seu combate, do qual saiu perdedor, o lutador pediu a palavra no ringue e, em uma espécie de testemunho de vida, declarou ter sido usuário de drogas, mas disse que hoje estava bem. Com o filho Levi, de 1 ano e quatro meses, nos braços, ele elogiou a iniciativa do evento.
- O objetivo não é arrecadar dinheiro. Muita gente critica sem saber. Nosso objetivo é Deus, é resgatar essas vidas para Cristo. É um esporte impactante para quem não conhece as regras, mas quem passa a conhecer, vê que não é assim – disse Michelin, que, além do filho, levou a mulher para vê-lo no ringue.
As mulheres da igreja ajudam na organização do evento (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Damaris Batista, a Gringa, foi uma das quatro mulheres inscritas na competição. É também uma das maiores defensoras do ensino de lutas na igreja.
- Antes, meu paradigma era rígido quanto à igreja. Depois, percebi que não era assim. Quando a gente não cuida do templo, vai contra as regras de Deus. As pessoas olham para mim e criticam por ser lutadora. Mas, quando dou meu testemunho de vida, as pessoas querem fazer igual a mim.
O Pastor Dogão, no entanto, confessa que a ideia não foi bem aceita pelos membros de início. Agora, porém, afirma que todos elogiam, tanto que já está previsto um novo “Reborn Fight”, para fevereiro do ano que vem.
- Um ou outro estranhou no início. Mas é um esporte que está ganhando espaço no mundo inteiro. Tem gente que acha diferente, mas o que importa é ganhar vidas para Jesus Cristo. Quando perceberam isso, aceitaram bem.

Globo Esporte/Notícias Cristãs
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A briga pelo voto evangélico

Os candidatos à Presidência estão de olho no voto dos evangélicos. Não por acaso. Juntos, os evangélicos representam cerca de 25% do eleitorado brasileiro, que é de 135 milhões de pessoas. Ou seja, uma massa de 33 milhões de eleitores.
Na corrida por essa encorpada fatia do eleitorado, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) estão na frente. Eles brigam ferozmente pelo apoio das gigantes Assembleia de Deus e Igreja Universal. Ironicamente, a candidata do PV, Marina Silva, única evangélica da disputa, é quem tem mais dificuldades para costurar apoios com uma das frentes religiosas.
O maior imbróglio está na Assembleia de Deus. A igreja é dividida em duas partes – a Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil (Ministério de Madureira) e a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). No total, a instituição conta com 16 milhões de seguidores, sendo que a corrente majoritária, a CGABD, liderada pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa, conta com 10 milhões. Neste campo, é o tucano José Serra quem tem vantagem, já que é amigo do pastor e contou com seu apoio no segundo turno das eleições de 2002.
De acordo com o presidente do Conselho de Comunicação da CGADB, pastor Mesquita, a Assembleia de Deus “não apoia nenhum candidato oficialmente”. Ele afirma que a ala majoritária “demonstra apoio a José Serra e proximidade com ele”. “Há uma resistência da CGADB a Dilma Rousseff, que é muito progressista e liberal em assuntos como aborto e casamento gay. Não negamos direitos a niguém. Eles [os homossexuais] têm direito de fazer o que quiserem, mas não absorvemos essas ideias e somos totalmente contrários a elas”.
A outra ala da Assembleia de Deus, conhecida como Ministério Madureira, conta com 6 milhões de seguidores e está com Dilma. Neste sábado, o deputado federal Pastor Manoel Ferreira (PR-RJ), líder da convenção nacional, organizou um evento em Brasília com fieis de diversas igrejas evangélicas para apoiar a petista, como Assembleia de Deus, Sara Nossa Terra e Igreja Universal do Reino de Deus. Segundo o deputado-pastor, o apoio à ex-ministra foi negociado e eles teriam recebido a promessa de Dilma de que um eventual governo petista deixaria questões polêmicas como a legalização do aborto e a união civil entre homossexuais para serem discutidas apenas pelo Congresso.

A escolha de Marina – Enquanto isso, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, não encontra apoio oficial nem mesmo na igreja à qual pertence. A verde é da Assembleia de Deus desde 1997 e, segundo a CGADB, “a igreja deveria ter amadurecimento para anunciar um apoio oficial a Marina”. Segundo representantes da convenção, a igreja poderia exigir dela um governo norteado pelos “ensinamentos cristãos”. Mas não foi isso que aconteceu.
A assessoria de Marina Silva, por sua vez, afirma que a candidata defende um estado laico e não discrimina a fé. “Marina reconhece que os evangélicos são um público a quem ela deve atenção por fazer parte dele, mas não faz um direcionamento específico para nenhum grupo religioso”.

Universal e a confusão de Dilma – A ex-ministra ganhou – mais uma vez – uma herança do governo Lula: o apoio da Igreja Universal. Com 13 milhões de fieis, a instituição apoiou Lula em 2002 e 2006. Um dos elos de Dilma com a igreja é o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) que, de acordo com sua assessoria, tem uma amizade “antiga e pública” com o presidente Lula. Além disso, quando defende a ideia de que o aborto deve ser tratado como questão de saúde pública, e não rejeitado por princípio, a candidata petista não se choca frontalmente com os preceitos do líder da Universal, o pastor Edir Macedo, que se diz favorável à prática em diversas situações.
Essa não é, obviamente, a posição da Igreja Católica. Nesta semana, o bispo de Guarulhos (SP), dom Luiz Gonzaga Bergonzini, defendeu o boicote à candidatura de Dilma por considerar que o PT é a favor da interrupção da gravidez. Para tentar resolver esse impasse, Lula inteveio: nomeou seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, um ex-seminarista, para aproximar a petista da Igreja Católica.

Veja/Notícias Cristãs
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